sexta-feira, 1 de março de 2013

Honra-se a pátria de tal gente.

Anyone who tries to make a distinction between education and entertainment
doesn't know the first thing about either.
 
 
 
 
Que tal uma visão panorâmica sobre Vendas nas bancas dos jornais portugueses em 2012?
 
1) As vendas em banca do Público já pouco passam dos 20.000 exemplares;
2) O
Diário de Notícias nem aos 15.000 exemplares chega;
3) O
Jornal de Notícias, outrora uma referência, continua em queda livre e vende já pouco mais de metade do Correio da Manhã.
 
Os campeões da queda, com variações negativas entre os 17 e os 26%, são O Jogo, o Sol e o Público, três instituições de qualidade indiscutível onde os interesses, o amiguismo, a indigência mental, a falta de criatividade, a sabujice literária, a subserviência comercial, jamais terão vida fácil pois serão combatidos com a virilidade dos fortes. Meus caros leitores, estes lugares onde a virtude pública é cultivada com o mesmo esmero e cuidado com que se acompanham orquídeas na sua lenta caminhada para a vida, estes lugares onde o justo e rigoroso apuramento dos factos,  onde a disseminação dos sentimentos comuns, são tratados com religioso zelo, estes lugares onde diariamente os nobres e dignos profissionais da notícia lutam para levar até vós o desejo de acutilância informativa, apesar de acossados pelos incompreensíveis comportamentos dos consumidores, não se desviarão da sua missão legítima de informar o povo português. Não julgue o mais desprevenido ou cínico observador que as redações destes bastiões da democracia se desviarão do seu caminho triunfal mesmo que isso signifique a sua extinção. Jamais, jamais, pois estas instituições jornalísticas (mão esquerda colocada sobre o coração) são guiadas pelos mais elevados ideais de serviço ao conhecimento, propugnando sempre pela iluminação e expansão da crítica e  pela entronização da verdade devidamente confirmada. Palmas para os profissionais da comunicação e do investimento em mass media. O que seria de nós se o sector tivesse sido colonizado por amadores ignorantes, em vez de estar nas mãos de profissionais competentes, audaciosos, impolutos, dinâmicos e perspicazes, como é manifestamente o caso.
 

4 comentários:

Ex-Vincent Poursan disse...

O terapeuta tinha barba e usava óculos, coisa que me agradou logo. Vestia tipo inteligente e tinha uma voz rouca e pausada, comprei a pronto.
Pôs à mão um cadernito, pegou numa roler point e disse apenas, voz pausada e rouca (nada armado em totó como o ministro gaspar, à séria e à profissional): Então o que o levou a procurar-me?... vi logo que o homem percebia da coisa.
- Ah e tal ando com falta de tempo pra umas cenas e a gastar tempo de mais noutras que não acabo. Depois nem umas nem outras. Anteontem estava ali no Nicola e lembrei-me: vou ali à fnac comprar o tal livro d’”o caminho de san giovani” pra tirar a limpo aquilo do tempo passar e os pais morrerem, passar-mos a pais e morrerem os pais dos nossos filhos que passam a pais, decidido a concluir que o tempo é uma tragédia linear…
Hum hum!… fez ele (só por este hum hum… vi logo que estava em boas mãos)… diga-me lá um número de 1 a 50!
8!
Continue!
… bem… quando ia a sair dou de caras com uma gaja tipo boa, sozinha numa mesa, com um casaco tipo alcachofra de cuja abertura saiam umas pernas, tipo mesmo pernas, que um gajo tipo atento e interessado demorava pelo menos 37 segundos a ver do tornozelo à coxa…
Hum, hum…diga-me outro também de 1 a 50!
14!
Continue!
… tropecei na terceira cadeira a contar da porta do rossio e enquanto a endireitava (a cadeira e não só) olhei pra ela assim tipo sem jeito…
Hum, hum… agora quatro números ainda de 1 a 50!
21, 22, 23 e 24!
Não fez hum hum nem disse nada, só olhou o relógio.
… ela sustentou o olhar. Levou a chávena aos lábios, muito tipo câmara lenta, e bebeu, também tipo lentamente, sempre tipo a olhar-me. Talvez entretanto tivesse desviado o olhar mas agora não me lembro bem. Foi então que tropecei na segunda cadeira a contar da porta do rossio…
Hum, hum… um de 1 a 11!
3!
Continue!
… ia eu a entrar na rua do ouro quando me lembrei: caralho amanhã a fnac faz descontos!... voltei ao Nicola para averiguar da hipótese do casaco tipo alcachofra se pendurar no meu cabide. Quando entro outra vez népias… tinha bazado. Ontem voltei à mesma hora mas nada. Fiquei fodido e caguei no desconto e no livro. Tá a ver a coisa, nem gaja nem livro…
Hum, hum… outro!
9!
Muito bem… vamos tratar disso. Olhe, marque ali com a assistente cinco sessões semanais!
… mas oh doutor, ainda tenho outro problema…
Só pode ser às terças ou sextas!
… é que sou um génio incompreendido!!!
e antes das 19h!
… e também descaio para cínico observador…
Boa tarde!
Escolhi as terças. Só uma sessão já me pôs tipo confiante, aquela terapia dos números é tiro e queda oh alf. Penso que também devias ir lá.

No geral gostei da breve e hamletiana introdução em 5 pontos sobre o neo-realismo ali abaixo, muito tipo catita digo-to eu. Só porque não consegues estar sem ferrar o dente na canela do mundo editorial é que te chamaram alarve. Muito injustamente, também to digo eu, porque, a avaliar pelas intenções de compra (e de leitura) expressas aqui na caixa, vai ser um ano em grande pró comércio dos livros (e índices de leitura).
Apenas acrescento que o Moby-Dick, além de ser o precursor do neo-realismo, também o foi do realismo fantástico, do fantasporto e restantes movimentos literários em geral e da caça à baleia em particular. Da próxima vez que te debruçares sobre o neo-realismo, se não for muito incómodo, em vez de te pores com merdas que não têm nada a ver com o assunto, fala também de cinema.

No particular esta treta dos jornais não me disse nada.

GERÓNIMO!!!... E VIVA A TERAPIA!!!

Ex-Vincent Poursan disse...

errata

fodaçe… ali onde eu digo que o gajo me pediu 4 números… não foram 4 foram 3!!!
21, 22 e 23

alf disse...

A cena do cinema procede com toda a propriedade, mas conforme revelei logo à cabeça, estou sem tempo, além de que uma prolongada exposição à matéria-prima italiana, sobretudo a preto e branco, provoca-me uma nostalgia devastadora, embasbacante,e já não consigo escrever uma linha pois sofro uma espécie de decapitação identitária. Terei eu nascido no país errado? Não. Isso seria um regresso à sociologia do incompreendido. Não facilitemos.

Vou refletir na tua bela parábola da consulta psicanalítica e depois apresento os resultados.

orfinho disse...

Como diferenciar, ao escrever, uma gargalhada participante("estou contigo companheiro")(isto é, se for permitido a familiaridade de estar do seu/teu lado da barricada)de uma gargalhada que pretende elogiar a crítica de intenção levemente jocosa?
É tentar.

Para o alf(acerca do post)- Hahahahahaah.

Para o Ex-V.P.(referente ao conto)- Hehehehehehehehe.

Depois avisa se o terapeuta acertar nos milhões.