quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Bruxelas

Deu-se esta semana a coincidência de eu estar livre do jugo opressor do capitalismo e em simultâneo existir em Bruxelas um capitalista disposto a esbulhar-me na minha dignidade humana a troco de dinheiro. O alf tem mais abaixo um longo texto a explicar o porquê destas coincidências serem tão frequentes.

Mas não posso deixar de realçar a coincidência da História se repetir. Há pouco mais de 40 anos atrás, o senhor meu pai meteu-se no Sud-Express com os mesmos propósitos com que eu me levantei às 5h da matina da passada terça. A subtil ironia, que as hordas de indignados parecem não compreender, está na evolução para melhor das condições oferecidas aos operários. Explorado sim, mas com o cu bem acomodado no assento de um Airbus em vez dos bancos endurecidos de uma carruagem dos anos 50.

Tudo isto para dizer que a Bélgica é extraordinariamente parecida com Portugal. Fica feito o aviso à comunidade belga que nos segue neste blogue.

Os impostos por exemplo, são elevadíssimos. Utilizando a unidade métrica deste blogue, estão a petroleiros enfileirados da Lisnave de distância do que o Gaspar pretende fazer em Portugal. Mas na boa tradição tuga, lá estão as excepções e regalias isentas de impostos. É reconfortante saber que as nossas feitorias em Bruges e na Flandres ensinaram algo aos indígenas, não foi só o preço das arrobas de noz-moscada e pimenta.

E depois há aquela noção de caos organizado, tão familiar a quem faz pela vida aqui em Portugal.

3 comentários:

alma disse...

Bélgica :)
Não somos nem espanhóis nem Franceses não percebo porque é que a maioria do Português nutre um certo rancor (será ciumes).

Barão Trepador disse...

Falta uma fotografia dos Mussels/mosselen :)

alf disse...

estava a ver que ninguém se referia com propriedade à nossa capacidade exportadora em matéria de práticas manhosas, assim como ao escandalosamente baixo nível da carga fiscal (parece que isto está proibido de se dizer, peço desculpa a todas as pessoas de bem)

este blogue está cada vez mais imparável na busca da gloriosa realidade das coisas