sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Cientistas sociais: entre a indigência argumentativa e a grandiosa humildade dos tolos

Não tenho o mais pequeno interesse pela política energética preconizada pelos decisores políticos para aqueles locais inóspitos onde o F.C. Porto teve, pelo menos uma vez nas duas últimas décadas, um útero fértil para produzir arruaceiros alcoolizados travestidos de centro-campistas de alto rendimento, e julgo que empreenderiamos os nossos esforços com mais propriedade e ciência se passássemos ao machado todos os esforços que temos feito para civilizar a consciência através do debate democrático (e com isso resolveriamos, automaticamente falando, o problema da energia, a incerteza dos nossos objectivos mentais e da sub-sub-sequente merdosa confusão gerada pela especialização do trabalho). Não viria mal ao mundo se utilizássemos as faculdades linguísticas para obter um salário, como o cantoneiro coloca pedras num padrão enigmático, a fim de ganhar o dele, mas insistimos em querer resolver problemas, sem resolver o problema filho-da-puta de todos os problemas, a saber, o que é que estamos a tentar dizer quando queremos dizer alguma coisa. Tenho a vaga sensação de que apenas temos obtido, aqui e ali, (parlamento e universidades incluídos) conclusões realmente importantes como, por exemplo, esta: seria desejável contruir um país com o José Manuel Fernandes e o João Pereira Coutinho condenados a fazerem um 69 por dia um ao outro.




Quem me conhece, sabe como oriento a minha vida apenas de acordo com duas grandes convicções: (1) José Mourinho é a maior farsa mundial desde o Capitão Roby e (2) seria necessário organizar um comité central (que tivesse apenas pessoas, e com um nível de leituras superior ao meu) responsável por censurar violentamente o espaço de opinião. Enquanto não for implementada esta eloquente política de comunicação, eu quero é que a razoabilidade se foda, com todo o respeito pelas normas democráticas, que tudo, tudo, tudo fizeram para que hoje fossemos o que somos.




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