sexta-feira, 19 de abril de 2013

Democracia mas só até ao pescoço.

Dando seguimento à minha série de textos e colagens em torno do sistema político hodierno, e nunca abdicando de introduzir o incentivo necessário no aparelho mental de todos aqueles que ainda não lobotomizaram o seu sistema nervoso em face da insuportável dor de sustentar um raciocínio minimamente organizado, quero lembrar que é por causa destas merdas que a esquerda não consegue uma consequência relevante para os seus hagiográficos esforços de indignação. Quanto dinheiro enterra o Estado-nação em impostos na formação de uma elite médico-sanitária cujos serviços vão depois ser potenciados em 90% dos casos por interesses privados altamente especulativos e totalmente segmentados, separados, revolucionariamente desprendidos de qualquer estratégia nacional de saúde pública? Quanto do rendimento mensal do preto de Massamá não é diretamente engolido e metabolizado pelos organismos médico-dentários privados de uma classe que, por motivos óbvios, nada tem feito para democratizar dentes brancos e lavados na boca de toda a gente? Quem já conseguiu um consulta dentária no Serviço Nacional de Saúde? Eu próprio não entro num dentista há mais de cinco anos, de tal forma me sinto sodomizado por uma economia médico-terrorista que faz do medo e da vergonha o seu multiplicador de rendimento. Que pratiquem a prática na boca uns dos outros ou que vão pedir aos consultórios privados para se quotizarem que a nação, para esse peditório, já deu o suficiente.

3 comentários:

João V disse...

Só até ao pescoço que o focinho está vermelho que nem um maduro tomate.

Ex-Vincent Poursan disse...

Fodaçe oh alf, eu estou aqui entretido a ler a tua série de textos e colagens em torno do sistema político hodierno, mas tenho de fazer aqui uma pausa. Com essa do preto da massamá pareces aquele hipopótamo do coitadinhodocrocodilo. Nós somos os pretos da europa caralho!!!

alf disse...

«Pretos de massamá» era uma metáfora para portugueses(e uma das melhores alguma vez esculpidas)sendo que pretos igual a portugueses (com muito orgulho, veja-se o caso do Brasil) e Massamá igual a Europa, isto numa escala tendencialmente cósmica, foda-se que agora pareço o Ratzinger, a fazer a exegese dos meus próprios textos.