via Bandeira ao ventoquinta-feira, 24 de janeiro de 2008
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Tabacaria

Não está em causa que o tabaco é um vício que se agarra desprevenidamente pelas mais variadas razões e que nada de assinalável acrescenta à existência, para além dos problemas respiratórios. Mas esta é justamente a definição da maior parte das coisas que fazemos todos os dias (dos seguros ao trabalho dos merceeiros, da investigação em pedagogia de bolso ao vómito cimenteiro sobre o território, da medicina plástica à indústria dos enchidos, do ginásio ao marketing dos cereais fitness. Não tenho nada contra a protecção do ar ou a reprodução coerciva da vida saudável, simplesmente começo a sentir uma irresistível vontade de meter muitos cigarros na boca. Parece que mata mais depressa. Parece que tira em média dez anos. Está bem, concedo. Mas quantos anos nos tiram a ansiedade causada pelo mau planeamento do território, as discussões em torno dos baixos salários, a gordura do queijo, dos fritos, dos enchidos, da dobrada. Quantos anos, horas, perdemos em actividades inúteis, nas filas do trânsito, enquanto respiramos o saudável escape (parece que este caso a céu aberto não se inclui nos malefícios), de pé nas repartições enquanto desgastamos as articulações dos ossos (haverá estudos sobre os malefícios da religião como reducção da qualidade de vida, física e intelectual?), sentados no sofá enquanto queimamos os neurónios? Quantos anos de vida nos são retirados, pelo simples facto de estarmos vivos? Tudo isto, eu sei, pertence à liberdade de cada um. Exacto, tal como fumar. Pelo que voltamos à questão: apenas está em causa a protecção de quem não quer fumar, porque no que diz respeito a saúde, não me venham com proibições e virtudes (já disse que não me peguem no braço). Para garantir a protecção dos fumadores, proiba-se o fumo no espaço público, mas fique ao critério dos proprietários privados (empresas, cafés, lojas, restaurantes) a escolha do ar que querem ter no seu estabelecimento. Com ou sem fumadores. No caso de escolherem o fumo, basta sinalizar, sem qualquer necessidade de controlo do ar. Quanto a sindicatos, na protecçãod e trabalhadores não-fumadores. É um problema que devem negociar com a entidade patronal, tal como o salário e as férias, ou subitamente descobriram que têm direitos para não respirar fumo, mas não para impôr subidas dos salários. O sindicalismo está cada vez melhor...
Já sabemos que passamos a viver mais, a qualidade do sono, o gosto dos alimentos. Concedo novamente. Devo confessar que nem sequer sou fumador, embora, volto a dizer, me apeteça um cigarro. O problema, caro leitor, é o que vem aí. Ninguém duvide, começa a ser claro, que já vem a caminho passarada e da grossa. Algo me diz que não é a Igreja que vai passar à clandestinidade. Talvez a física teórica, a história e a filosofia passem mais depressa à clandestinidade do que a Igreja.
Tudo isto decorreu da bela prosa do Besugo, nestes dias de Prós e Contras, esse espaço sobre tudo e mais um cesto de maçãs.
“Multiplicai-vos e vivei para sempre, inenarráveis chatos, paneleiros e paneleiras do caralho. Mas a chá e a incenso não ides longe, nessa merda de viverdes saudáveis até se vos entupir a "veia da vida", uma que fica ao lado da inteligência, vós nem sabeis bem onde isso é, que não há bibliografia.
E a ficardes cá só vós, que Deus me leve de vós bem antes disso”
posted by besugo @ 3:02 PM 21.12.07, Blogame mucho
Ou se quiserem a versão mais elegante de Álvaro de Campos na Tabacaria
“E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando”
Einstein gostava de fumar cachimbo. Podia ter morrido de cancro. Podia não ter pensado sobre a relatividade. Pois é. Mas também podia não ter escolhido a ciência e ter aberto um negócio de exportação de camisolas de lã. Nem por isso deixou de poder escolher, facto que fez dele aquilo que foi. Um físico e um fumador. Além de que parece que defendia o socialismo e o planeamento da economia. Preocupava-se mais com Newton, Hume, Espinoza ou Gauss do que com o seu corpo. Sem dúvida, pertence a uma raça em vias de extinção.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Eles sabem bem o que fazem, não sabem é o que poderiam antes fazer
Daí que a vida política esteja sempre dividida entre dois planos: o plano das acções concretas, que é simples e deriva das relações sociais objectivas; e o plano das explicação das acções concretas, que é complexo e se relaciona com as motivações dessas relações sociais subjectivas. Ninguém, depois de Marx, sintetizou isto melhor do que Pessoa: "o único sentido oculto nas coisas é as coisas não terem sentido oculto nenhum"
Perdoem-lhes porque não sabem o que fazem
via dragão
Tell me a story VIII
Parece que muitos erros e alguma má fortuna, como convém a homens esclarecidos.
A morte surpreendeu-o entre a poesia. Não se rasgou o templo, não se converteram centuriões, não se inaugurou um novo reino. Foi apenas um homem que passou.
Fariseus e Doutores da Lei: o regresso
Na abertura desse magno texto, a Constituição Apostólica Fidei Depositum, assinada por João Paulo II, recorda que em 1986 foi confiada a supervisão de um novo catecismo a uma Comissão “presidida pelo senhor Cardeal Joseph Ratzinger”. Essa comissão tinha como missão “vigiar o desenvolvimento dos trabalhos”. Cá está mais um belo verbo (vigiar) que dignifica a tradição do pensameno livre preconizada pelo cardeal Ratzinger
A Comissão, ao vigiar o desenvolvimento dos trabalhos e a redacção, devia ter em conta conta as “explicitações da doutrina que, no decurso dos tempos, o Espírito Santo sugeriu à Igreja”. Ora aí está mais um consistente princípio intelectual, passível de verificação e discussão alargada. A “sugestão do Espírito Santo” tem aberto horizontes na explicação do homem, na libertação dos corpos, na melhoria das condições de vida das populações, no caminho da democracia, no desenvolvimento económico, no enraízamento da ética, no controlo da bola de Berlim, no aumento das diversões na feira popular, etc…
De qualquer forma, ao percorrermos as páginas do catecismo encontramos verdadeiras pérolas da consistência intelectual, da reflexão metódica, do pensamento estruturado, passíveis de crítica científica e de um verdadeiro manjar para a discussão universitária.
A título de exemplo vejamos o Parágrafo 390 em que se explana todo o profundo significado antropológico da Queda. Esse relato mítico, quase da mesma ordem do calcanhar de Madjer, interpreta com grande sapienza Gn, 3. Nessas sagradas linhas surge “uma linguagem feita de imagens, mas que “afirma um acontecimento primordial", um facto que "ocorreu no início da história do homem”.
“A Revelação dá-nos a certeza de fé de que toda a história humana está marcada pelo pecado original cometido livremente por nossos primeiros pais”. O acerto com que é fundamentada esta conclusão, a erudição das provas, a sabedoria das intuições, a solidez do argumentário é de fazer corar um Athusser, ou mesmo um Hegel.
Continuando a fértil leitura surge por exemplo que na opção de desobediência dos “nossos primeiros pais há uma voz sedutora que se opõe a Deus e que, por inveja, os faz cair na morte”. Só as galerias de conhecimento que se abrem, perante a nossa ignorância do processo de hominização, nesta metáfora dos “nossos primeiros pais”, justificaria por si só um triplo doutoramento honoris causa (Harvard-Oxford-Sorbonne) a Bento XVI, como representante do “livre pensamento e consistência intelecutal” do magistério.
Há mais. Se quisermos discorrer sobre a matéria angélica é todo um exposição clara e ambiciosa. A "queda" consistiu também na “opção livre dos espíritos criados, que rejeitaram radical e irrevogavelmente Deus e o seu Reino”. Temos um reflexo desta rebelião nas palavras do Tentador ditas aos nossos primeiros pais: "E vós sereis como deuses" (Gn 3,5). O Diabo é "o pecador desde o princípio" (1Jo 3,8), "pai da mentira" (Jo 8,44).
Mas não se pense que isto é um defeito de fabrico. Claro que não, em nome da sustentação do insustentável, perdão, em nome da consistência intelectual, foi “o caráter irrevogável da sua opção, e não uma deficiência da infinita misericórdia divina”, que fez com que o pecado dos anjos não possa ser perdoado.
Todavia, não há razão para preocupações: “o poder de Satanás não é infinito. Ele não passa de uma criatura, poderosa pelo facto de ser puro espírito (…) Embora Satanás actue no mundo por ódio contra Deus e o seu Reino em Jesus Cristo (…) esta acção é permitida pela Divina Providência, que com vigor e doçura dirige a história do homem e do mundo. A permissão divina da atividade diabólica é um grande mistério, mas "nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam" (Rm 8,28).
Depois desta leitura proficiente, resta-me pedir desculpa por ter duvidado da consistência intelectual de Bento XVI e congratular-me pela rápida reposição da verdade. Farei penitência na cinza e rasgarei as vestes. Aproveito para censurar fortemente, reprovando a sua atitude desrespeitadora das opiniões, os professores e estudantes da Universidade de Roma. Iníquos, na forma como insultaram a dignidade pontifícia e a multidão de Católicos, esses universitários teimam em não perceber que a agitação que provocam, a sua luta contra a tradição, o seu desrespeito pelas veneráveis autoridades da fé, numa palavra, o seu reino, não pertence a este mundo.
Escrito na pedra
Sir Edmund Hillary
Acabo de descobrir que o homem que chegou ao topo do Everest morreu aos 88 anos. Descubro que o mesmo homem era apicultor e conseguiu ir aonde ninguém tinha ido antes. E que depois disso continuou a explorar e ajudar quem o ajudou mais: os Sherpas. É na simplicidade dos gestos que se conseguem fazer coisas extraordinárias. E o céu ali mais perto.
Ler mais aqui
Edmund Hillary took this photograph of Tenzing Norgay as they became the first human beings to set foot on the summit of Mt. Everest, the highest point on earth.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Adoro segundas feiras
domingo, 20 de janeiro de 2008
sábado, 19 de janeiro de 2008
Não sou cliente do BCP mas adoro tourada
Temos acompanhado ao longo das últimas semanas o caso BCP. Uma atitude responsável exigiria, como agora recomendam vários especialistas, uma regulação atenta, moderação nos ordenados, rigor nas contas, decoro nas declarações. Estamos completamente de acordo.
(neste sentido, há que efectuar, e já, uma pega de caras ao BCP)
Contudo, o doutor Teixeira Pinto esclareceu que todos os valores pagos (infamemente alardeados nos jornais) se deveram ao "exercício de 2007". Além do mais passou à situação de reforma, como o próprio esclarece, em função de relatório de Junta Médica. Deve então ser clarificado que a ganadaria do Doutor Teixeira Pinto não produziu o animal.
(as feras pisam por vezes terrenos interiores, junto às tábuas, talvez seja melhor ficar para outra altura)
De maneira que diz o inteligente que acabaram as canções
Olé!!!
Namorados de Lisboa
Contudo, apesar do inegável conforto desta certeza salvífica, é impossível manter a lucidez no mar em que se agitam estes personagens forjados pela mercado da concorrência entre jornais. Agoniado decidi recolher ao meu lugar dentro deste grande navio onde vamos a caminho do progresso. Fui para dentro, como sempre aconselha paternalmente o António Silva (obrigado António). Hoje pensei falar de mais um artigo na fogueira da escola pública: "o estado como garante e não como prestador". Contudo, fiquei embasbacado com a eficácia do mercado, na forma como cria valor nas páginas dos nossos jornais: a erudição dos comentadores, o rigor das suas análises, o cuidado com o discurso, a independência da reflexão, a profundidade das ideias, o acerto dos temas... Nisto, talvez tenha passado mais um casal a caminho do cinema. Se bem que não era nem Sarkozy nem Bruni. Apenas dois adolescentes do Cacém, à procura do tal poema de que falava Ary dos Santos. Reconheço que sem o brilho dos franceses. Nós somos assim, comemos pevides e bebemos cerveja.
Talvez este seja um tema tão esgotado como os meus olhos nestas últimas semanas (as páginas cada vez mais enevoadas). Deve ser do tempo. Deve ser da chuva. Oblíqua.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Tell me a story VII with smoke
Era uma vez um país à beira-mar. Inventaram uma lei, e 6 meses depois aplicaram-na. O povo achou estranho, mas começava a habituar-se. De repente um individuo que se dizia director de saúde diz que afinal a lei não é bem como se pensava. Há excepções. E todos quiseram ser excepção. A bandalheira do costume instalou-se. E veio para ficar.Leia-se mais aqui.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Ciclo de concertos: Música na Ermida
O ciclo de concertos Música na Ermida pretende reunir, na Ermida do Senhor Jesus dos Navegantes, públicos interessados na música coral e instrumental. Estes concertos contarão com a presença de músicos convidados, aos quais se juntará a actuação do coro. Esta dinâmica de concertos, que se pretende regular (Janeiro, Março e Maio para o primeiro ciclo), visa devolver ao centro histórico uma forte tradição musical iniciada em 1929 pelo Orfeão de Paço de Arcos, dirigido pelo maestro Gustavo de Lacerda. Este trabalho, entretanto esquecido, promoveu a cultura musical através da realização de concertos na vila e arredores. A Ermida-Associação cultural acredita que, num tempo em que tanto se fala de qualidade de vida, não pode haver vida com qualidade sem a existência de encontros públicos em torno da música.
Caminhada Filosófica #1
Previsões 2008
1. Religião
"Nossa Senhora faz aparição em poste de muita alta tensão."
2. Politica
"Sempre inspirado por Sarkozy, mas à sua escala, Luis Filipe Menezes começa a namorar com Mafalda Veiga."
3. Fado
"ASAE lança franchising de restaurantes de fast-food."
4. Futebol
"Scolari consegue feito inédito ao ser campeão da Europa só com empates."
A primeira previsão tinha que falar em Fátima. Sempre ela a iluminar-nos. Oremos então. Na segunda acertam no facto do lider do PSD andar a fazer pinturas de sonhos. Mas só na cabeça dele. A terceira está em fado porque a ASAE canta bem. E falta-lhe ir ao McDonald's. A quarta previsão conta a história de um burro rico e o sonho do ajudante de bigode que queria ser campeão. E a nossa que choramos com eles.
O conflito das interpretações III
La crisi della fede nella scienzatratto da Svolta per l'Europa? Chiesa e modernità nell'Europa dei rivolgimenti, Paoline, Roma 1992, p. 76-79.
Ora, não restam dúvidas. Foi mesmo Bento XVI que afirmou que a fé não cresce a partir do ressentimento e da recusa da modernidade. Estava a referir-se às posições de Feyerabend e de Weizsacker que empreenderam reflexões contra o absoluto da ciência. Qualifica mesmo Feyerabend como “filosofo agnostico-scettico”. E porquê? Porque o autor de agaisnt the method revê (e não defende) as posições da Igreja seiscentista contra Galileu apenas do ponto de vista das particularidades da vivência das populações contra um racionalismo cego que se pretende impôr com Galileu. Se o director Fernandes tivesse perdido algum tempo a ler Feyerabend teria percebido que sua crítica assenta sobre a recusa de racionalidades englobantes e unívocas (como as defendidas por Bento XVI). A racionalidade totalitária (recorrente ao longo da história) expressa-se hoje pela ciência. Equivale a uma ideologia representando hoje o papel que o cristianismo desempenhou na sociedade ocidental. É sugestivo que o capítulo se intitule “crise de fé na ciência”.
O que nos conduz ao significado do protesto dos universitários. Não sei se interpretaram correctamente ou não o discurso de Bento XVI. Provavelmente não. Sei que o consideraram intelectualmente inconsistente. Sei que estão no seu pleno direito de o considerar e de expressar por escrito no seu abaixo-assinado a recusa de que venha proferir o discurso inaugural. É curioso como o liberalismo do senhor directos Fernandes, de Pacheco Pereira ou de Pulido Valente, seja um liberalismo, como sempre, selectivo. A menos que todos tenhamos ficado subitamente ingénuos, tanto os universitários, como Feyerabend, sabem que os discursos são lugares de poder. Que a escolha de um Papa para o discurso é um sinal claro mas precisamente do contrário do que afirmam Fernades, Pereira e Valente. É inegável que há um retomar social fortíssimo do peso da Igreja. Precisamente por isso surgiram os protestos na Universidade de Roma. Não terá lembrado a estes pensadores que quem não tem poder talvez não motive reacções.
Para grande pena do director Fernandes, Bento XVI, não foi agredido, os seus livros não foram queimados, a sua liberdade não foi coarctada. Apenas se ouviram vozes (escritas a tinta em pedaços de lençol) que desmente os lugares comuns todos os dias repetidos pelo poder das televisões e dos jornais quase de forma unânime. Ratzinger “é um dos grande intelectuais da actualidade” repetiu pela enésima vez Fernandes. Os Universtiários de Roma apenas disseram: nós recusamos essa racionalidade, porque temos uma outra visão do mundo. Aqui na Universidade é o nosso espaço, um dos últimos redutos contra a alinça ideológica totalitária do liberalismo parlamentar, todos os dias defendida pela rançosa versão ocidental do cristianismo de domingo de manhã.
O conflito das interpretações IV
Se restam dúvidas, o discurso da Universiade de Roma que não chegou a ser acrescentava que a "mensagem cristã, segundo suas origens, tem que ser sempre um empurrão rumo à verdade e uma força contra a pressão do poder e dos interesses'.” Ora o próprio Bento XVI representa um interesse e um poder fortíssimos. Logo, apenas me parecem válidas uma de duas conclusões: ou é intelectualmente inconsistente (uma vez que a defesa da mensagem cristã deve ser uma força contra pressão do poder, sendo que um Papa é, portanto, a suprema contradição, como bem viu Nietzsche no Anticristo, lendo bem que o sacerdote era o tipo social mais violentamente atacado pela vida pública de Jesus) ou é um poder intrusivo procurando lutar dentro da universidade por uma apologética da verdade irrefutável. Nos dois casos os universitários de Roma terão sempre razão na sua vontade de reclamar o direito de decidir sobre quem fala na sua Universidade.
o conflito das interpretações II
O problema é que nesta altura já nada se percebe do editorial do senhor director. Se é Giorgio Israel, se é Bento xvi, se é Feyerabend quem afirma que a fé não deve crescer a a partir do ressentimento e da recusa da modernidade. Como diria o meu treinador nos juvenis dos Leões de Porto Salvo isto é o que se chama um verdadeiro engalfinhamento com a bola.
o conflito das interpretações

Uma rápida visita ao sítio da rádio vaticano logo revela todo um mundo de opressão e mordaça. Em primeiro lugar damos logo de caras com um dos excertos do hipotético discurso que o papa realizaria (traduzido em Português). Curiosamente é o mesmo excerto trasncrito por José Manuel ferandes no editorial do Público. De facto, eu tentei obter o discurso on-line e não consegui pelo que o director Fernandes deve ter muito melhores canais de informação e leu concerteza o discurso. Concerteza que não fez copy no sítio da rádio vaticano.
Depois podemos adquirir 5 dvd multi-linguagem sobre João Paulo II e as suas viagens. Ficamos ainda a saber que “A decisão [do papa em cancelar o discurso] desconcertou e preocupou a opinião pública italiana e gerou uma avalanche de reações de jornalistas e personalidades que defendiam o direito de o papa falar e que lamentavam o cancelamento da visita.”
É portanto com estupefacção que nos apercebemos que a perseguição, a censura, a opressão reside numa decisão do próprio papa, em face de um abaixo assinado de alunos e professores da Universidade. Parece que a censura se resume à inauguração de uma semana anti-clerical, onde cartazes e palavras de ordem causaram ataques de pânico a várias senhoras e crianças. Tiveram mesmo que ser socorridos devido ao som ensurdecedor dos gritos dos reles universitários, vários cachorrinos e coelhos domésticos.
Tudo isto porque, nas palavras do senhor director “um grupo de professores mobilizou um protesto que conseguiu levar o papa bento xvi a declinar o convite para falar na sessão inaugural do ano lectivo”.
Ó suprema violência da opressão e da censura, quando um protesto escrito consegue levar o Papa a recusar um convite. Talvez uma outra questão fosse mais relevante para tratamento editorial: quem deve escolher e como deve ser escolhido aquele que discursa na aula inaugural da universidade?
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Elvis Socialista
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
News Flash #1
Lisandro já fez 8 "bis" mas nenhum "hat trick"
em que o jornalista nos elucida da importância das trivialidades no mundo do futebol. Cito algumas:
"É que apontar três golos num jogo é o que lhe falta. De resto, já fez de tudo com a camisola do FC Porto."
"esta foi a oitava vez que Lisandro marcou dois golos no mesmo jogo"
"é uma questão de continuar a tentar, não lhe faltando oportunidades até ao final da temporada"
"Cristiano Ronaldo precisou de treze bis para chegar ao "hat trick""
"Lisandro conseguiu com os dois golos ao Braga tornar-se no melhor marcador nos jogos realizados no Estádio do Dragão"
O ultimo paragrafo é um estrondo de literatura futebolistica:
"Há outro pormenor interessante nos golos de Lisandro. Com o Braga marcou ao minuto cinco, que curiosamente tinha sido o minuto em que tinha apontado golos ao Leixões e ao Setúbal esta época. Um "hat trick" diferente, portanto. Mais rápido só o golo que marcou ao Setúbal na época passada"
Muito interessante de facto. Hoje durmo mais descansado. E Lisandro no próximo jogo fico a torcer por ti.
Recomenda-se
Gostava de ficar o dia inteiro a ver isto. E quem diz ver Grifos diz procurar Abetardas no Alentejo. Para saber mais: SPEA
Poesia de bolso
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Adoro o trabalho de engenheiro. Espectacular diria.
Perguntas para que te quero
1. Porque falamos em aeroporto de Alcochete, se o terreno onde aquilo vai surgir fica em Benavente e Montijo?
2. Porque ninguém fala do que vai ser feito à Portela?
3. Porque é que o sporting insiste em não ganhar jogos?
4. Porque é que não sei o dia em que fui baptizado?
5. Porque é que o Camacho fala em espanhol mas diz asneiras em português?
6. Porque é que o mistério redentor de Jesus Cristo ressuscitado é o 25 de Abril que a sociedade portuguesa precisa?
para os mais atentos, coloquei mais questões do que as prometi, mas a vida é feita disso: mais perguntas do que respostas. Para o Alf: ler isto enquanto se ouve "The show must go on"
domingo, 13 de janeiro de 2008
O chefe da polícia
"Sócrates tem um poder como não teve nenhum outro político português. Ora isto, que devia meter medo, só favorece" é a frase que mais se salienta desta sua opinião. Mas agora deixando um pouco a parte o senhor VPV, que esteja bem descansado lá a a ler um livrito em sua casa e que amanhã nos brinde com mais umas das suas boas opiniões, parece que o povo português gosta de ditadores, ou esta nova figura, que são ditadores democráticos, espécie de Sócrates, Chávez e de alguns outros governates de países bem conhecidos de todos nós. Mas é assim, apesar dos povos serem normalmente contra ditadores, parece que até acabam por gostar daqueles que o são, mascarados pela palavra "democracia".
Pois porque para Sócrates, tudo vai bem, vai muito bem. Até ja conseguiu assinar um tratado de Lisboa (Constituição Europeia, mas em vez de lhe chamar "Francisco", como está no registo, chamam-lhe chico- uma analogia feita José Medeiros Ferreira, antigo dirigente Socialista)e que agora não vai referendar como prometeu ao povo (mas como já disse em cima estamos na presença de um ditador, em que tudo é possível). Em 2 dias já escolheu a localidade definitiva para o novo aeroporto, ajudado por um grupo de empresários, que em nome "dos maiores estratégicos para o País" fez um estudo que ajudou o sr. Socrates a decidir por Alcochete. Até apoio o local, embora gostaria de saber quem foram os financiadores desse estudo e porque é que, sendo ainda a decisão "preliminar",já existe rumores de especulação imobiliária ali á volta de Alcochete, e de grandes empresas nacionais que já ali compraram terrenos.Não quero criticar mais senão qualquer dia o corpo de intervenção leva-me à tortura para ver se deixo de criticar aquele homenzinho que tem um risozinho (desculpa lá mãe mas é um riso estúpido) e que apesar de ganhar cerca de 12000 euros por mês, não olha para aqueles que em média ganham 500 euros por mês.
Enfim, qualquer dia convido o sr. Sócrates para correr comigo e com o meu amigo Alf, nas nossas habituais corridas de Sábado. Pode ser que tenhemos sorte e assim podemos aprender com o nosso "Políca", como lhe chama VPV, a sua visão para Portugal e para a sua visão do nosso Futuro.
Bem já dizia uma figura importante e infeliz da ASAE, (se não foi desta entidade que me perdoêm)que todas as leis eram para serem cumpridas e quem não as quisesse cumprir que imigrasse. Então aplicando ao meu caso vou mesmo imigrar, não por não cumprir as leis, mas por não querer viver num país governado pelo meu futuro colega de profissão (engenheiro-também quem tira um curso na Independente diz tudo!!!) sr. "Eng." José Socrates.


