domingo, 21 de fevereiro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Uma paneleirice singular nunca vem só
Durante as cerca de 2 horas e meia que levei ontem a tentar aconchegar a posição relativa das rótulas de forma a evitar formações de frentes frias derivadas da humidade que se faz sentir nestes últimos dias no território nacional (calculo eu que decorrentes do facto de neste blogue se terem feito alusões político-climáticas à causalidade entre calor e escassez de liberdade de expressão), dizia eu que durante esse lapso de tempo (expressão tão ao gosto de Carl Sagan), em que procurava combater a formação de frentes frias e alinhar as rótulas numa posição favorável a melhor circulação sanguínea, imaginei um post em que fazia alusões ao adestramento na língua de Camões (essa serpente de sangue) e os índices de publicação de livros cujo estilo dominante implique menções da cidade mítica da Figueira da Foz (que não sendo Chaves também não é Portimão e, por isso, não justifica tamanho foguetório), insinuações insinuantes sobre métodos de auto-ajuda e todo um conjunto de coisas de que já não me recorda o sentido. Entretanto, a observação do filme «A single man» pautou-se por uma destemperada ode à panasquice sem uma pinga de realidade, sem uma pitada de invenção, sem um grama de inteligência, sem um grão de força artística, em que tudo se desmorona numa pífia deambulação pelo imaginário de um estilista amaricado. Façam o favor de não incorrer no erro grosseiro de confundir esta última frase com qualquer preconceito. Proust é o pincel mais afinado da literatura do século XX e não deixou de ser um homossexual congénito e fulgurante mas de índole tauromáquica, isto é, um artista capaz de bandarilhar qualquer besta, um forcado capaz de pegar qualquer vida desgovernada, um bandarilheiro capaz de tourear em qualquer arena da sensibilidade. Não confundamos as coisas: a homossexualidade não implica qualquer espécie de fraqueza e a arte nunca sobrevive a mariquices, nem depois de filtrada pelo design estílistico em forma de pseudo-problema existencial. Em suma, continuam a doer-me as rótulas.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Será esta a questão essencial?
Completo os estudos em questão ou mergulho completamente numa actividade votada ao riso das criadas de hotel?
Ontem ao ouvir o Sócrates lembrei-me deste senhor que falava
mas este aqui também me passou pela cabeça.
Depois estas coisas foram-se embora dos meus pensamentos, porque era hora do banho da pequena. E isso sim é literatura aos meus olhos.
Saudades de quem saiba o que é a literatura: um ódio mortal, feroz, brutal, contra nós mesmos
«Limita-te, besugo, para já, a acompanhar as rampas inclinadas dos outros. Aprende: tu só acompanhas.
Até sentires que começas a descer a tua - olha, pode ser de repente, besugo, pode ser como foi com o Rui, o teu colega que foi hoje a enterrar, podes até nem dar muita fé da rampa, da ladeira, besugo lorpa.
E, quando isso te chegar a ti, que tenhas alguém que te chore em cima uma loção qualquer de adeus.
Um unguento quase líquido que comova, ao menos, quem estiver ali de bata branca - fardamento nobre da pobreza -, se calhar ser o caso, a acompanhar, calado, quem estiver, se vieres a ter essa sorte por destino, a ungir-te.»
Até sentires que começas a descer a tua - olha, pode ser de repente, besugo, pode ser como foi com o Rui, o teu colega que foi hoje a enterrar, podes até nem dar muita fé da rampa, da ladeira, besugo lorpa.
E, quando isso te chegar a ti, que tenhas alguém que te chore em cima uma loção qualquer de adeus.
Um unguento quase líquido que comova, ao menos, quem estiver ali de bata branca - fardamento nobre da pobreza -, se calhar ser o caso, a acompanhar, calado, quem estiver, se vieres a ter essa sorte por destino, a ungir-te.»
o malogrado Besugo a 10 de Janeiro de 2009
Fenomenal
Hoje a quadratura do círculo esteve muito bem.
Entre várias coisas descobri que não é através de meios capitais que se condiciona a acção dos jornalistas.
Também aprendi que todas as proposições, excepto as do António Costa, têm de ter demonstrada a sua veracidade.
Para ele basta encolher os ombros e dizer que é claro. Ou então soltar uma onomatopeia/interjeição muito parecida com o relinchar de um cavalo (porque, caro leitor, podia ser o relinchar de uma égua)
Entre várias coisas descobri que não é através de meios capitais que se condiciona a acção dos jornalistas.
Também aprendi que todas as proposições, excepto as do António Costa, têm de ter demonstrada a sua veracidade.
Para ele basta encolher os ombros e dizer que é claro. Ou então soltar uma onomatopeia/interjeição muito parecida com o relinchar de um cavalo (porque, caro leitor, podia ser o relinchar de uma égua)
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
O rissol estragado é seguramente o melhor título de um post por mim assinado
São 23.38. O dia correu manifestamente bem, comi um rissol, uma merenda, escaldei a língua duas vezes com meias-de-leite fervidas até ao ponto inquisitorial, tropecei uma vez e meia em cócó de cão, dei catequese variando em torno do conceito de mérito e infância precoce (era o tema da apresentação de Jesus no Templo), li sobre as Irmandades em Minas Gerais, anotei duas frases sobre a posição do busto de Jorge Luís Borges na sala da sua antiga mulher-a-dias, hoje a viver no bairro populoso de La Boca, entre fotografias das glórias desportivas do Boca Juniors, e fui ainda brindado com um problema de codificação no elevador eléctrico do vidro direito do automóvel (viatura, na expressão indeferida da garantia), rapidamente solucionado por um assistente de oficina cujas frases têm o balanço constante de uma sonata de chopin (pico vertiginoso, seguido de um longo arpejo com variação melancólica), tudo coisas que não constituem novidade no meu universo político-familiar. O que constitui novidade é o facto de ter acabado de televisionar uma declaração de António Costa com o seguinte conteúdo:«Acho indigno fazer o combate político (aqui com um ligeiro semi-cerrar de olhos) com base em escutas telefónicas (recostando-se na cadeira e afagando a gravata rosa-elefante de peluche)».
Ao que Lobo Xavier respondeu: «O problema (inclinando-se para a frente e ajeitando os papéis rabiscados com variações sobre os balancetes da Sonae) é que esta não é a questão essencial».
Vou frequentar um curso de civilidade
António Costa acaba de dizer que esta não é a questão essencial.
Agora sim, peço desculpa duplamente, arrependo-me profundamente, e escrevo já em queda a caminho do rio Tejo
E não é que o atelier 004.pt de Patrícia Reis, que me recomendaram a título de frequência do workshop de sound design, tem como clientes instituições tão distintas como as magínificas, as espectaculares, as inigualáveis, as invictas, as salvadoras, as iluminadas: Sonae imobiliária (aplausos), Parque Expo (gritos), Grupo Estoril Sol (puxões de cabelos), Pt prime (desmaios), Rave (aplausos), Presidência da República (puxões de cabelos).
É claro que isto nada tem que ver com a engorda da dívida pública: a culpa é dos escandalosos salários pagos a duas senhoras de Alhos Vedros que lavam os urinóis do Ministério das Finanças.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Pergunta sem resposta

Isto representa:
a) o novo ponta de lança do desportivo de lousada?
b) um espectacular crítico literário?
c) o novo estafeta dos CTT de Póvoa de Lanhoso?
d) um conhecido galã do cinema francês de autor aí pelo mês de Março de 1972?
e) um amigo meu nas férias de Verão na Costa da Caparica no ano em que morreu Carlos Paião?
Soluções: não clicar no caso de possuir qualquer tipo de preconceito contra a homossexualidade ou não possuir as obras completas de Mário de Cesariny na primeira estante da cristaleira da sala
Peço desculpa por tudo, agora estou devidamente elucidado. Não tinha lido isto. Sou um verme horrível e faço penitência quaresmal na cinza e no pó.
«Enquanto autora, preparas-te para editar um novo romance, «Antes de Ser Feliz». Podes dizer, a traços largos, de que trata?
Trata-se de uma história passada na cidade mítica da FIgueira da Foz, na cidade dos “Sinais de Fogo” de Jorge de Sena. Foi um desafio lançado pelo Casino da Figueira a propósito dos seus 125 anos. É uma novela, uma história de amor e, se quiserem, um regresso modernizado à ideia de Pedro e a Inês.»
Trata-se de uma história passada na cidade mítica da FIgueira da Foz, na cidade dos “Sinais de Fogo” de Jorge de Sena. Foi um desafio lançado pelo Casino da Figueira a propósito dos seus 125 anos. É uma novela, uma história de amor e, se quiserem, um regresso modernizado à ideia de Pedro e a Inês.»
José Manuel Fernandes o quê?
O problema não é, evidentemente, a liberdade de expressão. O problema é a forma de organizar a expressão das individualidades de maneira a não lesar o público, isto é, a comunidade, ou seja, a noção que a malta tem do colectivo, tal como numa equipa de futebol a performance no relvado é directamente influenciada pela auto-imagem que o balneário possui sobre si próprio, como afirmou um dia João Vieira Pinto - o futebolista português que mais cedo experimentou as delícias eternas da paternidade. E não se julgue que estamos a falar da reflexão auto-inflingida por espelhos de corpo inteiro, chuveiros de tecto, azulejos revigrés, ou suportes de toalhas turcas. Estamos sim a falar da forma como os indivíduos se representam a si próprios no teatro da mente e gostam de influenciar a mente do colectivo com o teatro das suas patéticas personalidades. Entre a censura e a liberdade de expressão tenho feito várias piscinas de forma a procurar uma solução para o problema do analfabetismo político-cultural da sociedade portuguesa. Distribuir obras de referência nos jornais de referência? Não resulta. Expôr as lições do advogado-educador Medina Carreira em horário nobre? Não resulta. Eleger um Professor Catedrático de Economia para a Presidência da República? Não resulta. Transformar a Laurinda Alves numa colaboradora regular de revistas femininas? Não resulta. Contratar o Luís de Freitas Lobo, o mais erudito adepto do futebol clube Ruben Micael, jamais idealizado pelas mentes mais perturbadas, para comentador desportivo-televisivo da RTP? Não resulta. Entretanto, interrompi a leitura de Born under Saturn, o que invariavelmente me provoca pausas de raciocínio, como se subitamente sofresse uma transmigração de massa neuronal e a Patrícia Reis viesse ocupar o coração do meu sistema nervoso central com o mesmo despeito invasor e totalitário das botas do exército inimigo calcando os prados floridos de uma terra recém conquistada. Stop. Até amanhã e não se aleijem durante a noite.
Basicamente a gente tem duas escolhas
censura ou justiça (leis, juízes, deputados, cidadãos) decente. Está neste momento o Mário Crespo no parlamento a acusar o Primeiro-Ministro de o ter mandado censurar. Estas acusações não foram até ao momento desmentidas.
Para que fique claro. Um jornalista está no parlamento a acusar o Primeiro-Ministro de o censurar. Não fosse isto uma república das bananas, e a conclusão seria o jornalista preso por mentir ou o Sócrates a demitir-se.
Todos sabemos que nada vai acontecer, o que só contribui para descredibiizar ainda mais o regime da terceira república. Razão tem o Pedro Arroja quando diz que Portugal não pode viver sem censura. Pudera, não temos justiça decente.
Para que fique claro. Um jornalista está no parlamento a acusar o Primeiro-Ministro de o censurar. Não fosse isto uma república das bananas, e a conclusão seria o jornalista preso por mentir ou o Sócrates a demitir-se.
Todos sabemos que nada vai acontecer, o que só contribui para descredibiizar ainda mais o regime da terceira república. Razão tem o Pedro Arroja quando diz que Portugal não pode viver sem censura. Pudera, não temos justiça decente.
Damaia
Tem chovido muito, o que em nada contribui para a atenuação do pântano em que alegadamente, mas não só, teimosamente nos dizem que continuamos a viver. Seguem os contornos cómico-depressivos em torno das questões de carácter do primeiro ministro, de onde sobram reflexões sobre as alturas de responsabillidade em que flutua o mais alto condutor da nação, o que me leva a pensar sobre os níveis de intensidade democrática detidos por sociedades expostas a níveis absurdamente intoleráveis de luminosidade solar. Mesmo sabendo que as explicações ao nível da climatologia política não satisfazem todas as mentes em causa, eu lembraria que mais tarde ou mais cedo o Verão chegará, inevitavelmente depois do Inverno, invertendo o aforismo saído do carácter semi-bife do poeta empregado de escritório e arrastando toda a pátria portuguesa para as terras meridionais, escaldando o peito e arrefecendo a coxa nas águas tépidas de um atlântico travestido de mediterrâneo. Há também a aventura enrolada em panejamentos turcos ou tingida por alaranjado tibetano, a saciar os espíritos que como Gonçalo Cadilhe padecem do espírito das viagens. E o que são as agências de rating ao pé das agências de rafting? Por outro lado, há sempre a possibilidade de em Portugal comer bacalhau à braz por 4,50 euros, bacalhau confecionado por uma cabo-verdiana de cinquenta anos, desaguada nas praias de Portugal por casual acaso horrendo do destino (the horror) que por mexer (o que faz aqui um central do Sporting?) o bacalhau com inusitada competência africana recebe de massa salarial 660 euros pretugueses com chancela europeia (como está senhor comissário?), isto no mesmo restaurante onde o bacalhau poderá eventualmente custar 5,75 euros, apesar do preço relativo em função da tensa oposição aritmética oferta-procura indicar os já referidos 4,50 euros, o que não sendo um escândalo, não deixa de constituir um bom cartão de visitas a quem queira especular durante uma hora e meia de bacalhau bem regado com vinho branco as razões de não me ter ainda dedicado a coisas que realmenre importem (como ler o Prefácio de Medina Carreira à Última Crónica de Mário Crespo) em lugar de procurar verbalizar sentimentos manifestamente obscuros, que por incluirem caçadeiras de canos serrados, as obras completas de Patrícia Reis e a sifonia nº 5 de Beethoven, nunca poderiam fazer parte das expressões psicológicas respeitadas num Estado de Direito.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Como ninguém fala disto e eu gosto de ser do contra
A ajuda de Cuba ao Haiti.
Media silence
However, in reporting on the international aid effort, Western media have generally not ranked Cuba high on the list of donor nations.
One major international news agency's list of donor nations credited Cuba with sending over 30 doctors to Haiti, whereas the real figure stands at more than 350, including 280 young Haitian doctors who graduated from Cuba. The final figure accounts for a combined total of 930 health professionals in all Cuban medical teams making it the largest medical contingent on the ground.
Another batch if 200 Cuban-trained doctors from 24 countries in Africa and Latin American, and a dozen American doctors who graduated from Havana are currently en route to Haiti and will provide reinforcement to existing Cuban medical teams.
By comparison the internationally-renowned Médecins Sans Frontières (MSF or Doctors without Borders) has approximately 269 health professionals working in Haiti. MSF is much better funded and has far more extensive medical supplies than the Cuban team.
Media silence
However, in reporting on the international aid effort, Western media have generally not ranked Cuba high on the list of donor nations.
One major international news agency's list of donor nations credited Cuba with sending over 30 doctors to Haiti, whereas the real figure stands at more than 350, including 280 young Haitian doctors who graduated from Cuba. The final figure accounts for a combined total of 930 health professionals in all Cuban medical teams making it the largest medical contingent on the ground.
Another batch if 200 Cuban-trained doctors from 24 countries in Africa and Latin American, and a dozen American doctors who graduated from Havana are currently en route to Haiti and will provide reinforcement to existing Cuban medical teams.
By comparison the internationally-renowned Médecins Sans Frontières (MSF or Doctors without Borders) has approximately 269 health professionals working in Haiti. MSF is much better funded and has far more extensive medical supplies than the Cuban team.
Antes
da malta se juntar para queimar o Sócrates (contribuo de bom grado com 20 litros de gasolina, umas acendalhas e fósforos à descrição) convinha não esquecer que a seguir é necessário pôr alguém em São Bento.
No Mar Salgado diz-se que as eleições passadas foram viciadas com a conivência do PGR e do presidente do Supremo. Talvez, não me espantaria que assim fosse. Mas também é verdade que a oposição (leia-se PSD e Manuela Ferreira Leite) foram incapazes de passar a sua mensagem e de convencer os eleitores em Setembro passado.
No Mar Salgado diz-se que as eleições passadas foram viciadas com a conivência do PGR e do presidente do Supremo. Talvez, não me espantaria que assim fosse. Mas também é verdade que a oposição (leia-se PSD e Manuela Ferreira Leite) foram incapazes de passar a sua mensagem e de convencer os eleitores em Setembro passado.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Para bom entendedor, meia palavra basta
Anda meio mundo escandalizado com o que se vem revelando nas escutas telefónicas do polvo socialista.
Não querendo interromper o rebabofe que por aí anda, até agora não se revela nada que não se soubesse. Como se por alguma misteriosa razão, os donos dos media investissem o seu tempo e o dinheiro do estado em trazer á plebe jornalismo isento e de qualidade.
Ainda me lembro do serviço de internet da (na época) TVCabo ser considerado o melhor dois anos consecutivos por uma revista de informática nacional, na exacta e mesma época em que era mais fácil encontrar na net queixas do mau serviço da TVCabo do que fotos de gajas nuas. Apenas por mero acaso, a revista pertencia ao grupo da PT.
O que me surpreenderia nas escutas era serem discutidas tácticas de gestão com vista a baixar os preços, melhorar a qualidade, aumentar a cobertura. Enfim, o que é suposto o SERVIÇO PÚBLICO fazer. Se agora temos o polvo socialista a abifar-se dos jornais, antes tivémos a Ferreira Leite a vender a utilização da rede à PT para tapar o déficit. As empresas públicas, ontem, hoje e amanhã, servem os interesses particulares de quem está sentado na mesa do orçamento. Tangencialmente, podem cair migalhas no chão que a plebe disputará com o cão do senhor.
Por isso mesmo me espanta que o Paulo Rangel seja visto como o novo salvador da pátria. O homem que vem romper com o pântano. A única coisa que homem fez até agora foi repetir a cartilha do atentado ao estado de direito, coiso e tal. Se quer realmente acabar com estes atentados ao estado de direito, coiso e tal então acabe com as empresas públicas e demais prebendas que o estado oferece às empresas "privadas". A JP Sá Couto e o Godinho das sucatas são bons exemplos recentes do pântano, existem outros.
Mas Paulo Rangel, o lidador da Invicta, não diz nada disto. Não quer romper com velhos hábitos. É apenas uma qualidade diferente das espécies pantanosas , embora fique melhor frito com um dente alho que as restantes.
Entretanto o Sporting lá conseguiu um dos dois resultados possíveis.
Não querendo interromper o rebabofe que por aí anda, até agora não se revela nada que não se soubesse. Como se por alguma misteriosa razão, os donos dos media investissem o seu tempo e o dinheiro do estado em trazer á plebe jornalismo isento e de qualidade.
Ainda me lembro do serviço de internet da (na época) TVCabo ser considerado o melhor dois anos consecutivos por uma revista de informática nacional, na exacta e mesma época em que era mais fácil encontrar na net queixas do mau serviço da TVCabo do que fotos de gajas nuas. Apenas por mero acaso, a revista pertencia ao grupo da PT.
O que me surpreenderia nas escutas era serem discutidas tácticas de gestão com vista a baixar os preços, melhorar a qualidade, aumentar a cobertura. Enfim, o que é suposto o SERVIÇO PÚBLICO fazer. Se agora temos o polvo socialista a abifar-se dos jornais, antes tivémos a Ferreira Leite a vender a utilização da rede à PT para tapar o déficit. As empresas públicas, ontem, hoje e amanhã, servem os interesses particulares de quem está sentado na mesa do orçamento. Tangencialmente, podem cair migalhas no chão que a plebe disputará com o cão do senhor.
Por isso mesmo me espanta que o Paulo Rangel seja visto como o novo salvador da pátria. O homem que vem romper com o pântano. A única coisa que homem fez até agora foi repetir a cartilha do atentado ao estado de direito, coiso e tal. Se quer realmente acabar com estes atentados ao estado de direito, coiso e tal então acabe com as empresas públicas e demais prebendas que o estado oferece às empresas "privadas". A JP Sá Couto e o Godinho das sucatas são bons exemplos recentes do pântano, existem outros.
Mas Paulo Rangel, o lidador da Invicta, não diz nada disto. Não quer romper com velhos hábitos. É apenas uma qualidade diferente das espécies pantanosas , embora fique melhor frito com um dente alho que as restantes.
Entretanto o Sporting lá conseguiu um dos dois resultados possíveis.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Já agora
Já que falei em direito no post anterior, e por estes dias anda muito no ar a expressão estado de direito (que juntamente com as expressões liberdade de expressão e liberdade de impressa são as coqueluches/armas de arremesso de tudo quanto é intelectual), será que alguém me podia explicar o que quer dizer a expressão estado de direito?
Obrigado
Obrigado
Porque é que só agora é que soube que elementos deste blog já estiveram no Chile?!
Não se faz! A sério que não se faz... Mas a vingança será cruel... Ai será, será. Da próxima vez que vir o binary vou fazer-lhe tantas perguntas. Tantas, tantas, tantas que ele até vai andar de lado.
E de todas as outras vezes que o vir vou fazer todas as outras perguntas que me esqueci de feazer das vezes anteriores. E depois até vou perguntar algumas perguntas (gostaram do pleonasmo?) que já havia feito, mas cuja resposta me esqueci.
Ai vou, vou!
Mas até lá vou lendo isto.
Obrigado binary!
E de todas as outras vezes que o vir vou fazer todas as outras perguntas que me esqueci de feazer das vezes anteriores. E depois até vou perguntar algumas perguntas (gostaram do pleonasmo?) que já havia feito, mas cuja resposta me esqueci.
Ai vou, vou!
Mas até lá vou lendo isto.
Obrigado binary!
Basicamente, isto é tautologicamente tão repetitivo como a perna direita de Saviola
Não há nada a fazer. Pelo menos 89,3% dos textos de um blogue que se prese devem curvar-se, inclinando respeitosamente a cabeça, na direcção daquilo que julgo ser o maior autor de língua portuguesa anonimamente respirando. Não brinco (eu nunca brinco) com as palavras, e se um dia o livro de Maradona sair (aí, versando assuntos sérios e todos os cremes em geral), todos terão aquele sacudir da espinha que precede o momento das grandes revelações (era assim com os golos de Vata). Pode até verificar-se que ele tenha a coragem de morrer inédito e aí meus amigos é que a porca torcerá o rabo. Também podia comentar o ângulo da cabeça de Paulo Rangel relativamente à posição relativa dos ombros relativamente descaídos, mas após observação de meio minuto resultou para mim que fiquei enjoado. E eu que estive para me deslocar à Fnac Chiado ontem à noite e não o fiz por mera ponderação de variadas coisas. Tenho hoje uma reunião que padece daquela repetição vocabular que consiste em pronuciar em tom lúgubre (eu sei, tu tens razão, eu realmente...), o que me irá vergar sob o peso de uma tautológica melancolia. Resta que Javi Garcia é de facto um jogador munido com tal classe que uma sua fotografia desnuda mas de corpo inteiro levaria o Pacheco Pereira a abraçar novamente o socialismo.
Não perder Quando a literatura acontece, talvez o melhor post do ano, e seguramente o melhor comentário ao enrolado processo que por conveniência de expressão me escuso de mencionar.
«Fui à manifestação, mas, como devem imaginar, ao que eu não podia mesmo faltar era à apresentação do livro do eduardo pitta, um evento moldurado pelo francisco josé viegas e, fundamentalmente, pelo pedro mexia. Para além daquela outra questão, une-me a eduardo pitta um amor extremo pela leitura, a literatura, as letras e os cremes em geral. Daí que tenha feito sentir a minha presença no local entre as 18 e 10 e as 18 e 25, encetando a fuga direito ao arsenal-liverpool logo a seguir, não sem antes ter trocado um sorriso cumplice com o francisco josé viegas junto à caixa multibanco.»
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Objectivos para Fevereiro de 2010
1. Estar no pensamento de colegas do blog
2. Estar no pensamento da Scarlet Johansson
O Sporting, paz mundial e mudar a tomada ao pé do fogão ficam adiados para Março que vem.
2. Estar no pensamento da Scarlet Johansson
O Sporting, paz mundial e mudar a tomada ao pé do fogão ficam adiados para Março que vem.
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