terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Eu sou aquele que sou.

Esclareço duas importantes matérias: em primeiro lugar, a interrogação sobre a personalidade do autor requer um aturado estudo com severo suporte bibliográfico o que apenas principiará a ser feito com o mínimo de vigor intelectual daqui a um ou dois séculos, ou seja, quando a minha carcaça já não ameaçar ou irritar quem quer que seja; em segundo lugar, convém ter presente que não ler livros em geral é o único requisito necessário para participar na nossa Revista Literária. Basta ler este blogue e colocar o sistema nervoso central em funcionamento. Aliás, o binary solo encarregou-se de colocar já on-line a única bibliografia obrigatória. O resto é comigo.


Shakespeare, Co-Author


Still not convinced? Sir Brian offers an "experiment" for you. Follow this link to the text of Edward III and read the first scene. After doing so, according to Sir Brian, you will most likely "feel that you're in for a long haul." (It's quite boring.) Then read the next three scenes, which are brilliant. Sir Brian says that's because Shakespeare wrote those three scenes, and another dramatist wrote the first one. Go ahead, see for yourself.
 

Razoável crítica: aqui


"Brian Vickers...has brought clarity to the old and hotly debated question of Shakespeare's work with co-authors. As a result changes will be made in some future editions of Shakespeare. Vickers's book also gives a good sense of the opposing forces in the co-authorship debate." The New York Times
 
"[A] magisterial survey of (almost) everything written on the subject of Shakespearean collaboration in the past 150 years." Jonathan Bate, Times Literary Supplement
 
"Rewarding...sharp glimpses of what it was like to write for the stage in Elizabethan and Jacobean London. Vickers gives an indelible impression of the sheer hunger for plays of London's theatre companies from the 1590s." John Mullan, The Guardian
 
"A brilliant and irrefutable case for coauthorship defined in strictly empirical terms.... A work of meticulous and painstaking scholarship.... Vickers paints a vivid picture of the material conditions of play-scripting, of the demand and pace as well as the method by which texts for performance were produced." Studies in English Literature 1500-1900

8 comentários:

Tolan disse...

Já encomendei o livro do Italian Stalian Calvin, fica sabendo.

Enquanto não chega à livraria onde o irei buscar e não o leio para fazer o meu tpc, tenho de escrever um conto para ver se fico famoso, pois recebi um convite para o fazer para uma nova revista. Espero que o meu contrato não tenha uma clausula de exclusividade.

alf disse...

Considera-te desde já livre de cláusulas limitativas ou escondidas.

Em face deste convite, só posso exclamar: Tolan, lembra-te de mim quando vieres com a tua realeza.

Anónimo disse...

"eu sou aquele que sou" podia ser uma música de um qualquer cantor romântico. daqueles jovenzinhos polidos, sem barba e com os dentes caiados. como os filhos do toni carreira.

mas deus, cabrão como sempre, antecipou-se.

não é fácil improvisar planos de fuga.

banda sonora para todos os gostos
http://www.youtube.com/watch?

http://www.youtube.com/watch?v=uj8C43r4zm0v=LCLgxgD6qS8

http://www.youtube.com/watch?v=BDmzsL3bJnc

alf disse...

Para glória dos derrotados Anónimos, a ontologia vetero-testamentária conhece um novo desenvolvimento: «"eu sou aquele que sou" podia ser uma música de um qualquer cantor romântico. daqueles jovenzinhos polidos, sem barba e com os dentes caiados.»

Acho que vou desenvolver o tema numa próxima oportunidade.

António Machado disse...

"eu sou aquele que não sou"

Shake, inéditos

silvia disse...

Sou como sou :)
gostei da imagem de andar a percorrer os cafés entre massamá e não sei onde a fotografar africanos cheios de pinta :)

preciso só de um mini Ipad :) posso pagar em duodécimos ?!

António Machado disse...

a silvia? :)
basta andar na rua (de massamá o mundo) :) que vai dar de caras com alguém cheio de pinta :)))

orfinho disse...


Reflexão (nova flexão):

tenho a impressão que o facto do Sr. ser, a nível de crítica, um dos melhores pugilistas blogueiros da nossa rede comunicacional e de ninguém o querer desiludir desencoraja os seus assistentes(nos dois sentido).
Teme-se o fazer má figura perante tão respeitado argumentador. Aconselho a fuga p'rá frente a todos os convidados e por uma vez na vida vestirem a casaca Alberto João Jardim no que ao "estou-me a cagar para o que pensam de mim" e não me importo se é porcaria o que resultar do, chuiff, produto do meu esforço.
Para estas situações é que a Natureza inventou o...(falta de vergonha? não.) o...(narcisismo? não.) o...(orgulho? não.) sentimento que melhor se aplica neste caso.