quarta-feira, 20 de junho de 2012

O mundo continua igual a si próprio


Ahahahaaaaaa Aahhhhh Ahhaaahahahahah ahahahahahah ahahahaha ah eh eh eh eh eh eh eh

segunda-feira, 11 de junho de 2012

As analogias são tramadas

Moço, olha que não. Se o ponto fundamental do argumento é que a FPF tem o monopólio dos futebóis para Portugal, confesso que não vejo como é que poderia ser feito de forma diferente.

Dito de outra forma, não penso que seja razoável ou sequer factível a existência de múltiplas federações de futebol, cada uma a organizar os seus próprios campeonatos, com as suas próprias equipas nas competições internacionais e a concorrerem entre si pelo apuramento ao Euro ou ao Mundial. Acho que nos primórdios do futebol português existiram de facto vários campeonatos regionais, mas já não estamos no tempo em que o guarda-redes não podia agarrar a bola com a mão.

O monopólio da FPF parece-me que é um exemplo típico de monopólio natural, e que não deve ser metido no mesmo saco dos subsídios encapotados à cultura. Pondo de lado a máfia organizada que é a UEFA, não creio que os portugueses estivessem melhor se o Estado periodicamente cobrasse uma taxa pelo monopólio do futebol, como faz por exemplo pela utilização do espaço electromagnético. Não existe concorrência à FPF, e não creio que venha a existir à cause de l'UEFA et mons. Platini. E para além do circo montado à volta da seleção, existe toda uma silenciosa estrutura que organiza e mantêm campeonatos  regionais e vai dando formação a muita miudagem por esse país fora. Tal como fazem as restantes federações, diga-se de passagem.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Anda um tipo

com vontade de mandar uns engraçadinhos para a cona da meretriz que os colocou neste mundo, e depois descobre isto no Youtube e eis que a fé na humanidade é de novo restaurada e a violência adiada por mais uns dias.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Se forem a Madrid nunca comam sandes de tortilha


 
Às vezes pergunto-me sobre quais as razões que justificarão a minha auto-confiança tendo em contas as péssimas condições iniciais. O facto de nada ter publicado ainda, ou o singelo evento que consiste em não ter amigos, pais, irmãos, periquitos premiados pelas várias disciplinas olímpicas actualmente praticadas nas inúmeras piscinas da cultura, apenas aprofunda uma persistente modelação do meu poder criativo, que vai da academia até ao comentário  exegético de manuscritos inéditos. Este anonimato reforça a imparcialidade sobre a própria dor (quinta essência do literatura) e ergue com visível maestria e realismo toda uma série de moinhos de vento que rodam as suas pás ameaçadoras no ondulante e infernal horizonte desta lateralmente exaurida Castilha-la-mancha chamada Portugal. Mas estou com pensamentos universalistas e recupero toda a energia necessária para prosseguir o meu difícil trabalho, acabando com todas as minhas incertezas no domínio artístico, ao constatar que sou o único ser vivo, pelo menos com potencialidades de replicação genética intactas, capaz de se lembrar (enquanto vomita três vezes uma tortilha numa casa de banho de Madrid) que Herbert Simon é talvez aquilo que mais se aproxima de Kant neste pobremente filosófico século XX. Nisto, torna-se ainda mais evidente qual a especificidade que faz a minha potencialidade como escritor, que neste blog (entre as leituras, essas sim, essenciais, e as várias frustrações desportivas) emerge apenas como epifenómeno: nada mais, nada menos do que o conhecimento rigoroso e assombradamente consistente das limitações da minha racionalidade. Neste sentido, é muito importante olhar para a infância e ver apenas muros muito altos. A vingança, e não a justiça, é o verdadeiro coração da revolução. A raiva, e não a sensibilidade, é o verdadeiro motor do génio artístico. Acho que já o repeti aqui demasiadas vezes. As coisas que nós fazemos para nos convencermos de que temos razão.