A S. hoje faz anos. E nada melhor que oferecer a oportunidade de ver e ouvir a Regina. A preparar os ouvidos para estas pérolas:
segunda-feira, 28 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
Não tenho nada de interessante para colocar aqui
Mas não quero deixar isto abandonado ao ngoncalves. Ontem Portugal ganhou e esta tudo bem. As noticias na tv falaram muito disso. Parece que houve festa. Eu vi os golos a comer num chinês. Foi o mais perto da Coreia que encontrei. Beijinhos a todos. Tenho muitas saudades vossas. Mas de facto não tenho nada de interessante para aqui dizer.
Quod erat demonstrandum
Neste livro, entre outros, é avançado o argumento da correlação positiva entre educação e conhecimentos de economia. O deputado Galamba é licenciado em economia, o que não abona a favor da tese do livro.
Será este o meu Henrique Raposo ?
Qual será o valor correcto do salário do João Galamba ? O João Galamba parece que é deputado do PS, que tem uma maioria relativa no parlamento. Se por hipótese o João Galamba não estiver presente no parlamento, a posição do PS não se altera. Se por hipótese estiver sempre presente, a posição do PS não se altera. Logo, o deputado João Galamba é irrelevante e o seu correcto salário é de zero euros.
O deputado Galamba acredita, parece-me, a intervenção do estado na economia. É preciso ter cuidado com este tipo de crenças. Porque desde do tempo do Botas que o governo intervem forte e feio na economia. Comparando os resultados do senhor de Santa Comba Dão, com os da democracia, esta fica muito mal na figura. Porquê ? O que mudou da segunda para a terceira república: i) a forma de governo e ii) a abertura do país ao estrangeiro. O deputado Galamba defende uma volta ao autoritarismo do passado ou ao fecho das fronteiras ?
O deputado Galamba acredita, parece-me, a intervenção do estado na economia. É preciso ter cuidado com este tipo de crenças. Porque desde do tempo do Botas que o governo intervem forte e feio na economia. Comparando os resultados do senhor de Santa Comba Dão, com os da democracia, esta fica muito mal na figura. Porquê ? O que mudou da segunda para a terceira república: i) a forma de governo e ii) a abertura do país ao estrangeiro. O deputado Galamba defende uma volta ao autoritarismo do passado ou ao fecho das fronteiras ?
sexta-feira, 18 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
Hoje não passam jogos do mundial na televisão dos pobres
Mais que tempo suficiente para reflectirmos sobre o engano que é ter o Rui Unas escondido na Sic Radical enquanto o Bruno Nogueira faz um stand-up de 50 minutos, por vezes interrompidos pelos convidados.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Crise, Nani e practical asymptotic stability of differential inclusions
são tudo assuntos que preocupam muito boa gente neste mundo. Mas alguém me explica o que sucedeu ao blog do Tolan ?
terça-feira, 1 de junho de 2010
O homem sem dinheiro
Mark Boyle, o homem que decidiu viver sem dinheiro. Ver o video aqui no Guardian.
"What have I learned? That friendship, not money, is real security. That most western poverty is of the spiritual kind. That independence is really interdependence. And that if you don't own a plasma screen TV, people think you're an extremist.
People often ask me what I miss about my old world of lucre and business. Stress. Traffic jams. Bank statements. Utility bills.
Well, there was the odd pint of organic ale with my mates down the local."
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Os sindicatos afectos ao PS
consideram que não é oportuno a realização de greves e manifestações públicas. Claro que se o PSD estivesse no governo, a cantiga seria outra. O que me leva a questionar: os sindicatos defendem os interesses dos trabalhadores ou do governo ? Lembrados que estamos dos subornos que o Armando Vara pagou ao sindicato da PSP para que não fizesse ondas, a resposta é fácil.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Treinador de bancada
Se o Mourinho anda à procura de desafios, ele que venha treinar o sporting e ser campeão na próxima época. Gostava de ver aquele método aplicado a esses portentos que dão pelo nome de Pedro Silva ou Grimi.
sábado, 22 de maio de 2010
E mais nada
O Rui A. disse o que havia para dizer sobre necessidade de estabilidade política invocada pelo PSD e o seu guia espiritual. De que forma pode a democracia funcionar se o maior partido da oposição não é candidato ao poder ?
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Só para relembrar
Um dos marujos do Mar Salgado vem repetindo ad nauseam que os portugueses estão a pagar a factura das mentiras do PS. Pois, os factos contam outra história. A Manuela Ferreira Leite, tenha as virtudes que tenha, não foi capaz de convencer os portugueses de que iria fazer diferente do Sócras, secção Largo do Rato.
Algum tempo depois, eis-nos chegados à crise. Chegados é um termo um bocado forte, porque em boa verdade ela nunca nos deixou. Estou ainda lembrado da incarnação da Manuela Ferreira Leite como ministra das finanças em que fez a sua solução para a crise da altura (façamos um suponhamos de que não é a mesma de hoje) foi aumentar a receita de todas as formas possíveis e imagináveis e aumentar os impostos. O país estava de tanga na altura, agora não tem dinheiro para uma folha de figueira. Fora isso, que diferenças existiam ? Até a solução foi a mesma de agora, aumentar a receita.
Mais recentemente pudemos presenciar ao milagre da germinação do Sócras na Rua de São Caetano à Lapa. Infelizmente o Sócras, secção Lapa, não tem a mesma ambição de poder que o Sócras, secção Largo do Rato. Só assim se entende que hoje, na discussão da moção de censura o PSD tenha dito que o governo é uma cambada de irresponsáveis, culpados únicos pela situação actual. Mas que não querem a demissão do governo porque seria, passo a citar, um acto de irresponsabilidade. Para que fiquemos claros. O PSD considera o governo incompetente para lidar a crise, mas não quer a sua demissão porque seria uma irresponsabilidade.
Que o maior partido da oposição não tenha, num momento crucial para o país, um plano alternativo ao do governo ou que não esteja disposto a tomar as responsabilidades do governo diz muito do PSD e o Sócras, secção Lapa.
Que tipo de democracia é esta em que o PSD em vez de propor um rumo alternativo ou apenas tentar condicionar as escolhas do governo, passa um cheque em branco ao Sócras, secção Largo do Rato ?
Talvez as coisas mudem quando a frau Merkel começar a exercer o poder de veto sobre os orçamentos. Até lá temos que suportar os Sócras deste país.
Algum tempo depois, eis-nos chegados à crise. Chegados é um termo um bocado forte, porque em boa verdade ela nunca nos deixou. Estou ainda lembrado da incarnação da Manuela Ferreira Leite como ministra das finanças em que fez a sua solução para a crise da altura (façamos um suponhamos de que não é a mesma de hoje) foi aumentar a receita de todas as formas possíveis e imagináveis e aumentar os impostos. O país estava de tanga na altura, agora não tem dinheiro para uma folha de figueira. Fora isso, que diferenças existiam ? Até a solução foi a mesma de agora, aumentar a receita.
Mais recentemente pudemos presenciar ao milagre da germinação do Sócras na Rua de São Caetano à Lapa. Infelizmente o Sócras, secção Lapa, não tem a mesma ambição de poder que o Sócras, secção Largo do Rato. Só assim se entende que hoje, na discussão da moção de censura o PSD tenha dito que o governo é uma cambada de irresponsáveis, culpados únicos pela situação actual. Mas que não querem a demissão do governo porque seria, passo a citar, um acto de irresponsabilidade. Para que fiquemos claros. O PSD considera o governo incompetente para lidar a crise, mas não quer a sua demissão porque seria uma irresponsabilidade.
Que o maior partido da oposição não tenha, num momento crucial para o país, um plano alternativo ao do governo ou que não esteja disposto a tomar as responsabilidades do governo diz muito do PSD e o Sócras, secção Lapa.
Que tipo de democracia é esta em que o PSD em vez de propor um rumo alternativo ou apenas tentar condicionar as escolhas do governo, passa um cheque em branco ao Sócras, secção Largo do Rato ?
Talvez as coisas mudem quando a frau Merkel começar a exercer o poder de veto sobre os orçamentos. Até lá temos que suportar os Sócras deste país.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Recebido por mail
"Se estamos mesmo destinados a seguir o caminho dos gregos, então comecemos por envenenar Sócrates."
estamos de volta, depois de um mês de licença. a vida continua e vamos directos ao buraco as usual. como disse o secretário de tesouro no UK, já não há dinheiro.
estamos de volta, depois de um mês de licença. a vida continua e vamos directos ao buraco as usual. como disse o secretário de tesouro no UK, já não há dinheiro.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Mudam-se os tempos, mudam-se os charlatões
Dedicado ao Largo do Rato e à Rua de São Caetano À Lapa. Que no futuro breve tenham o destino que teve os senhores sobre quem se canta.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
We've got a few space aliens too
"what's funny about using Microsoft Chat is that everybody has to choose an icon to represent themselves. Some of these guys haven't bothered, so the program assigns them one. We'll be in the middle of a battle and a bunch of field artilery colonels will come online in the form of these big-breasted blondes. We've got a few space aliens, too." em Wired For War, aonde é descrito o uso de chatrooms pelo exército do tio Sam estacionado no Iraque e Afeganistão.
E um bocadinho mais atrás, sobre um dia na vida dos pilotos que voam os aviões robóticos a partir do deserto do Nevada, "Another talked about flying missions in Afghanistan, and then getting home in time to watch reruns of the TV sitcom Friends"
Algo de profundamente errado está a acontecer nesta forma de fazer a guerra.
E um bocadinho mais atrás, sobre um dia na vida dos pilotos que voam os aviões robóticos a partir do deserto do Nevada, "Another talked about flying missions in Afghanistan, and then getting home in time to watch reruns of the TV sitcom Friends"
Algo de profundamente errado está a acontecer nesta forma de fazer a guerra.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Das duas uma
o Sócras do Largo do Rato ou é um incompetente ou um vive alucinado num mundo só dele. Até ir o fim-de-semana passado a Bruxelas arrear as calças, garantia que tudo iam bem no reino de Portugal e Algarves. Foi só preciso reduzir os subsídios de desemprego dos ociosos e contratar uma mega construção com o amigo Coelho investir na modernização do país. Agora já temos aumentos de impostos temporários (juro que foi o que ouvi com estas que a terra há-de comer) e adiámos obras fundamentais como o novo aeroporto da Ota Alcochete e o TGV. Mas confesso que este último não sei, tantas vezes prometido, tantas vezes adiado.
Mas alguém acredita que os mesmos políticos que no conduziram até aqui, vão de repente fazer aquilo que se negaram a fazer durante 15 anos ?
Mas alguém acredita que os mesmos políticos que no conduziram até aqui, vão de repente fazer aquilo que se negaram a fazer durante 15 anos ?
Quer queiram, quer não
a iminência de bancarrota em que nos encontramos é devida apenas e exclusivamente ao regime instalado no 25 de Abril. É pura ilusão acreditar que isto vai lá com eleições. Eleger quem, o Sócras do Largo do Rato ou o Sócras de São Caetano ? Já sei, o Portas dos submarinos. Não, espera o Louçã sim é que é homem para comandar isto.
A terceira república morreu, venha a seguinte.
A terceira república morreu, venha a seguinte.
Pensar, não foi o Pai que me ensinou
Em quase três dezenas de anos a conviver com as perenes energias revivificadoras do Evangelho, posso desde já garantir que o João Gonçalves é um intelectual de primeiríssima água, quando afirma que Manuel Gonçalves Cerejeira foi um grande teólogo e um intelectual de primeiríssima água. Não sei exactamente quais as águas examinadas por João Gonçalves para chegar ao referido ranking aquoso, de cariz físico-químico, mas devo dizer que confrontado com a água da sanita até eu sou um intelectual de primeiríssima água. Na minha secular ignorância, só conheço os estudos de Cerejeira sobre o humanismo português, com especial incidência para a análise dos coninbricenses e a mundividência da Companhia de Jesus no contexto dos investimentos académicos de D. João III, um rei assistido por um secretário altamente competente, António Carneio, uma rainha beata, mas um rei perdido nos labirintos de um confronto entre um mundo emergente (reforçado pelo judaísmo, pelo cálculo, pela participação dos grupos comerciais) e o reforço inquisitorial dos processos políticos tradicionais, além da tragédia pessoal de ter assistido à morte de vários filhos, entre os quais um Arcebispo de Braga. Aos vinte anos de idade, o Infante D. Duarte morreu de doença súbita nos Paços de Estaos, perante o desespero do rei e a consternação de toda a Corte. O caso abalou o Paço e vários historiadores referem que o acontecimento teve graves repercussões no espírito de D. João III que se foi fechando na melancolia, tornando-se mais severo nos juízos do seu governo. O poeta renascentista, Sá de Miranda, frequentador da Corte, mas na época distanciado na sua Quinta da Tapada, escreveu um poema que enviou para Lisboa. Os poetas às vezes fazem coisas estúpidas. Desconheço o conteúdo do poema, mas estes tempos de soturnidade melancólica, em que o homem se encontra perdido, nos labirintos do tempo e da história, certamente explicam o interesse de Manuel Gonçalves Cerejeira, do cardeal Ratzinger e de João Gonçalves por intelectuais de primeiríssima água que advoguem teorias do tipo «o homem é o centro espiritual do universo, um acontecimento irrepetível, por certo, está quieto, se não levas ó esquerdalho do caralho, vai mas é a missa escutar intelectuais de primeiríssima água». O encontro com o mundo da cultura confirmou que o mundo da cultura se encontrou a si próprio, como cultura e como encontro, numa auto-combustão estética com muita vaselina, onde pudemos assistir à participação de titãs culturalmente presenciados por realidades de beleza perene - 1400 personalidades, no exame rigoroso de Alexandra Lucas (e o Prado?) Coelho -como Pedro Mexia e Joana Carneiro, dois agentes culturais com mais de setenta quilos - um encontro que poderia ter sido convocado sob o signo: «os gajos conhecem-se todos». Nada me move contra quem quer que seja - e este título não é contra ninguém - parafraseando um conhecido ex-presidente do Alverca, mas à terceira menção pública da frase «quer queiram, quer não, o cristianismo está na base da cultura europeia», começa a aflorar ao nível das minhas águas sub-conscientes, mesmo sem serem as mais primeiríssimas, um cardume de razões que poderiam explicar a predilecção dos católicos por frases que começam por «quer queiram, quer não», e isto sem ter que formar, para esclarecimento de todos os intelectuais de primeiríssima água, graças a deus, presenças reais de verdades profundas e testemunhos vivos de que Angola ainda há-de ser nossa, uma frase do género «quer queiram, quer não, a filosofia grega e o estoicismo epicurista (um escravo) está na base de todas as balelas refundidas por centenas de papas, desde os sodomitas, passando pelos tripa-forra, indo aos apreciadores de criancinhas e chegando aos verdadeiramente espirituais e santos», que os há, é preciso reconhecer, para prova da tolerância moderna e para que as pessoas nunca deixem de saber qual é a sua verdade - a minha assenta num plantel construído em torno de Fábio Coentrão -, para que ninguém se perca nos labirintos do tempo e da história - aqui talvez seja necessário procurar não rir -, sem valores claramente definidos e sem objectivos grandiosos claramente enunciados: mas sobre este último ponto, quem pode negar que a conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus (sim, sou um conservador) não é um objectivo grandioso?
domingo, 9 de maio de 2010
O sporting ganhou ontem
O melhor para Portugal é mesmo de facto o benfica ser campeão e o papa chegar na terça-feira. Isto das crises é sempre relativo, dependendo do que está a dar na TV. E neste momento é só gente aos saltos em todos os canais. Bem haja Jesus e teus cabelos ao vento.
Entretanto o Gil quase conseguiu. Bela derrota, mas caiu de pé.
Entretanto o Gil quase conseguiu. Bela derrota, mas caiu de pé.
sábado, 8 de maio de 2010
Este tipo de comportamento é próprio de adolescentes imberbes
Os assessores do governo chamam a atenção para o crescimento das exportações no primeiro trimestre. Não estamos assim tão mal como as agências de rating dizem que estamos. Senhores, Portugal vai regularmente ao estrangeiro pedir carcanhol porque pelo menos desde que o Cavaco Silva foi primeiro-ministro, o governo tem gasto muito acima do que pode. Querem o dinheiro dos porcos capitalistas ? Sujeitam-se às regras dos ditos suínos. É a vida, diria um conhecido socialista cuja paixão pelo país o levou a fugir do pântano que ajudou a criar. Deixem-se mas é de lamurias, e aconselhem (é isso para que serve um assessor ou são só paus-mandados ?) os Sócras e demais entourage sobre as formas de cortar na despesa para não ter que pedir emprestado. Uma sugestão: comecem pelos vossos salários.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
ainda estamos vivos e a aproveitar. bom fim de semana

um novo hobby que descobri. nada como ir para o campo tirar fotos e apanhar momentos como este. mais aqui
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Se siente superior porque lo es
Granero é um rapaz que sabe. A capacidade de síntese é um atributo que as Academias nunca treinarão o bastante para alívio de quem se sente intelectualmente superior, precisamente em virtude desta capacidade ser muito resiliente ao treino: é uma forma condensada, insuflada de sentido, capaz de acelerar a adaptabilidade do organismo a situações desconhecidas, mas colocando em jogo todo o manancial técnico-espiritual acumulado ao longo de milhares de situações de vida, e cujo potencial de utilidade apenas pode ser deflagrado por meio de uma linha que vai dos testículos ao centro do cerebelo, passando pelos dois pulmões bem abertos em forma de borboleta rara. Não espanta, por isso e muito mais, que a actual situação do país não nos deva merecer um grama de preocupação pela simples razão de que nada nos deve merecer um grama de preocupação enquanto o deputado oitocentista do PSD, qualquer coisa Martins, com a sua barbicha cuneiforme - o mais parecido que temos, visualmente falado, bem entendido, com Almeida Garrett - continuar a desenhar sibilantemente uma defesa da maior elegibilidade do oráculo de Delfos para mais um mandato na Presidência da República, quando na outra mão, com um sentido circense digno dos mais invulgares predestinados, faz oscilar no arco do desenvolvimento económico de Portugal, a indústria das pescas, a indústria do vidro e a indústria dos cortumes, meu deus, a indústria dos cortumes. É que já nem vamos para as centenas, que digo eu, milhões de arrancos regurgitadores que nos impõe o contacto visual com a primeira dama e as suas referfências à poesia contemporânea portuguesa, como é do domínio publicamente incomodado, uma matéria que em nada aproveita à performance orçamental, sequer ao comportamento gay dos padrões da despesa pública; basta-nos a necessidade biológica e a morfologia natural como mediterrânicos sub-desenvolvidos para que seja um imperativo de consciência e de construção civil, civilizaste, civilizarás, a não eleição do oráculo de Delfos. Os portugueses já sabem, desde Artur Jorge - e das duas peras meticulosamente aplicadas por Sá Sua Alteza Pinto - que precisam de se lembrar de Alcácer Quibir e de se conhecerem a si próprios. Mais importante que a eleição do poeta de Águeda - o rapaz que pregava pregos numa tábua - é a não eleição continuada de um Presidente que, pregando pregos na língua portuguesa, utiliza o mesmo argumentário político na definição do seu vocabulário presidencial, a mesma estratégia psico-motora que o defesa Lúcio utilizou para impedir que Xavi alvejasse a baliza de Júlio César. É preciso entender, com urgência hospitalar, que o Presidente da República imprime uma certa tonalidade à emanação harmónica da pátria, e mesmo tendo em conta o analfabetismo musical da República, onde até os maiores escorregam com estrondo, não podemos dar-nos ao luxo de continuar a lutar pela volta mais rápida ao volante de uma carrinho de rolamentos, ainda por cima com uma tábua rachada importada do reino do Algarve, feita de macieira bravia nascida nos penedos do Caldeirão, espinhaço de cão, e envernizada com britania, o verniz que nunca cede. Em todo o caso, estou atraso para apanhar o comboio depois de ter consumido os tecidos oculares com uma letra inaceitável num PDF fornecido por uma brasileira de Goiás, versando sobre impostos setecentistas no sertão do Sabará, uma prova de que a minha vida é, com efeito, com muito, mas mesmo muito efeito, espectacularmente espectacular.
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