sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O dia dos prodígios

Em 32 anos de vida nesta terra, vi ontem com estes que a terra há-de comer, o Sporting a ser beneficiado pelo árbitro e o Isaltino a ser preso. Tenham um bom fim-de-semana.


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O país transforma-se não se transformando

Após ler, fiquei com a ideia que o Bruno Carvalho está irritado por Portugal não corresponder ao seu ideal de país, e não por causa das histórias de corrupção e degradação moral que relata. Um tiranete em potência.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Afinal somos todos buracos de um queijo

O pior desta história do buraco da Madeira, é o sentimento de impunidade que vem ao de cima. Fala-se nuito, chuta-se a agua do capote, procuram-se responsaveis, mas no final pagamos nós. E se confirmar a história do TGV só com uma linha, parece-me obvio que será apenas de saida daqui para outro lugar.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ainda vamos ser campeões

Mais uma semana que começa. A A5 que já está cheia. O sporting que ganhou. O Seguro é só mais um fala barato. Apenas banalidades de quem passou o domingo num quintal debaixo de um chapeu de sol. Com quem estimamos. Precioso.

domingo, 11 de setembro de 2011

Ver o Sporting Clude de Portugal a jogar

é como ver uma telenovela mexicana, daquelas mesmo foleiras e dobradas em brasileiro. O fim-de-semana passado perdemos dois a três, em casa. Depois de estarmos tranquilamente a ganhar por um a zero. Depois de termos empatado dois a dois, num livre marcado por um jogador acabadinho de entrar e que se lesionou logo a seguir. Ontem ganhámos três a dois ao Paços, com três golos marcados nos últimos quinze minutos. Este Sporting está impróprio para cardíacos. Temo pela vida do senhor meu pai.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

De madrugada é que se pensa bem

Esta madrugada, enquanto me deitava no chão do quarto da pequena e ela tentava não dormir, lembrei-me de muita coisa. Inclusivé de como é bom dormir.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O wilson eduardo vai ser o novo djaló

Setembro começou e voltaram os carros. Acabou-se o meu tempo de tranquilidade para chegar ao sitio onde me sento todos os dias. Hoje o comboio ao parar trouxe muito mais gente para a rua. Daqui ate ao Natal é sempre a descer.

Enquanto isso, esta semana vou tentar nao ver TV e ler jornais. Vem ai o 11 de Setembro e a catadupa de documentários, reportagens e imagens que ja vimos e revemos n vezes. É como o transito. Uma tragédia nunca vem só.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A classe média que pague a crise

Eu já vou perdendo a conta ao número de vezes que os ricos foram chamados a pagar a crise nos últimos dez anos. Se a coisa seguir o guião, o governo lá irá produzir a habitual legislação que servirá para coisa nenhuma e mais tarde se verá que isentou, muito por acaso, os amigalhaços do costume.

Até aqui tudo como dantes. Agora, o que eu gostava de lembrar ao ministro das finanças é que pelos jeitos que a coisa vai andando, a classe média é que se está a baldar de pagar a crise. É com agradável surpresa que tenho visto ressurgir o bom velho hábito de não passar recibos, o sempre salutar trabalho feito ao negro, etc. O Gaspar que não se cuide, e vai ver que não tarda não há ordenados para penhorar.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Lamentações


Amanhã, a L.U.M.E. vai estar a tocar à borliú no Jardim de Campolide e nas próximas semanas mais Big Bands vão tocar por noutras praças de Lisboa. Agradeço a cortesia da Tonito Costa, afinal para algum lado tinham que ir os 16 euros/mês que pago por ter uma retrete. Pela mesma altura, o Sportingu von Lissabon deve estar a travar uma batalha épica contra amadores dinamarqueses. Acho que a escolha é óbvia.

E já que estamos a falar de futebol muito dinheirinho se tem feito com transferências na Invicta. A associação regional de casas de alterne agradece. Infelizmente ainda ninguém explicou aos clubes estrangeiros que o sucesso do FCP está no Pinto da Costa, não nos jogadores nem no treinador.

no estaba muerto, andaba de parranda

Hoje é o aniversário do Borges (obrigado Google) um escritor que eu fui encontrando nos vendedores de rua e alfarrabistas do Chile. Tal como o Bolaño, é um escritor que apetece ler devagar, para se ir saboreando com calma e paciência.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Bom fim de semana


Liedson no meu coração

Olhando para o ultimo post e as vezes que tive que o editar, diria que se perdeu o jeito. O que é verdade é que o Sporting continua uma merda.

Está ai alguém?

Ainda estamos vivos. Parafraseando Twain: as noticias da nossa morte são claramente exageradas.

Curioso de saber se ainda aqui vem gente à procura de derrotas. O melhor mesmo é não parar:


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Relato de um percurso de 30 minutos a pé por Lisboa

8h00. No cruzamento da Av. de Duque de Loulé com a Luciano Cordeiro passo pelo R2D2, vidrão nas horas vagas

8h10. Um aviso bi-sensorial dos tempos que se avizinham, ao topo da Sousa Martins. A fotografia abaixo e o odor nauseabundo a mictório (ainda não fotografável nem blogável)

8h15. No Saldanha, o duque passa o tempo a apontar para o marquês (simbolismo político da tragédia grega e em breve, lusitana) e não se apercebeu das duas fachadas adulteradas no mesmo prédio.


8h15. Um aviso a quem de direito no prédio ao lado

Eu traduzo: "Se não querem ver isto tudo fodido, apanhem-me antes de fazer o próximo"

Amanhã há mais.

sábado, 4 de junho de 2011

Várias e determinadas coisas que eu já ando para dizer há algum tempo

Amanhã vou votar. Não tenho fé na democracia, muito menos aplicada a Portugal. Nenhum dos candidatos me inspira um módico de confiança ou esperança num futuro melhor. O meu voto não conta para nada. Não sei ainda quem vai levar a cruz, mas sei bem quem é o primeiro-ministro cessante que não ficar com ela. Vou votar porque nestes tempos têem que se tomar decisões difíceis e não para se estar de fora a gritar que são todos uns corruptos e uns incompetentes (que o são).

Na semana que hoje termina li três livros do Dinis Machado. Ok, para ser correcto um do Dinis Machado e dois do Dennis McShade. No "Mulher e Arma com Guitarra Espanhola", um dos gangsters passa o tempo a ouvir obcessivamente o "Concerto de Aranjuez". Como eu o entendo.

Finalmente, uma palavra de agradecimento sincero aos graffiters que andam a pintar os prédios devolutos. Gosto imenso de graffiti e cada vez que descubro um novo sinto-me como um pirata que acaba de desenterrar um tesouro numa qualquer ilha deserta. Gosto de viver numa cidade assim.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Rana Farhan ou como eu ontem fui agradavelmente surpreendido

pelo filme "Os Gatos Persas", sobre uma banda que tenta fazer pela vida no Irão. Sob o pretexto de encontrar mais elementos para a banda, vamos conhecendo a música rock/pop/blues/heavy metal iraniana. Não é um documentário, mas retrata um aspecto da vida no Irão. Não é um musical, mas qualquer pretexto é bom para passar uma musiquinha. É um bom filme, que faz mais pela revolta verde que imagens de feridos e mortos na televisão. Afinal, a música é uma linguagem universal. Fiquem-se com a Rana Farhan.



Se alguém me souber indicar quem são os moços que aparecem antes da Rana no filme, ficava-lhe eternamente grato. Os iranianos que me acompanharam ao cinema não me souberam dizer.

domingo, 15 de maio de 2011

Bendita seja a Nossa Senhora das Autorizações Escritas

Para conseguir acabar o doutoramento, tenho andado nestas últimas semanas a passear um robot pelo campus doTécnico. Regra geral, sempre por volta das 17h em dias de semana, que é quando se verifica um considerável volume de tráfico automóvel derivado ao zelo dos funcionários em sair a tempo e horas do local de trabalho. Para além dos olhares tipo "olha pó crómo c'ali vai", nunca ninguém me incomodou durante os passeios.

Hoje, no justo e exacto dia em que não havia em todo o campus mais de 5 carros, vem ter comigo um dos seguranças (os antigos Mikes) de carro para me explicar que, passo a citar, "sem autorização escrita do professor responsável você não pode andar com o robot pelo Técnico." Porque, e volto a citar, "pode desaparecer com o equipamento e depois é uma chatice." Claro está que o senhor foi simpático comigo já que, novamente cito, "eu até conheço o senhor, sei que não há problema".

Este tipo de coisas é típico do Técnico, e aventuro-me, de provavelmente o resto do país. Porque haveria um funcionário fazer uso do seu bom senso ou puxar pelas meninges quando basta uma prece à Nossa Senhora das Autorizações Escritas para lhe resolver os enigmas insofismáveis que todos os dias lhe aparecem no local de trabalho. O senhor deseja defecar na porta de entrada enquanto canta o malhão e bate palmas ? Tem autorização escrita ? Pois então, ó meu amigo esteja à vontade.