terça-feira, 26 de março de 2013

O Sporting, na perspectiva dos sistemas dinâmicos não-lineares.

O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo.
O que há é pouca gente para dar por isso
Álvaro de Campos



Como qualquer aluno de engenharia sabe, excepto seguramente os de civil e talvez os de naval, só porque um ciclo limite não pára quieto, não significa que seja instável. Sucede que a intersecção dos diagramas de Ven, respectivamente sportinguistas e engenheiros com compreensão básica de sistemas dinâmicos, é um conjunto com medida de Lebesgue nula. Traduzindo por miúdos, são poucos e raros mas existem. 

É portanto natural que poucos tenham compreendido o sistema dinâmico Sporting Clube há já largos anos em modo ciclo limite. Uns momentos roçando a mediocridade, noutros quase que parecendo sair disparado para uma carreira de glória europeia. Que o sistema é estável, basta fazer as contas. Oito campeonatos e uma mão-cheia de taças desde a década de 60. E até à época transacta, o único clube que terminou sempre nos primeiros 5 lugares. Até à época transacta.

Tenham ainda em atenção que nestes 50 anos, passou por Alvalade tudo e mais alguma coisa, presidencialmente falando. Se isto não é um ciclo limite, então que a secretaria do Técnico me tire o diploma e me rasgue a carta de curso.

Portanto, não me interessa que o de Portugal Sporting Clube se venha a transformar num Benfica, num Porto ou, São Bento nos guarde sãos e salvos, num Braga. Basta voltar ao ciclo limite, de onde nunca deveria ter sido empurrado, para assim os sportinguistas poderem ser pessoas que riem, sofrem e comem bifanas respectivamente antes, durante e após o futebol. Para isso, ó Bruno, basta não fazeres nada, que os ciclos limite são mesmo assim. Deixados a si próprios convergem para o seu estado estável.
 

Um livro extremamente sexy

4 comentários:

Ernesto O. Gibbons disse...

O Álvaro de Campos que cita já me tinha emergido tantas vezes do poço da memória, enquanto as suas publicações, bem como algumas do alf. Bem me parecia que um dia havia de vir cá parar.

Zé disse...

Olha que post tão giro e tão despretensioso. Parabéns!

António Machado disse...

diria mesmo mais: o sportém é um circo limite (um circo limite limitada a sul pela segunda circular e, em todas as demais direcções, por uma mega franja tipológica)

António Jesus Batalha disse...

Ao passar pela net encontrei o seu blog, estive a ler algumas coisas e posso dizer que é um blog fantástico,
com um bom conteúdo, dou-lhe os meus parabéns.
Se desejar faça uma vista ao Peregrino e servo e deixe o seu comentário.
Sou António Batalha, do Peregrino E Servo.