sexta-feira, 12 de abril de 2013

A democracia é isto mesmo.

Para os que nestes dias sentiram a minha falta venho por este meio fazer uma pequena interrupção no meu ascético silêncio (grande demonstração de que se vos escrevo aqui é só para confirmar a minha infinita generosidade, uma vez que isto chega a dar trabalho puxado a sacrifícios pessoais inestimáveis e retorno nem vê-lo) para declarar uma outra vez o meu amor profundo à Inglaterra, berço da liberdade, coração do fair-play, terra do primeiro e mais velho sonho de uma noite de Verão, útero da perpétua confiança na natureza humana. Meus caros leitores, quando veremos, por exemplo, na bancada do imortal estádio José Coimbra da Mota, uma horda de adeptos a cantar «Nós vamos dar uma festa quando o Cavaquinho Silva morrer?» e não se pense que isto no momento de vitalidade do dito Cavaquinho como alto dirigente da República mas sim quando o Cavaquinho Silva estiver a agonizar numa cama com os parafusinhos todos desapertados? Que grande lição democrática da democracia democraticamente anárquica. Adeus.
 
 

10 comentários:

alma disse...

Seria lindo :)
se alguma vez conseguirmos igualar os ingleses :)
Na coragem; na anarquia;.i.e
resumindo no fair-play.


silvia disse...

Ainda bem que quebraste o teu interlúdio ascético :)))

O Poursan já tinha perguntado por ti.

És injusto e pouco nobre *:) quando dizes que não tens retorno aos teus posts :)))

*«o nobre não cuida de si cuida dos outros» - RS

que música é que sugeres :) para ir aprendendo a letra ?!

alf disse...

É verdade, é injusto. Sou um triste, de vez em quando, mas só de vez em quando, em geral sou um génio. A verdade é que os comentários deste blogue tiveram grande importância no arrumar de algumas questões técnico-tácticas que ainda mantinha em aberto. Agora é sempre a produzir. Cumprimentos reverenciais.

António Machado disse...

não estranhei
atribuí o silêncio à leitura da obra completa do Roth

Anónimo disse...

não acredito.

acho que te ausentaste porque tiveste de encetar projectos deveras relevantes para a humanidade em geral e a literatura em particular.

acho que desprezas completamente o sentido e significado dos comentários que eu e os outros anónimos (não é por te chamares silvia, alma ou antónio machado que és menos anónimo que eu, sim tu, que entre punhetas à conta do youporn vens para aqui fingir que percebes o classicismo premente e a abjuração inclusa de todo o tipo de ideários e cartilhas intelectuais das postas de pescada do alf) porque no fundo sabes que só depende de ti mudar o destino da humanidade.

estou contigo.

e viva o benfica, caralho!

Ernesto O. Gibbons disse...

A humanidade em geral é analfabeta; e por isso, nada pode a literatura fazer pela humanidade, que não é, nem deverá ser, jamais, o seu alvo; o alvo é o individuo, é o militante leitor .

Anónimo disse...

o indivíduo em particular é mais analfabeto que a humanidade porque enquanto a humanidade avança serenamente para a morte certa o indivíduo pensa que se salvará e, por vezes, acorda de noite, todo suado, como um porco nojento, a pensar que poderá salvar, inclusive e mormente, a humanidade. e depois mete-se na política, na ciência, vai pregar para o deserto, e o caralho, e convence outros indivíduos de que ele está certo, foda-se, que trabalheira.

ter como alvo este indivíduo, não só é estúpido, como perigoso.



que se fodam os indivíduos.

Ernesto O. Gibbons disse...

"o indivíduo em particular é mais analfabeto que a humanidade porque enquanto a humanidade avança serenamente para a morte certa o indivíduo pensa que se salvará e, por vezes, acorda de noite, todo suado, como um porco nojento, a pensar que poderá salvar, inclusive e mormente, a humanidade"

Considerando que o indivíduo em particular era aquele a que me referia, o anónimo incorre desde de já num tremendo engano, pois o tal indivíduo está-se nas tintas para a salvação da humanidade, "nada pode a literatura fazer pela humanidade", a literatura do tal indivíduo, entendido?


"o indivíduo em particular é mais analfabeto que a humanidade porque enquanto a humanidade avança serenamente para a morte certa o indivíduo pensa que se salvará"

Não percebi também essa posta de pescada podre, dissimulada de equação que estabelece relação entre analfabetismo e envelhecimento. Então não contém a humanidade, irremediavelmente, o indivíduo particular? Se assim é, se o tal individuo existe, que segundo a sua caracterização é

"um porco nojento, a pensar que poderá salvar, inclusive e mormente, a humanidade. e depois mete-se na política, na ciência, vai pregar para o deserto"

então a citação estabelece abismal paradoxo.

Anónimo disse...

olha lá gibão, para começar, e perfazendo assim o ponto número um, em nenhum momento digo, afirmo ou escrevo, que o indivíduo em particular é porco e nojento. digo apenas que ele por vezes acorda de noite, todo suado, como um porco nojento, fenómeno esse poderemos considerar como metáfora da inquietação humana e que o leva a fazer coisas novas, o que é bem diferente de dizer do que o caracterizar como porco nojento. penso que isso está bem explícito. no ponto número dois, quero apenas dizer que não confundir o conceito de envelhecimento com o de extinção. o terceiro ponto visa esclarecer o seguinte: três ponto um: a humanidade em geral contêm o indivíduo em particular, mas mal estamos nós se este não pensasse pela sua cabeça; três ponto dois: tenho uma tremenda dificuldade com paradoxos e, neste caso, concedo tudo e mais alguma coisa ao meu grande companheiro gibão, contudo isto leva-me ao último ponto, ou neste caso, sub-ponto, o três ponto três, onde viso apenas dizer que é uma e meia da manhã e vou dormir.

adeus.

até amanhã.

António Machado disse...

alf, é verdade que o I and my Chimney é um romançe onanista?