Pediu que se salvasse primeiro o seu irmão mais novo. Com o sacrificio da sua própria vida ao tomar esta decisão. Mais Aqui
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Sempre gostei de heróis
Pediu que se salvasse primeiro o seu irmão mais novo. Com o sacrificio da sua própria vida ao tomar esta decisão. Mais Aqui
sábado, 8 de janeiro de 2011
Tenho muitas dificuldades em lidar com a frustração
Este trabalho de Vangelis é uma verdadeira porcaria - como quase toda a sua obra -, na sequência de um aproveitamento bárbaro e infame de um artista sério, martirizado, genial e como não podia deixar de ser, melancólico. Os sons sensacionalistas, usados em comícios populares, mergulham o amante da música na mais violenta desilusão, por ser tão escassa a qualidade de homens políticos capazes de se furtarem ao ridículo consumo das aparências: uma música que quase parece ser aquilo que não é. Não por acaso, nos próximos dias que serão os últimos, ouviremos concerteza falar da honrbilidade, uma coisa que não se experimenta fora do corpo. Acontece que a honorabilidade não se discute, é o que parece gritar surdamente aquela golilha espanhola pintada por El Greco, aqui em cima, que fez as delícias de Thomas Mann, um escritor que, à semelhança de Hulk, está claramente sobrevalorizado. Falemos com franqueza: a Montanha Mágica promete nas primeiras trinta páginas conceder-nos a experiência da grande literatura, referências ao vinho Porto, situação da classe burguesa na Hamburgo de final do século XIX, um jovem entalado entre o desejo de mulheres bonitas, elegantes, e a tortura de uma profissão que se não deseja, enfim, estão lá todas as promessas eternas. Acontece que, tal como o Benfica de Fernando Santos, à passagem da meia hora de jogo, isto é, trezentas páginas depois, confirmam-se os piores pesadelos: o livro resvala na irrelevância palavrosa de um germânico fim de século desorientado entre referências filosóficas, o cansaço alpino das neves eternas - ah, o terror da cor branca já identificado por Melville - e uma enorme chatice de cornucópias narrativas a terminar num perfeito desastre artístico. Algo de semelhante se passa com o Professor Aníbal Cavaco Silva. Não está em causa a vitória nas próximas bodas presidenciais, e o transformar da água em vinho é mais do que uma certeza: é uma satisfação anunciada, o festim de todos os sabujos, tão abundantes em Portugal como a gaivota-asa-de-ladrão. Em todo o caso, já nem sequer José Pacheco Pereira consegue esconder um certo tom fim de festa, o que nos devolve ao tema inicial: a vida é uma estranha viagem a caminho do inferno.Me gusta el twitter
Name Barbara Baldaia
Location Lisboa e Porto
Bio desatenta e desconcentrada, boa a fazer sopas
@vascocampilho lol 6:43 PM Aug 28th, 2009 via web in reply to vascocampilho
Só é pena a música ser tão má... RT @vascocampilho http://bit.ly/8thbF Está calor, não está... baby? 6:24 PM Aug 28th, 2009 via web
@paulogorjao @pauloferreira1 @JMF1957 Afinal está tudo de acordo. Os políticos devem dar o exemplo. 11:31 PM Aug 26th, 2009 via web
@paulogorjao @pauloferreira1 @JMF1957 Os líderes partidarios podem ter aquilo a q MM chama "coragem". E c/ os independentes? Como é? 11:26 PM Aug 26th, 2009 via web in reply to paulogorjao
@paulogorjao MM desvaloriza a lei: "não é preciso nenhuma lei para colocar ética na política, basta a coragem de quem manda" 11:14 PM Aug 26th, 2009 via web in reply to paulogorjao
@paulogorjao @JMF1957 Mais do q isso: Rangel diz que a política é autónoma da ética! 11:05 PM Aug 26th, 2009 via web in reply to paulogorjao
Os profs de filosofia resumem Maquiavel nas escolas a "os fins justificam os meios". Isto n me sai da cabeça. 10:59 PM Aug 26th, 2009 via web
@paulogorjao @JMF1957 Basicamente cá fora repetiu o q ja havia dito lá dentro. 10:53 PM Aug 26th, 2009 via web in reply to paulogorjao
RT @PauloFurtado "Assessora de PR diz que participa em Universidade do PSD porque não é «actividade subversiva» - TSF http://bit.ly/QVZyY 10:38 PM Aug 26th, 2009 via web
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Acabo de ver o João Galamba
em trajectória descendente nas escadas rolantes da Fnac e confirma-se que o gajo é mesmo estúpido.
Eis senão quando...
Nem de propósito, acabo de esbarrar num post de Maradona onde se repete uma coisa que, por motivos sentimentais, éticos e nacionais, deve ser corrigida, sob pena de um dos mais chocantes lugares comuns da história do pensamento ocidental continuar a sua longa vida de escandalosa lascívia: a saber, Acho bela esta capacidade de o capitalismo adocicar de maneira quase inultrapassável as energias associadas aos piores sentimentos e instintos que constituem a natureza humana. Vou ignorar a utilização descuidada da palavra natureza humana (uma substância que até prova em contrário é constituída por coisas tão díspares como as obras completas de William Shakespeare e as homilias contínuas do senhor Cardeal Patriarca) e concentrar-me no argumento: o capitalismo, enquanto sistema, utiliza as insidiosas pulsões da alma para as converter numa força positiva. Ora, o capitalismo é prodigioso, mas não por esta razão, ou não estaríamos confrontados, desde a emergência dos holandeses e dos ingleses como distribuidores de jogo, com as mais fascinantes dificuldades de harmonização da dita natureza humana, uma coisa mais confusa do que a filosofia de Deleuze e mais adaptativa do que a carreira de Ronaldinho Gaúcho. O capitalismo foi (é) antes uma forma de potenciar a inteligência, disponibilidade, ânimo e entusiasmo, de uma forma diferente daquela que era tida como eficiente, isto é, através da deslocação destas virtudes positivas de incidência moral directa (do direito, e da religião) que estiveram organizadas durante muitos milénos por meio de uma hierarquização baseada no governo da terra, no ethos da guerra, da vida rural, da conservação da autoridade e de uma visão integrada de todos os estádios do trabalho com a natureza e o ciclo das estações, o dia e a noite, para uma organização da produção dos vários comércios com as suas disruptivas formas de especialização do trabalho, triunfo do povoamento concentrado, subjectivação do indivíduo e confiança no cálculo e na previsão. Esta ideia de que se organizam fábricas, mercados, bolsas, bancos, produção de coisas tão maravilhosas como a indústria pornográfica, através da conversão mágica das insidiosas forças naturais do espírito humano em dóceis energias passíveis de serem transaccionadas por cartão digital tem feito mais mal ao mundo do que os comentários de Ricardo Costa. O capitalismo não torna mais dócil a natureza humana, antes pelo contrário, torna-nos mais duros perante a irrelevância colectiva da bondade, que, por si só, em nada aproveita a cada um de nós. Maradona, como homem com razoável erudição em ciência, devia saber que os sistemas não são nem bons, nem maus, mas dispersos, concentrados, aleatórios, coordenados, competitivos, parasitários, e que o problema de Jerónimo e Louçã não é a confiança ou desconfiança perante a força criadora da natureza humana mas a sua incapacidade de colocar a razão ao serviço da crítica.
Bourgeois dignity com Isabel Figueira
É com grande alegria que comunico a toda a Via Láctea e galáxias mais longínquas a vitória do Elogio da Derrota sobre A causa foi modificada, numa das mais insignes tarefas intelectuais de que há memória nos anais da blogosfera. Porém, adiante. Uma das coisas que mais me carateriza é o meu desinteresse absoluto pela segunda guerra mundial. Já o confronto naval setecentista anglo-holandês, produtor da mais espectacular pintura do mundo, faz todo o pleno das minhas mais obscuras delícias - em que navios com a elegância de uma Heidi Klum ou de uma Juliane Moore se destruíam mutuamente, entre nevoeiros glaucos, bandeiras esfarrapadas na ventania marítima, balas de canhão imobilizadas no seu destino de morte e um mar que nem Melville poderia descrever de tão odiosamente violento na sua baba azul celeste e fúria esbranquiçada. E isto era de tal ordem, meus amigos, que na sala de espera do dentista, onde incompreensivelmente era levado pela mão da progenitora que devia zelar pelo meu bem estar, entre os terrores futuros da broca mecânica, apenas as reproduções destes temas navais eram capazes de produzir calma no meu sistema nervoso central, introduzindo nas minhas narinas o cheiro da pólvora levemente oleado pela gordura marítima das ondas. Já se vê do que aqui venho falar: do novo livro de Deirdre MaCcloskey, que o leitor poderá comtemplar incrédulo na minha própria mão, a partir desde preciso e irrecuperável momento:

Enganem-se os ignorantes como Helena Matos: este livro não é mais uma daquelas lamentações vertidas por um deputado do PCP nascido em Évora e sócio do sporting que pastoralmente nos recomenda, além do «nosso ponto de vista», menos economia no discurso político e mais humanidade nas decisões do governo. Este livro parte do princípio mundialmente consagrado pela espúria realidade (um abraço ao Bruno Peixe, que não sei quem seja) de que a ciência económica, sendo uma merda, é a mais eloquente das merdas que o cérebro humano produziu no capítulo das ciências sociais nos últimos trezentos anos (note-se, altura em que essas mesmas ciências sociais, agora adolescentemente muito independentes, eram conduzidas pela mão de pessoas como Rosseau, Smith, Mathus, Ricardo, Mill). Posto isto, de que fala o livro?

Naturalmente, José Pacheco Pereira, fala de desejos. Esta mania de entender a realidade como um consenso que nos oprime é um argumento típico de um adepto do tunning que maldiz os limites de velocidade. McCloskey começa por nos deixar estupefactos, afirmando que para salvar o capitalismo - uma merda que, lembraria a todo o auditório, nos tem possibilitado muita brincadeira - é preciso salvar a economia dos economistas, pessoas que, à semelhança de um Nogueira Leite ou de um João Duque, têm mantido a ciência económica, nas palavras da autora, numa espécie de pathos «sleepwalking». O caminho entre nós e os nossos desejos tem sido feito de muitas e sinuosas maneiras. O que a trans-sexual (um abraço ao Senhor Presidente da República) professora na Universidade de Illinois nos conta é que a dignificação da inovação comercial, ou do ethos do trabalho baseado em padrões de compra e venda, teve um caminho de valorização muito Mel Gibsoniano, onde verteram sangue e intestinos, entre gritos e imprecações contra padres e sacerdotes. Mesmo quando esta valorização começou a mexer as suas patinhas abjectas, ao jeito de Gregor Samsa, as perspectivas de mercado livre e votação livres de Espinosa, Mandeville, Rosseau, Paine, chocaram com um iluminismo mais conservador de Locke, Newton, Smith ou John Adams. Aqui, já Miguel Morgado coçou as borbulhas e invectiva: mas isso é o que eu digo! Não, não é, direi eu. Não obstante o coro operático que, desde o monhé José Manel Fernandes, até ao transmontano estrunfe Marque Mendes, tem defendido que a operação do Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva é absolutamente impoluta numa economia de mercado (comprar baixo para vender alto), o que não deixa de ser verdade, o problema vaginal não está na ética comercial insipidamente desenvolvida entre os portugueses. Está antes naquilo que Marx chamaria a reprodução das relações de produção. Tal como afirma MacCloskey, a melhor definição de capitalismo baseia-se na descrição de um sistema económico de propriedade privada em que as inovações são introduzidas por meio de dinheiro emprestado, o que presupõe um sistema bancário de risco fraccionado e fácil oportunidade de negócio para o filho do carteiro, uma coisa que nem Belmiro de Azevedo propugna, como é bom de ver, ou não estivesse o estúpido do seu filho, tal como numa monarquia Suméria, à frente do império. Mas os fundamentalistas zarolhos como Cadilhe e Braga de Macedo, acreditam no espírito do crescimento feito pela acumulação da poupança - seja pela via da casinha portugusa, pão e vinho sobre a mesa, seja pela via da balança comercial, uma coisa que cheira a pó talco de cabeleira setecentista - , aumento de capital e investimento, uma trilogia tão vazia como a cabeça de José Luís Peixoto. Qualquer crescimento, para cima, para baixo ou para os lados, pressupõe um padrão de medidas, um escala, valores fixados por um acordo. Ora, o que está errado, meus amigos, é o nosso acordo. Se olharmos para a estrutura genealógica dos interesses económicos podemos contar as famílias pelos dedos da mão, e em muitas grandes empresas, a administração não sobe pelos mesmos elevadores das empregadas de limpeza. Muito do revelado no livro que agora se introduz em Portugal, quer pela mão do Maradona, quer pelos meus sagrados dedos, foi já repetido por Hirschman ou Mokyr (vão ver ao Google, que estou atrasado para o comboio) e incide sobre a importância da dignificação do trabalho das classes pobres (uma coisa em que o PCP trabalha, mas de forma tão canhestra que obtém quase sempre o efeito contrário, tal como a criança que brinca com gasolina e fogo em ordem a produzir um efeito lúdico), permitindo que o sistema de liberdade natural dignifique as soluções mais inteligentes na competição pela criação de coisas e comércios. A dignidade dos inventores é, por exemplo, algo que está a anos luz do nosso Portugal, ninguém na rua na noite escura. Se eu mencionar aqui a estrutura da investigação nas Universidades - e não estou a falar de orientar estruturas curriculares para produzir empresas - todos correrão imediatamente para sacar da pistola.

Finalizando: Miral Amaral, enquanto se baba pelos cantos da boca, produziu qualquer coisa sobre inovação, sendo que o problema também não está numa política de pedestal para a criação de coisas mas na relação entre o conjunto dos agentes e o padrão de incentivos, valorativos ou materiais, que os articula na sua vida de trabalho. Que o Barcelona é uma grande merda, ninguém duvida. Que o Maradona continua a produzir a mais interessante prosa nacional, também não (ver o artigo absolutamente pífio, sobre Agustina Bessa Luís, de Gonçalo M. Tavares, recentemente laureado em França - uma nação de analfabetos maricas que produziu uma única estrela pornográfica). Que eu acabei de perder o comboio, o que singifica que estou fodido com um relatório que já devia ter entregue, também não.

Enganem-se os ignorantes como Helena Matos: este livro não é mais uma daquelas lamentações vertidas por um deputado do PCP nascido em Évora e sócio do sporting que pastoralmente nos recomenda, além do «nosso ponto de vista», menos economia no discurso político e mais humanidade nas decisões do governo. Este livro parte do princípio mundialmente consagrado pela espúria realidade (um abraço ao Bruno Peixe, que não sei quem seja) de que a ciência económica, sendo uma merda, é a mais eloquente das merdas que o cérebro humano produziu no capítulo das ciências sociais nos últimos trezentos anos (note-se, altura em que essas mesmas ciências sociais, agora adolescentemente muito independentes, eram conduzidas pela mão de pessoas como Rosseau, Smith, Mathus, Ricardo, Mill). Posto isto, de que fala o livro?

Naturalmente, José Pacheco Pereira, fala de desejos. Esta mania de entender a realidade como um consenso que nos oprime é um argumento típico de um adepto do tunning que maldiz os limites de velocidade. McCloskey começa por nos deixar estupefactos, afirmando que para salvar o capitalismo - uma merda que, lembraria a todo o auditório, nos tem possibilitado muita brincadeira - é preciso salvar a economia dos economistas, pessoas que, à semelhança de um Nogueira Leite ou de um João Duque, têm mantido a ciência económica, nas palavras da autora, numa espécie de pathos «sleepwalking». O caminho entre nós e os nossos desejos tem sido feito de muitas e sinuosas maneiras. O que a trans-sexual (um abraço ao Senhor Presidente da República) professora na Universidade de Illinois nos conta é que a dignificação da inovação comercial, ou do ethos do trabalho baseado em padrões de compra e venda, teve um caminho de valorização muito Mel Gibsoniano, onde verteram sangue e intestinos, entre gritos e imprecações contra padres e sacerdotes. Mesmo quando esta valorização começou a mexer as suas patinhas abjectas, ao jeito de Gregor Samsa, as perspectivas de mercado livre e votação livres de Espinosa, Mandeville, Rosseau, Paine, chocaram com um iluminismo mais conservador de Locke, Newton, Smith ou John Adams. Aqui, já Miguel Morgado coçou as borbulhas e invectiva: mas isso é o que eu digo! Não, não é, direi eu. Não obstante o coro operático que, desde o monhé José Manel Fernandes, até ao transmontano estrunfe Marque Mendes, tem defendido que a operação do Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva é absolutamente impoluta numa economia de mercado (comprar baixo para vender alto), o que não deixa de ser verdade, o problema vaginal não está na ética comercial insipidamente desenvolvida entre os portugueses. Está antes naquilo que Marx chamaria a reprodução das relações de produção. Tal como afirma MacCloskey, a melhor definição de capitalismo baseia-se na descrição de um sistema económico de propriedade privada em que as inovações são introduzidas por meio de dinheiro emprestado, o que presupõe um sistema bancário de risco fraccionado e fácil oportunidade de negócio para o filho do carteiro, uma coisa que nem Belmiro de Azevedo propugna, como é bom de ver, ou não estivesse o estúpido do seu filho, tal como numa monarquia Suméria, à frente do império. Mas os fundamentalistas zarolhos como Cadilhe e Braga de Macedo, acreditam no espírito do crescimento feito pela acumulação da poupança - seja pela via da casinha portugusa, pão e vinho sobre a mesa, seja pela via da balança comercial, uma coisa que cheira a pó talco de cabeleira setecentista - , aumento de capital e investimento, uma trilogia tão vazia como a cabeça de José Luís Peixoto. Qualquer crescimento, para cima, para baixo ou para os lados, pressupõe um padrão de medidas, um escala, valores fixados por um acordo. Ora, o que está errado, meus amigos, é o nosso acordo. Se olharmos para a estrutura genealógica dos interesses económicos podemos contar as famílias pelos dedos da mão, e em muitas grandes empresas, a administração não sobe pelos mesmos elevadores das empregadas de limpeza. Muito do revelado no livro que agora se introduz em Portugal, quer pela mão do Maradona, quer pelos meus sagrados dedos, foi já repetido por Hirschman ou Mokyr (vão ver ao Google, que estou atrasado para o comboio) e incide sobre a importância da dignificação do trabalho das classes pobres (uma coisa em que o PCP trabalha, mas de forma tão canhestra que obtém quase sempre o efeito contrário, tal como a criança que brinca com gasolina e fogo em ordem a produzir um efeito lúdico), permitindo que o sistema de liberdade natural dignifique as soluções mais inteligentes na competição pela criação de coisas e comércios. A dignidade dos inventores é, por exemplo, algo que está a anos luz do nosso Portugal, ninguém na rua na noite escura. Se eu mencionar aqui a estrutura da investigação nas Universidades - e não estou a falar de orientar estruturas curriculares para produzir empresas - todos correrão imediatamente para sacar da pistola.

Finalizando: Miral Amaral, enquanto se baba pelos cantos da boca, produziu qualquer coisa sobre inovação, sendo que o problema também não está numa política de pedestal para a criação de coisas mas na relação entre o conjunto dos agentes e o padrão de incentivos, valorativos ou materiais, que os articula na sua vida de trabalho. Que o Barcelona é uma grande merda, ninguém duvida. Que o Maradona continua a produzir a mais interessante prosa nacional, também não (ver o artigo absolutamente pífio, sobre Agustina Bessa Luís, de Gonçalo M. Tavares, recentemente laureado em França - uma nação de analfabetos maricas que produziu uma única estrela pornográfica). Que eu acabei de perder o comboio, o que singifica que estou fodido com um relatório que já devia ter entregue, também não.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
The power of internet
História simples. Homem sem abrigo com uma voz incrivel de rádio pede dinheiro num cruzamento. Um jornalista entrevista-o a caminho do trabalho. Passados dias não só já se tornou num fenomeno na internet como já tem casa e várias propostas de emprego. Notável.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
"Isto é a antitese do futebol moderno"
Ia dando razão ao Rui Santos, quando o André Santos foi abalroado pelo Carriço e isto ainda no meio campo do Sporting. Contudo (gosto desta palavra) conseguiu a proeza de ganhar ao último da tabela e continuar a ser a equipa mais bipolar da história.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
E para fechar, a canção do ano
ou melhor, a cover do ano. descoberta há pouco no youtube. e como diz o 1º comentário que lá está:
"Radiohead and Regina Spektor ... this is a musical orgasm."
assim vos deixo e até para o ano. cá nos espera a crise e os mercados sempre atentos.
Fechar o ano
Naquelas coisas parvas que só nós humanos fazemos, aqui vai a revisão do ano.
500 days of summer. é de 2009, mas chego tarde às coisas. o melhor que vi este ano (até em muitos anos). foi dos poucos que consegui ver graças aos mistérios da paternidade, mas ainda bem que o vi.
na música lembro-me dos walkmen, do concerto dos tindersticks. e regina spektor. ai regina do meu coração. de certeza que ouvi muito mais. mas a memória anda mal. preciso de tomar magnésio.
de resto na vida tudo segue o seu rumo. a filha cresce em altura e sabedoria. e naquela alegria que só uma criança consegue ao descobrir uma coisa nova. neste momento palra aqui ao meu lado. e penso que não preciso de mais nada. foi um ano bom.
500 days of summer. é de 2009, mas chego tarde às coisas. o melhor que vi este ano (até em muitos anos). foi dos poucos que consegui ver graças aos mistérios da paternidade, mas ainda bem que o vi.
na música lembro-me dos walkmen, do concerto dos tindersticks. e regina spektor. ai regina do meu coração. de certeza que ouvi muito mais. mas a memória anda mal. preciso de tomar magnésio.
de resto na vida tudo segue o seu rumo. a filha cresce em altura e sabedoria. e naquela alegria que só uma criança consegue ao descobrir uma coisa nova. neste momento palra aqui ao meu lado. e penso que não preciso de mais nada. foi um ano bom.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
"Então está a gostar? está muito bonito"
O meu natal foi bom obrigado, ainda bem que perguntam. Encheram-me a casa de brinquedos o que é sempre bom para a criança. De resto tudo vai bem. Parece que estamos a caminho da tempestade perfeita. Com saldos pelo meio.
domingo, 26 de dezembro de 2010
O peso do número
Este link conduz o leitor a um argumento de fino recorte, pertinência racional, acutilância política, esmero argumentativo e aristocrática legitimidade, a saber, pessoas que não terminaram as licenciaturas devem ser imediatamente cuspidas e apedrejadas até à morte, sob pena de mergulharmos na lama, na insídia e na infâmia, não só todas as nobres e insubstituíveis instituições do conhecimento, como todos nós, do Minho a Timor, nossa senhora de Fátima, salvai-nos e salvai Portugal. Não recordarei que varões insignes da crítica, como José Manuel Fernande e Ricardo Costa, também não completaram o seu plano de estudos, donde se conclui, com manifesta simplicidade, que Portugal é um país que se divide entre analfabetos (cerca de 73,1 % do pessoal político) e estúpidos (93,9% dos autores do blog 31 da Armada).
Rádio-televisão-portuguesa
Uma declaração de interesse: na minha modesta opinião, tanto Pedro Boucherie Mendes como João Manzarra deviam pender o mais rapidamente possível de um poste em plena praça do comércio a fim de aplacaram o ódio das turbas esfomeadas, e isto sem pitada de ressabiamento ou biliosa inveja, apenas como funcionamento racional de um sistema social onde a competição pelos recursos escassos, bem como todas as evoluções de mercados financeiros, primários e secundários, e projecções de credibilidade do Estado português, evolução do serviço da dívida e fiabilidade dos sistema inter-bancário, devem tender para um jogo de soma nula, ou seja, a anulação de todas as variáveis desestabilizadoras da confiança e do investimento, a saber, as opiniões do director de programas da sicradical (e um estudioso confesso da pornografia dos anos 50 e 60, atenção, isto não é uma brincadeira) e as performances intelectuais de um adolescente desorientado promovido a referência da comunicação de entertenimento, devem ser identificadas como erros sistémicos e prontamente eliminados do espaço público pela acção de basalto paralelipípedo ou tubos lusalite, diga-se, em passagem, uma antiga referência da indústria nacional. Por outro lado, alguém consegue com a rapidez possível elucidar o Elogio da Derrota sobre que raio está o anormal do Pires de Lima a fazer nos Ídolos 2010 SIC torcendo as mãos com desesperada súplica, em pano de fundo, quando, de tempos a tempos, o senhor Manuel, especialista em coisas americanas e assim, diz de sua justiça?
Não percebo um corno de história do comunismo mas não faz mal porque estamos no Natal
A polémica desencadeada no Cachimbo de Magritte (um blogue onde se escreve pior que na fila de repetentes e ciganos da sala da minha primária) em torno de um pacto muito importante para a história diabólica da civilização ocidental tem dividido o meu precioso espaço mental com um esforço pessoal de regressão morfológica na tentativa de repetida e incansavelmente nascer várias vezes a fim de igualar a inigualável honestidade do senhor Presidente da República (estão todos bem?), alguém que está muito para lá de qualquer função obstetricamente conseguida, alguém que, tendo nascido apenas uma vez, guindou o seu espírito impoluto a níveis olímpicos de alva substância, pois mesmo aqueles que beneficiando de dilatação continuada e capacidades ressurrecionais e reencarnativas de indivíduos acima de todas as médias humanas e para-normais, e nascendo por isso - pelo menos - duas vezes, nunca poderão disputar o território altamente racionalizado da honestidade pública, em verdade vos digo que assim é. Defensor Moura terá mesmo tentado introduzir-se no útero da senhora sua mãe, inspirado pelo debate presidencial e pela famosa citação de Almodovar a partir do cinema mudo, nesse hino simultâneo ao toureio e à panasquice que é Habla con ella. A outra possibilidade para sair desde enigma é interpretar o duplo nascimento a partir da dupla ressurreição política do Senhor Presidente da República (estão todos bem?), uma pessoa que se tem confundido a níveis altamente satisfatórios com o espírito do Natal passado.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Metereologia Natalícia
Um dos mais tremendos impactos das perturbações nos aeroportos ingleses é o facto da sua contribuição ser cada vez mais terrível no sentido de oferecer oportunidades ao Maradona de se nos adiantar na corrida mais louca do mundo, a saber, fotografar Bourgeois dignity: how economics can't explain the modern world entre uma chamuça e uma imperial.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Porque escrevo tão bem, quando há milhões de blogues onde se escreve tão mal.
Tudo bem com toda a gente? Quero iniciar este post com um profundo sentido de gratidão e verdadeiro reconhecimento a todos aqueles que, do Minho ao Algarve, continuam a fazer de mim uma das pessoas mais inteligentes do mundo nos últimos trezentos anos, concedendo-me reiteradas oportunidades para demonstrar a minha superioridade intelectual, estética, gastronómica, artística e patológica, podendo verificar-se a cada segundo - tal como nesta espectacular manifestação do mais ridículo zelo - uma comprovada falta de carisma, raciocínio, eloquência, originalidade, domínio da língua, ostensivamente presentes em variadíssimos dos mais frequentados blogues da direita portugesa, o b fachada é uma porcaria. Perante os factos quotidianamente apresentados neste lugar, não há como duvidar da coluna de camiões carregados de pertinência que assistem toda a minha obra, erguida por mim (tudo bem com todos?) à força de imperiais, livros e chamuças, para além da frequência (incompleta) de um curso das Novas Oportunidades (um dos mais fundamentais projectos políticos desde as reformas de Sólon em Atenas), isto depois de ultrapassadas algumas dificuldades, na obtenção dos diplomas necessários, por meio de favores sexuais a um chefe de Secretaria com mais de oitenta quilos, sócio do Sporting, e politicamente empenhado, em todas as direcções possíveis, com todos os projectos de grandes obras públicas desenvolvidos em gabinetes ministeriais nos últimos quarenta anos. Os últimos trabalhos de uma das mais incontornáveis personalidades do mundo ocidental, explicam à saciedade quer as graves lacunas ao nível da espiritualidade oriental presentes nas caixas de comentários da blogosfera, quer um dos mais graves problemas da nossa democracia: a saber, além do b fachada ser uma grande porcaria, há ainda a constatar a ausência de um plano concertado para ensinar a língua de Fernando Pessoa, Elsa Raposo e Júlio Isidro, ao conjunto da população portuguesa ainda não familiarizada com o facto das práticas discursivas e a expressão do pensamento individual (iluminado, esclarecido, não subjugado a sub-formas de pensamento político contraídas com o vírus da adolescência, e não determinado por paixões obscuras) ser o principal alicerce da política e de todas as aspirações dos seres humanos em torno do bem público, uma coisa que se encontra algures entre os nossos desejos mais secretos e um Arraial no Concelho de Amares. Um santo e feliz Natal para todos, bem como para todos os entes mais queridos de todos os entes que habitam esta bola de lama que vai pelo pelo céu como a andorinha, a terra.
Só de saber
que o Yanick marcou dois golos, na verdade apenas um porque o outro foi um alívio mal conseguido, fiquei com um amargo de boca. Antes uma derrota a ter o Yanick mais uma época na lista de despesas do SCP. Felizmente tenho andado a afogar as mágoas no Yo-Yo Ma. Até para o ano.
Respostas às suas duvidas
encontrado há pouco na fnac e dedicado ao nosso comentador preferido Ze-Lopes
Votar es un placer
Não é nova a imagem, e devo ao grande Fernando Alves o seu conhecimento. mas como sugere o próprio, em abstracto, nas próximas eleições o melhor é votar de camisinha, pelo sim pelo não.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Honesto estudo com longa experiência misturada: eis besugo
Peço desculpa a todo o mundo globalizado por voltar a temas recorrentes e pouco dados à criação de postos de trabalho (não convém que o cão volte ao seu próprio vómito, para citar o Antigo Testamento, um livro quase tão bom como a Revista Gina) mas a verdade é que a melhor prosa na língua de Luís Vaz de Camões, Tarzan Taborda e Helena Coelho, se encontra em sítios como o aduzido em cima. Ora, não é possível interiorizar este princípio sem colidir de frente com uma outra premissa quase tão perturbante como esta notícia : é ou não determinante o facto de besugo, para lá da experiência com bolas de cautchú nos enlameados de Lamego, ter frequentado as páginas da literatura médica? Vou poupar os leitores a incursões nas relações entre a prática de actos médicos e a literatura. No entanto, a mim ninguém me convence da absoluta não existência de relações entre o esforço de compreensão do maior número possível de inteligências em movimento (que, até ver, apenas os livros conferem) e a amplitude do leque de possibilidades de expressão de todos os escuros becos de que é feito o espírito de indivíduos que ousam emancipar-se em direcção às luzes, sejam elas esbranquiçadas numa sala de operações ou arroxeadas no ambiente fétido de um talho. A todos os que têm insistido na vitória das trevas, do Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva e de Tocqueville sobre os guerreiros da Luz da estirpe epidemiológica de um Jean-Jacques Rosseau ou de um Alf (eu gosto muito de referir-me a mim próprio na terceira pessoa) quero lembrar que nunca me pareceram devidamente fundamentadas aquelas versões historiográficas que garantem ser o Nazismo, Bergen-Belsen (um nome que podia ser de um lateral direito do Rapid de Viena) ou Goering, a prova de que o estudo e arte não são garantias de protecção dos direitos humanos, o que apenas comprova, isso sim, a incompreensão do valor sacrificial da arte e da leitura, e a incompreensível confusão entre a acumulação de experiências ostensivamente postiças (ilustradas por toda a obra de uma Paula Moura Pinheiro ou de um Eduardo Prado Coelho) e um estudo rigoroso do pensamento humano na sua forma mais transparente, eloquente, fecunda, e cabalmente bela, o que não é compatível com nenhuma forma de menoridade. Perguntarão como se distingue besugo de José Luís Peixoto; perguntarão se existe sequer um imperativo público, estético ou filosófico para colocar uma tal questão, ao que eu responderei que, não crendo na remissão dos justos depois da morte, resta-me estar aqui, de olhos fixos numa frase e saber, saber onde estão aqueles que, mesmo capazes das piores porcarias, não serão nunca capazes de uma frase mal escrita.
Quando comprar uma casa pergunte pelo vidro
Ora aí está uma recomendação que vem a propósito do falecimento do inolvidável vinhateiro, comentador desportivo e homem de quem sempre se esperaram grandes coisas, com justa razão, diga-se. Esta grande aventura de estar vivo tem permitido ao meu espírito genial roçar-se por inúmeras perplexidades, entre as quais a constatação do fascínio das mais estúpidas de entre as mais estúpidas pessoas por expressões deduzidas das patologias digestivas, o que não só revela uma triste falta de criatividade metafórica - um mal de que também padece valter hugo mãe - como uma incapacidade de seguir um raciocínio durante mais de quatro linhas, uma coisa que não me acontece desde que aos cinco anos de idade encalhei na segunda estrofe dos Lusíadas, altura em que meus familiares, bondosamente, me encaminharam para as veredas do Senhor, a paz esteja com convosco, o amor de Cristo vos uniu, meus caros comentadores, saudai-vos a todos na paz de Cristo.
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