sábado, 3 de maio de 2008

Resumos do Novo Mundo

Regressado da migração típica de descanso do pessoal, faço agora um resumo do que foi estar em Nova Iorque, Philadelphia, Newark, Roselle. Uma tentativa de manter viva a memória. Atenção que é longo. Para aqueles que só acreditam quando vêem é por aqui

Notas prévias
1.
No aeroporto: "O senhor vem do México?" seguido de 5 minutos de interrogatório sobre o meu propósito ali. Começo a pensar que depois de 8h de voo, a paciência tende a acabar.
2. No aeroporto as malas chegam a tempo.
3. Primeira imagem/sensação: estão 30ºC, um bafo abrasador e vejo o meu primeiro Humvee. E sim os táxis são amarelos.
4. De boleia vou para o meu primeiro destino: Roselle. Subúrbios de Newark. Quem já viu filmes de hollywood, tudo isto é lhes familiar. Quarteirões de casas, com jardim, e crianças a andar de bicicleta. Vejo-me no meio de um deles.
5. A noite vejo um jogo de hoquei com 2 adeptos fervorosos. Jogo estranho este. Socos e encontrões são permitidos. Apesar disto a equipa que devia ganhar, perde. E o sono vence-me depois de 24h acordado.
6. Aqui tudo é plástico. Pratos. Copos. Não há sobras. Percebe-se que o fast food foi inventado aqui.

New York: dia 1.
Comboio a um domingo de manha cheio. Chegada a Madison Square Garden. Que afinal é um prédio. Os jogos da NBA começam no 7º andar. Não quero acreditar nisto. Táxis e mais táxis. O pescoço começa automaticamente a tentar procurar o céu. A escala aqui muda. Passa de horizontal para vertical. Tudo é enorme. Tudo é imenso. A primeira visão do Empire State Builiding. O metro é feio, sujo e cheira mal. Welcome to NY. Vejo-me de novo em centenas de filmes. Primeiro museu: Met. O almoço nas escadas. Entra-se. Salas e mais salas. Repletas de obras. É impossivel ver tudo. As tantas já não vemos nada. Segundo museu. Guggenheim. Brilhante exposição. As fotos que não permitidas. Tiro algumas sem se notar. 5ª avenida. O Central Park ali ao lado. Muitos policias. Regresso a casa. Foi o primeiro dia.
New York: dia 2.
Começamos de novo por um museu: Moma. O melhor de todos até agora. De novo demasiado para ver para o tempo que se tem. 6ª avenida. Trump towers. Bombeiros em alta velocidade passam. NBC. Rockfeller Center. A desilusão de ver um espaço tão pequeno. A TV distorce a realidade. É um facto. Saint Patrick Cathedral. Uma igreja no meio de prédios gigantes. De novo a escala. Caminhamos pela 42nd até Grand Central Station. Sou de novo interrogado. Estão a fazer um survey, dizem eles. Mas o facto de ter uma mochila, e estar a tirar fotografias, deve ter ajudado. Contudo são impecáveis na forma de estar. O Chrisler Building. Um óasis no meio de tantos outros prédios iguais. Times Square. Nova dimensão. Aqui o espaço associa-se com o tempo. E a luz entra-nos pelos olhos e não conseguimos ficar indiferentes. Aqui o mundo é outro. Estamos mais à frente. E tudo é sensações. Foi o segundo dia.
New York: dia 3.
Mais um museu. Natural History. A hipotese de ver dinossauros destes não é todos os dias. Fico emocionado como uma criança. Como gelado de astronauta. Estranho no inicio mas depois agradável. Segue-se Central Park. Um zoo de gente. Uma mulher que empurra um carrinho de bébé, com 2 cães lá dentro. Um homem de fato treino cor de rosa passeia o seu poodle. Uma chinesa de vestido de noiva, que por baixo usa calças de fato de treino e ténis de marca. Tudo é permitido. Ninguém comenta. Todos vivem debaixo do mesmo céu. O john lennon morreu por ali perto. Aqui no jardim, não estamos na cidade. Somos transportados para outro lugar e a cidade fica lá ao fundo. Subimos ao Empire. Vemos água pela primeira vez. E a cidade ganha outra vida. Ao fundo Downtown. O lugar das torres. Para norte o verde de Central Park. Lá embaixo os táxis fazem um colorido tipico. Descemos à Broadway. Confirma-se: o hamburguer do McDonald's sabe ao mesmo. Times Square à noite. Nunca vi nada assim. E estive lá. A luz vibra. Aqui a fotografia não chega. Foi o terceiro dia.
New York: dia 4.
Neste dia descemos a Broadway rumo a Little Italy e Chinatown. Novos mundos dentro do mesmo espaço de cidade. Little Italy já foi italiana. Hoje restam pequenos pontos. Os chineses estão a expandir-se. Chinatown é o mais perto que estive da China. Tudo está em chinês. Peixe tão fresco que ainda respira. Rãs vivas. Mercados paralelos de tudo. Relógios. Malas. Roupa. No fim do dia o passeio de barco. 2 horas a volta de Mananthan. Uma nova forma de ver a cidade. No horizonte. A estátua da liberdade. New Jersey. Downtown. A Brooklin Bridge. O regresso é de noite. A cidade volta a transformar-se. Um espectáculo de cor. Pequenos rastos de luz. O cartão de memória da maquina que avaria. Todas as fotos tiradas nesse dia perdidas. Abençoado Google, por mostrar o software que recupera parte das fotos. Foi o quarto dia.
New York: dia 5.
World Trade Center. O buraco que lá ficou. O projecto de um novo edificio. Wall Street. O segurança que fuma charuto. A pizza de New York à fatia. O gelado do Mister Softee. A igreja de Saint Paul. Memorial do que se passou em setembro do ano que mudou a cidade. A marca é profunda. Está visivel em muitos lados. Assume aqui o seu lado mais deprimente. Em que as fotos dos que não sobreviveram olham para nós. Dica importante: não há lojas de souvenirs nesta parte da cidade. Neste dia tivemos um jantar tipido. Barbecue com hot dogs e hamburguers. Foi o quinto dia.
Philadelphia: dia 1.
Tivemos a hipotese de conhecer outra cidade. Diferente do que tinhamos visto. Mais pequena. Histórica. A América nasceu aqui. Terra do Rocky. Subir as escadas e levantar os punhos. Como quem conquista o que quiser. Foi o sexto dia.
O regresso.
A ida ao Mall. Febre das compras. E mais compras. A viagem no Cadillac até ao aeroporto. O avião para Lisboa. O dormir pouco. Ao sétimo dia vimos que tinha sido bom. E descansou-se.

1 comentário:

caldo verde disse...

Obrigada pela viagem. :)