sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Sabemos que a humanidade não está perdida

Quando acontece isto por causa disto. O pão que ficou engasgado na garganta quando vi esta manhã na TV esta gente. E não me lembro de melhor homenagem que podia ter sido feita.

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Sites com sabor

"A grande limitação actual dos sites está relacionada com a impossibilidade de ter uma experiência sensorial completa, pois o tacto e cheiro estão ainda ausentes na Internet"

Tantas vezes que eu me prometi nunca mais comprar livros de gestão, marketing ou afins. Tantas vezes que acabo a cometer o mesmo erro. É o que dá entrar numa livraria no ínicio do mês.

Em tempos de crise, é necessário definir prioridades

e ontem fui ver o Carlos do Carmo com a Count Basie Orchestra. Burguês clamam alguns, foste ver quem perguntam outros. Pena que tenha sido no Pavilhão Atlântico, um conselho: nunca vão para a plateia no Pavilhão Atlântico. Pena que tenha sido curto. Pena que os músicos não tenham agraciado uma plateia que passou o tempo todo a aplaudi-los de pé, com um ou dois encores. Fora isso, a música foi genial.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Vai ser a noticia do dia

Exportações continuam a crescer mas importações desaceleram

ou quem como diz:

Adelaide de Sousa quer ter sexo sem compromisso comigo mas a Silvia Alberto também

Queria vir e deixar de escrever aqui

Mas não consigo. Esta semana comprei o Expresso e li o Fernando Seara a dizer: "Quando aqui cheguei pediam-me trabalho, depois foram casas, agora pedem-me de comer. Chegámos ao fim da linha". De facto, crianças com fome na escola enquanto outros dividem o bolo dos dividendos de 1.500.000.000€ parece-me algo que precisamos mesmo de mudar. Não me falem de justiça, que cada um tem o que merece, porque ainda hoje ouvi que a sentença da casa pia afinal vai ser cancelada por uma questão técnica no processo que o invalida. PC Portugal. Precisamos de muito melhor. Já chega. A sério.

Queria vir aqui mandar vir como já estou farto de estarmos sempre a falar da crise

E alguém já o fez por mim, neste notável elogio da crise

obrigado JR pelo link

Queria vir aqui e mandar vir com o sporting e com o treinador que temos

mas alguém já o fez por mim

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Rumoreia-se que o FMI está para chegar

e a senhora minha esposa, inquietada que anda com o estado do país, pergunta-me para quando a chegada dos "gajos dos FMI". Respondi que não sabia, mas que esperava que não fosse este fim-de-semana. A casa precisa de uma arrumação e eu não queria passar vergonha diante das visitas. A senhora minha esposa retorquiu com um sonoro "és tão parvo" enquanto se punha a ajeitar as almofadas no sofá.

Apesar da hora ser já tardia

penso que já é óbvia a minha descrença na democracia enquanto forma de escolher os glúteos que ocuparão Belém, São Bento e outros cadeirões afins. Resta portanto saber para onde prosseguimos se se abandonar a democracia.

Isto de ser pobre é uma canseira

e volta e meia ainda tenho que gramar com indíviduos que pensam que não se deve reclamar do o governo oposiçao que temos, porque afinal forams eleito pelos portugueses. Ora responsabilizar os eleitores pelos actos dos eleitos é asneira da grossa.

Em primeiro lugar, a população não tem outro meio de escolher quem governa a não ser votando nas listas que lhes são apresentadas. Mais, o processo de construção destas listas é tudo menos transparente e honesto e cada bípede eleito pode ser substituído após as eleições por qualquer outro bípde da lista.

Segundo, um eleitor tem que decidir o voto pesando mil e um factores: afecto político, tachos na familía, para que lado é que a maré está a virar, média de golos num jogo do Sporting na Europa, etc. É no mínimo rídiculo pensar que a intenção de voto é objecto de apurada reflexão. O tipo sai de casa, está sol e tem dinheiro para a bejeca, vota no governo. Se está de chuva ou falta o guito, vota nos outros. Pouco mais complicado que isto será a dinâmica de voto.

Terceiro, mesmo que o voto seja resultado de intensa meditação em retiro espiritual apropriado, existe sempre a possibilidade dos políticos serem uns sacanas duns mentirosos. Tome-se o Obama por exemplo. Agora é moda dizer-se que "era óbvio que o tipo não ia resolver os problemas do mundo. Aqueles americanos são mesmo uns tótós".  Pois, a memória é curta. O slogan da campanha foi "Yes we can" e quem quiser consultar os arquivos do Youtube, encontra este vídeo. Só faltou aos democratas declarar que o Obama era o Martin Luther King ressuscitado. Os americanos podem ser donos de um limitado entendimento intelectual mas o facto foi que a campanha do Obama o apresentou como a dádiva  de Deus aos US of A.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Posso ter sido um bocadinho rispído demais

com os cavalheiros na foto apensa. Afinal o Teixeira dos Santos tem ar de ser boa pessoa, amigo do seu amigo, bom pai de família e, parece-me óbvio, sócio do Sporting com as quotas em dia. O jovem de 67 anos que se vê do lado esquerdo também merece uma certa e quantificável dose de respeito. Ainda por cima, ostenta a medalha de ter sido o único ministro das finanças que conseguiu realmente baixar o déficit. Tudo bons rapazes, portanto. Mas aqui é que a porca torce o rabo, por assim dizer. Se este dois senhores, certamente intelectualmente acima do verme que vos escreve, nem conseguiram reduzir 1% ao Orçamento de Estado então qual era o problema de vivermos de duodécimos ? Mais se pergunta, qual é a função do Governo e da Oposição se nos tempos de aperto a que vamos sobrevivendo por enquanto, não é capaz de diminuir em um ponto percentual a ração da marsupial vaca pública ? A trinta e seis anos depois de Abril, a liberdade para decidir sobre o nosso futuro não chega a 1% ?  

Eu sou um tonto alegre que por aqui anda

mas isso não impede que almas bem-intencionadas me tentem puxar para ser um "cidadão mais activo na política. Estás sempre a mandar bocas, mas a ver se te vejo a arregaçar as mangas e mudar o país". A crítica é certeira, mas a verdade é que tenho muito mais que fazer. Tome-se a palhaçada da aprovação do orçamento. Se não estou em erro, o estado contava gastar este ano cerca de 65 mil milhões de euros. Suponha-se que conta gastar o mesmo para o ano que vem.  Ora os 500 milhões que tão orgulhoso deixaram o Eduardo Catrógada representam menos de 1% do valor total do bolo. Tanto barulho para isto ?

E claro, hoje o "mercado internacional", essa entidade tão misteriosa e elusiva quanto o bom futebol do Sporting, deu sinais claros de aprovação ao acordo a que se chegou. A sério ? Os dois PS's andaram à bulha durante meses por menos de 1% do bolo, e quando no final lá se fartaram toda a gente elogia o patriotismo destas almas. O sentido de Estado do Passos Coelho e a flexibilidade do Sócrates. Não tenho tempo para perder com palhaçadas. São capazes de dizer um do outro o que Maomé não disse do toucinho, tudo por menos de 1% do orçamento. Mas manter as migalhas do abono de família isso já não ? Nada de despesismos, que estamos em crise. É isso ? Se o Eduardo Catrógada considera a passada sexta-feira o ponto alto da sua vida, imagino a má-vida que tem levado.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Nação Paulo Sérgio


A malta sabe que a situação do país é séria. Os jogadores são medianos, a equipa roça a medíocridade e estamos a levar um baile em campo. Olha-se para o banco e não se vislumbram alternativas para a segunda parte. O que fazer, portanto ? O país está a caminhar a passos largos para uma sportinguização da derrota, fazendo minha a expressão do alf.

Dum lado chove, do outro troveja

As palhaçada recente do orçamento espelha muito bem o modo de fazer política em Portugal. Primeiro tentaram-se as negociações à vista do povão. Falharam, e ainda bem. A última vez que o PS e PSD negociaram, produziram a asneira monumental das portagens nas Scuts. Estes pagam, aqueles já não, os outros não se sabe.

Mas o PSD em vez de anunciar o chumbo que se impõe, já que não chegam a acordo, espera pela véspera para decidir pela vida. Até lá, negoceia às escondidas e argumenta com sondagens. Daqui nada de bom pode sair.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Há que tempos que andava para falar sobre isto

e eis que tropeço no artigo do Rui Ramos, aqui pirateado. Com um bocadinho menos de floreados na escrita, o meu entender é bastante igual ao do Rui Ramos. Existe uma elite que se julga dona e senhora do país, existe uma multidão de gente que faz pela vida como pode, umas vezes bem, outras mal, outras assim-assim.

A divisão não é de agora, pese o meu limitado conhecimento da história. Antigamente, a elite era a nobreza proprietária de terras, foi durante algum tempo os barões da indústria no século XIX, e durante a maior parte do século XX os senhores doutores de Coimbra e outras paragens. A multidão de bestas de carga era em qualquer período, todo o resto do país.

Com a democracia, a organização manteve-se mas fico com a ideia que a elite se sente livre para fazer o que lhe dá na real gana porque, a intervalos mais ou menos regulares, são "legitimados" por eleições. Não que a elite d'antigamente fosse melhor ou pior. A diferença parece-me que no passado, a elite era obrigada a mostrar a cara limpa em público, mesmo que em privado limpasse o cú com pinhas e carolos de milho como todos os demais mortais. Não é muito, mas parece-me que é bastante mais do que temos hoje. Temos "legitimidade eleitoral", temos "liberdade de impressa", temos "Abril", formas mais modernaças de dizer républica das bananas.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Não me lixem, tá

Através do Joaquim, venho a saber que na Grécia as farmácias são um negócio protegido. Tal como em Portugal. Tal como muitos outros negócios, medicina por exemplo. Mas respondam-me o seguinte: os medicamentos são mais caros em Portugal do que em países com o negócio farmacêutico liberalizado ? Os clientes são maltratados ? Existe escassez de farmácias ou dificuldade de acesso a quem precisa ?

Eu não sei a resposta a nenhuma destas perguntas, mas caso sejam negativas não vejo porque razão se deve liberalizar o mercado farmacêutico. Ou qualquer outro mercado, a medicina por exemplo. E quem quer que defenda a liberalização de um mercado, tem que me dizer qual o custo da liberalização. Existe um custo em manter áreas de negócio protegidas ? Existe sim, mas também existem custos no mercado liberalizado. Ou o capitalismo é uma cornucópia de vantagens ?

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Dupond e Dupont

Pegando onde o binary deixou, falta dizer que o Passos Coelhos também afirmou que as parcerias público-privadas (Scuts, hospitais "privados", etc) vão custar  quatro submarinos/ano nos próximos 25 anos. Antes demais quero saudar a inovação métrica, "submarinos" em vez dos já estafados "mil milhões".

Ora se estes custos são tremendos, porque não pura e simplesmente cortá-los ? As SCUTs passam a ter portagens, os hospitais "privados" passam eles próprios a pagar as suas dívidas que lindo é. Só que não foi isto que o PSD fez. No caso das SCUTs, fez birra até alguns municípios estarem isentos e outros não. Conclusão, não só não impediu o corte da despesa que agora critica como acabou por decidir que uns são filhos, os outros enteados.

Igual, só o actual primeiro-ministro que veio chorar que a Merkel o obrigava a contabilizar os submarinos este ano e por isso teve de roubar, o termo é este, o fundo de pensões da PT. Coiso e tal, a culpa é do Portas e restantes OOCPP. Esquece que a compra dos submergíveis foi decidida no governo do Guterres, no conselho de ministros de que fazia parte o Sócras. Quando foi para comprar, ah e tal o governo a modernizar as forças armadas. Quando é para pagar, ah coiso e tal o OOCPP.

Isto é o mesmo que dizer que se não tivesse que trabalhar ficava em casa

“Deixem-me dizer-lhes, se não estivéssemos em vésperas de eleições presidenciais, o que hoje estava a discutir em Portugal não era se deixávamos passar o Orçamento ou se o chumbávamos, era a apresentação de uma moção de censura a este Governo”, afirmou.

Que lata a destes senhores que se fartam de dizer estas larachas, mas que no fundo querem que isto continue. Se tem tanta vontade de mudar porque não avançar já? Pior do que está vai ficar. De certeza.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ó Circe,é redundante transformares comentadores televisivos em porcos; adapta-te aos tempos, transforma-os em tófu!!

OOCPP

Vão lá descobrir com o besugo. Brilhante.

domingo, 10 de outubro de 2010

Capicua ?

Claro que não, apenas o dia que traz a resposta ao significado da vida, do mundo, do universo e tudo mais.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Parece que foi ontém!!

Parece que foi ontém. A bola laranja rolava no alcatrão do campo da escola. Era, pela primeira vez minha. Não o "minha" que grita um qualquer experimentado jogador de futebol. Mas MINHA, com os escudos todos, acordado numa manhã de Natal por um estranho e quase arredondado embrulho. Era o meu bilhete para jogar. E joguei.
Parece que foi ontém. O caminho é longo e o homem não envelhece. Restam as luzes da ribalta. O fato, retornado a casa pela empregada de sempre, esbate o azul no transparente plástico da lavandaria. Chega ao estúdio e como se uma associação se tratasse comercializa-se o que se pode dizer, o que se deve escutar, o que se pode escutar.
- Escuta! Dizem-me os amigos de jogo, não estás a jogar nada!! Tens que aceitar isso. Não nos leves a bola senão o jogo acaba!
- Escutem, escutem com atenção. E vejam, vejam como os donos da bola podem acabar com o jogo! Refere o interlocutor como se de um guião de um filme se tratasse. Um longo filme. Um filme minimalista, como só o jogo de poder pode ser.
Acabei a jogar sózinho no quintal. O grande jogo, esse, continuou.

Pior do que tá não fica



o homem foi eleito com mais de 1,5 milhão de votos.