Directamente do baú. Joy division.
"When the routine bites hard
And ambitions are low
And the resentment rides high
But emotions wont grow
and were changing our ways,
Taking different roads
Then love, love will tear us apart again"
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
A fábrica e a auto-estrada - algum esquecimento e muito boa educação
Quando se procuram coisas no baú descobrem-se preciosidades :
“A arte da politica sabese muito tarde, e quando se vem a entender, mal se pode exercitar: aprendesse na adolescencia, e sabese na velhice: em quanto ha vigor, não ha doutrina; quando ha conhecimento, não ha forças; e por isso contão as Historias tão poucos Politicos consumados” in Elogio fúnebre de um Secretário de Estado da Coroa de Portugal em 1736. Ou por vezes corre-se o risco de encher o nariz de pó, dar uma cabeçada na trave do sotão. Pode ser também que tudo se esqueça, « tudo esquece tão cedo », não é, caro Virgílio ?
Parece que recentemente o Sr. Presidente consagrou algumas da suas seráficas palavras à educação. Entre outras magníficas metáforas considerou que ela (a educação, claro) não poder ser uma « fábrica de ensino » onde os pais vão depositar os filhos. Talvez deva antes ser uma gasolineira. Onde podemos abastecer com sucesso rumo à inovação social. Imaginemos então como poderia Portugal ter disparado rumo ao desenvolvimento, direito à vitória sobre os « desafios da globalização », formando, de forma rigorosa, globalizante, com excelência, os milhões de portugueses, ontem analfabetos, para usufruir delícias eternas em vivendas algarvias ; tudo isto se a competente liderança do Sr. Presidente tivesse estado ao serviço de um governo durante para aí, digamos, dez anos.
« E então chegaram Diamantino Durão, Couto dos Santos e Manuela Ferreira Leite e remendaram o que puderam, facilitaram tudo o que foi possível facilitar e começaram a cortar onde poderiam poupar. Não é por acaso que o segundo mandato maioritário de Cavaco Silva tem 3 e não 1 ministro e não é também por acaso que é do início dos anos 90 que datam a definição de uma nova organização curricular e novos programas (tudo de 1991) e, em especial, de um novo regime de avaliação cristalizado no Despacho Normativo 98-A/92 de 20 de Junho que foi a machadada final em qualquer reforma educativa a sério que pretendesse basear-se em qualquer noção de rigor e qualidade das aprendizagens. É o primeiro alvor dos eduqueses ou maus cientistas da educação, os verborreicos e vácuos, gongóricos na retórica, curtinhos na substância, que se distinguem facilmente dos Cientistas da Educação com Maiúsculas » in A Educação do meu Umbigo Gaveta aberta de textos e memórias a pretexto da Educação que vamos tendo
Lembro-me que em 1991 tive a primeira sensação de desistência, numa tarde em que só, caminhando pela estrada de alcatrão que ligava a quinta do Marquês de Pombal a Porto Salvo, junto ao Colégio das Freiras, avistei a construção da nova auto-estrada Lisboa-Cascais. A nova via cortava o vale onde perto passava a ribeira da Lage e perdia-se na linha castanha daquelas terras repletas de trigo que um dia ouvi chamar a Ribeiro Teles os « extraordinariamente importantes barros de Oeiras ». Não sei porque raio alguém chamaria a um conjunto de terras « uma coisa importante » mas não deixei de perceber na voz do já velho arquitecto a mesma destreza com que o meu avô seguia pela horta pesando com as mãos a terra.
Nessa tarde, fiquei alguns minutos a olhar a fina corda de alcatrão desenrolada ao sol como uma víbora preguiçosa. Quando cheguei a casa, nessa tarde, havia bandeiras cor de laranja. Um homenzinho magro, de nome Silva e voz irritantemente rouca, saltava na televisão, com dois dedos erguidos. Ou talvez não saltasse e fosse apenas o movimento absurdo da multidão que, saltando ao seu redor, me enjoava por dentro.
Em minha casa nunca houve grandes convicções partidárias e talvez por isso o entusiasmo eleitoral estivesse sempre misturado com a distância de quem vê, descrente da eficácia da guerra, passar mais um General em triunfo a caminho de Roma.
Havia interesse, mas não alegria. Havia atenção mas não esperança. Havia conhecimento mas não vigor. Havia doutrina mas muito poucas forças para entender porque se erguiam aqueles braços se os barros e o trigo desapareciam como uma vertigem, à medida que as mudanças na constituição travavam a promessa da paz, pão e liberdade que saía estridente dos altifalantes do Sr. Silva, sob uma promessa de chegarmos todos mais depressa a lado nenhum.
“A arte da politica sabese muito tarde, e quando se vem a entender, mal se pode exercitar: aprendesse na adolescencia, e sabese na velhice: em quanto ha vigor, não ha doutrina; quando ha conhecimento, não ha forças; e por isso contão as Historias tão poucos Politicos consumados” in Elogio fúnebre de um Secretário de Estado da Coroa de Portugal em 1736. Ou por vezes corre-se o risco de encher o nariz de pó, dar uma cabeçada na trave do sotão. Pode ser também que tudo se esqueça, « tudo esquece tão cedo », não é, caro Virgílio ?
Parece que recentemente o Sr. Presidente consagrou algumas da suas seráficas palavras à educação. Entre outras magníficas metáforas considerou que ela (a educação, claro) não poder ser uma « fábrica de ensino » onde os pais vão depositar os filhos. Talvez deva antes ser uma gasolineira. Onde podemos abastecer com sucesso rumo à inovação social. Imaginemos então como poderia Portugal ter disparado rumo ao desenvolvimento, direito à vitória sobre os « desafios da globalização », formando, de forma rigorosa, globalizante, com excelência, os milhões de portugueses, ontem analfabetos, para usufruir delícias eternas em vivendas algarvias ; tudo isto se a competente liderança do Sr. Presidente tivesse estado ao serviço de um governo durante para aí, digamos, dez anos.
« E então chegaram Diamantino Durão, Couto dos Santos e Manuela Ferreira Leite e remendaram o que puderam, facilitaram tudo o que foi possível facilitar e começaram a cortar onde poderiam poupar. Não é por acaso que o segundo mandato maioritário de Cavaco Silva tem 3 e não 1 ministro e não é também por acaso que é do início dos anos 90 que datam a definição de uma nova organização curricular e novos programas (tudo de 1991) e, em especial, de um novo regime de avaliação cristalizado no Despacho Normativo 98-A/92 de 20 de Junho que foi a machadada final em qualquer reforma educativa a sério que pretendesse basear-se em qualquer noção de rigor e qualidade das aprendizagens. É o primeiro alvor dos eduqueses ou maus cientistas da educação, os verborreicos e vácuos, gongóricos na retórica, curtinhos na substância, que se distinguem facilmente dos Cientistas da Educação com Maiúsculas » in A Educação do meu Umbigo Gaveta aberta de textos e memórias a pretexto da Educação que vamos tendo
Lembro-me que em 1991 tive a primeira sensação de desistência, numa tarde em que só, caminhando pela estrada de alcatrão que ligava a quinta do Marquês de Pombal a Porto Salvo, junto ao Colégio das Freiras, avistei a construção da nova auto-estrada Lisboa-Cascais. A nova via cortava o vale onde perto passava a ribeira da Lage e perdia-se na linha castanha daquelas terras repletas de trigo que um dia ouvi chamar a Ribeiro Teles os « extraordinariamente importantes barros de Oeiras ». Não sei porque raio alguém chamaria a um conjunto de terras « uma coisa importante » mas não deixei de perceber na voz do já velho arquitecto a mesma destreza com que o meu avô seguia pela horta pesando com as mãos a terra.
Nessa tarde, fiquei alguns minutos a olhar a fina corda de alcatrão desenrolada ao sol como uma víbora preguiçosa. Quando cheguei a casa, nessa tarde, havia bandeiras cor de laranja. Um homenzinho magro, de nome Silva e voz irritantemente rouca, saltava na televisão, com dois dedos erguidos. Ou talvez não saltasse e fosse apenas o movimento absurdo da multidão que, saltando ao seu redor, me enjoava por dentro.
Em minha casa nunca houve grandes convicções partidárias e talvez por isso o entusiasmo eleitoral estivesse sempre misturado com a distância de quem vê, descrente da eficácia da guerra, passar mais um General em triunfo a caminho de Roma.
Havia interesse, mas não alegria. Havia atenção mas não esperança. Havia conhecimento mas não vigor. Havia doutrina mas muito poucas forças para entender porque se erguiam aqueles braços se os barros e o trigo desapareciam como uma vertigem, à medida que as mudanças na constituição travavam a promessa da paz, pão e liberdade que saía estridente dos altifalantes do Sr. Silva, sob uma promessa de chegarmos todos mais depressa a lado nenhum.
À noite pensei sobre o pouco que o país tinha para oferecer às suas crianças da periferia e desejei que, sendo assim, ao menos tu Veloso não podias ter falhado aquele penalty.
Obrigado Sr. Nachtwey
Vi ontem este senhor na televisão. James Nachtwey. Ganha a vida a fotografar a desgraça e o sofrimento dos outros. E fá-lo muito bem. Usando a sua arma - fotografia consegue transportar-nos para realidades que nos são longínquas e tão indiferentes. É a sua sua forma de estar. Que desassossega. É o mundo em que vivemos. Ele não me conhece, mas eu agradeço-lhe. Obrigado Sr. Nachtwey.


Deixo aqui um bocado do documentário que vi. Atentem às palavras do senhor.
Quod erat demonstrandum
Tenho acompanhado este tema ao longe, mas do que tenho lido existe uma imensa opinião do que o ensino privado é muito melhor do que é oferecido pelo Estado (e do qual fiz parte durante 17 anos). Estas opiniões baseiam-se em analises aos exames do 12ºano e que colocam as escolas privadas no topo. Parece-me demasiado redutor este tipo de análise pois não leva em conta o cenário sócio-económico onde se enquadram estas escolas. É claro que uma escola em Lisboa tem mais hipóteses do que uma em Bragança, porque os alunos que as frequentam tem acesso a mais e provêm de meios económicos mais favoráveis. Uma escola numa zona desfavorável não tem as mesmas hipóteses, porque o aluno que a frequente tem que lidar com muito mais do que o simples facto de estudar (trabalhar, violência, desmotivação, falta de perspectivas de futuro, e por ai fora).
Mas será que existem assim tantas diferenças entre o privado e o público? Via memória inventada, reparei neste post que demonstra bem (matematicamente como deve ser sempre) que as "imensas" diferenças não assim tão visíveis como se apregoam. Para acabar coloco aqui um excelente ponto de vista que arruma definitivamente com a questão (via Zero de Conduta)
1, 2, 3, 4
e de onde retiro esta seguinte citação:
"Ideologia e preconceito contra o sistema público, baseada no aproveitamento demagógico do senso comum. Não tem nenhuma base, nacional ou internacional, que a suporte. É o preconceito de classe travestido de preocupação social. Tudo em nome da liberdade da iniciativa privada que, veja-se, só é verdadeiramente livre se for o Estado a financiá-la. E diz-se esta gente liberal."
QED - Quod erat demonstrandum
Mas será que existem assim tantas diferenças entre o privado e o público? Via memória inventada, reparei neste post que demonstra bem (matematicamente como deve ser sempre) que as "imensas" diferenças não assim tão visíveis como se apregoam. Para acabar coloco aqui um excelente ponto de vista que arruma definitivamente com a questão (via Zero de Conduta)
1, 2, 3, 4
e de onde retiro esta seguinte citação:
"Ideologia e preconceito contra o sistema público, baseada no aproveitamento demagógico do senso comum. Não tem nenhuma base, nacional ou internacional, que a suporte. É o preconceito de classe travestido de preocupação social. Tudo em nome da liberdade da iniciativa privada que, veja-se, só é verdadeiramente livre se for o Estado a financiá-la. E diz-se esta gente liberal."
QED - Quod erat demonstrandum
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Onde andam as ermitoas, que não escrevem?
´Tá-me a querer parecer que neste blog são os homens quem tem mais tempo...
sábado, 27 de outubro de 2007
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Portugal e os outros
Ainda é cedo para falar, mas a concretizar-se a fusão do BPI com o BCP, o novo banco, que poderá chamar-se Millennium BPI (nome muito português), terá como principais accionistas investidores estrangeiros.
O líder do BPI Fernando Ulrich diz que o BCP deve ficar em mãos nacionais, mas isso não acontecerá se a fusão avançar.
La Caixa controla 25% do BPI. Num cenário do Millenium BPI fica com 8,17%.
Depois dos holandeses da Eureko ainda aparecem os brasileiros do Itaú.
Fazendo um ponto de situação já vamos com mais de 21 por cento do maior banco privado português.
Os accionistas portugues aparecem, finalmente, em quarto lugar. Joe Berardo, através da fundação e Metalgest, fica com 5,34 por cento. Teixeira Duarte ficará com pouco mais de cinco por cento. Ou seja, cerca de 10% em mãos de investidores portugueses.
Será este o futuro do maior banco privado nacional?
O governo já respondeu - pela voz do ministro Teixeira dos Santos - que diz que o governo vai acompanhar a situação e que o mercado deve funcionar.
Vamos ver se no final desta novela, Portugal não ficará, mais uma vez, nas mãos dos estrangeiros.
A crise continua. Infelizmente
Isto foi há 25 anos. De uma actualidade que até assusta. Enfim. Aceitam-se comentários.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Isto tinha que ser dito
O Sporting perdeu este fim semana. Jogou em Belém, no campo da equipa da Cruz de Cristo, contra o Fátima, cujo presidente é padre. Pior de tudo, terça feira vai jogar a Roma. São demasiadas coincidências e vai dai já acendi todas as velas que encontrei.
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Os números não enganam
"José Sócrates, na campanha eleitoral de 2005, diz que 7,1% de desemprego são a "marca de uma governação falhada" e de uma "economia mal conduzida". Em Outubro de 2007, com José Sócrates como primeiro-ministro, Portugal tem 8,3% de desempregados e, pela primeira vez em quase 30 anos, a taxa de desemprego é superior à de Espanha."
via Zero de Conduta
Os números não enganam. 2 anos depois estamos piores. Muito piores. O que vamos fazer em relação a isto?
As noticias deixam-me deprimido. É listas de espera de 5 anos. O aumento da pobreza. As desigualdades e quebra dos salários. O aumento do desemprego. Enfim. Alegrem-se os povos. O futebol está de volta no fim de semana.
via Zero de Conduta
Os números não enganam. 2 anos depois estamos piores. Muito piores. O que vamos fazer em relação a isto?
As noticias deixam-me deprimido. É listas de espera de 5 anos. O aumento da pobreza. As desigualdades e quebra dos salários. O aumento do desemprego. Enfim. Alegrem-se os povos. O futebol está de volta no fim de semana.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Digam que foi mentira, que não sou ninguém,
que atravesso apenas ruas da cidade abandonada
fechada como boca onde não encontro nada:
não encontro respostas para tudo o que pergunto nem
na verdade pergunto coisas por aí além
Eu não vivi ali em tempo algum
Ruy Belo
Provavelmente um dos anos mais trágicos no já longo caminho deste amargo território. Ruy Belo morreu em 1978, fulminado algures entre Queluz e o Oceano Atlântico, enquanto procurava emprego, depois de lhe ter sido recusado um lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Gaudeamus Igitur, viva a Academia). Depois disso que houve para Portugal? Umas quantas medalhas de ouro nos jogos olímpicos, alguns naufrágios marítimos, um primeiro-ministro morto repentinamente num desastre aéreo, um fortuita carga policial na ponte, vários escândalos políticos, inúmeros cinemas encerrados, alguns emigrantes deportados, as lágrimas de um miúdo madeirense num estádio de Lisboa.
Retornemos então a 1978.
George W. Bush concorre à Câmara dos Representantes e é derrotado pelo democrata Kent Hance.
Bernard Hinault vence a 65ª edição da Volta à França em bicicleta.
A Argentina conquista pela primeira vez o título do Campeonato do Mundo de futebol.
Em Portugal eram 13h15 e em Oeiras nasceu André Alexandre da Silva Costa.
Mas disso nada há para dizer.
que atravesso apenas ruas da cidade abandonada
fechada como boca onde não encontro nada:
não encontro respostas para tudo o que pergunto nem
na verdade pergunto coisas por aí além
Eu não vivi ali em tempo algum
Ruy Belo
Provavelmente um dos anos mais trágicos no já longo caminho deste amargo território. Ruy Belo morreu em 1978, fulminado algures entre Queluz e o Oceano Atlântico, enquanto procurava emprego, depois de lhe ter sido recusado um lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Gaudeamus Igitur, viva a Academia). Depois disso que houve para Portugal? Umas quantas medalhas de ouro nos jogos olímpicos, alguns naufrágios marítimos, um primeiro-ministro morto repentinamente num desastre aéreo, um fortuita carga policial na ponte, vários escândalos políticos, inúmeros cinemas encerrados, alguns emigrantes deportados, as lágrimas de um miúdo madeirense num estádio de Lisboa.
Retornemos então a 1978.
George W. Bush concorre à Câmara dos Representantes e é derrotado pelo democrata Kent Hance.
Bernard Hinault vence a 65ª edição da Volta à França em bicicleta.
A Argentina conquista pela primeira vez o título do Campeonato do Mundo de futebol.
Em Portugal eram 13h15 e em Oeiras nasceu André Alexandre da Silva Costa.
Mas disso nada há para dizer.
Em jeito de aniversário e parabéns e tal
"Conheço as palavras pelo dorso. Outro, no meu lugar, diria que sou um domador de palavras. Mas só eu - eu e os meus irmãos - sei em que medida sou eu que sou domado por elas. A iniciativa pertence-lhes. São elas que conduzem o meu trenó sem chicote, nem rédeas, nem caminho determinado antes da grande aventura.
Sim. Conheço as palavras. Tenho um vocabulário próprio. O que sofri, o que vim a saber com muito esforço fez inchar, rolar umas sobre as outras palavras. As palavras são seixos que rolo na boca antes de as soltar. São pesadas e caem. São o contrário dos pássaros, embora «pássaro» seja uma das minhas palavras. A minha vida passou para o dicionário que sou. A vida não me interessa. Alguém que me procure tem de começar - e de ficar - pelas palavras.
Através das várias relações de vizinhança, entre elas estabelecidas no poema, talvez venha a saber alguma coisa. Até não saber nada, como eu não sei."
Ruy Belo, "Não sei nada", Imagens Vindas dos Dias, in Homem de Palavra[s]
G & S
Sim. Conheço as palavras. Tenho um vocabulário próprio. O que sofri, o que vim a saber com muito esforço fez inchar, rolar umas sobre as outras palavras. As palavras são seixos que rolo na boca antes de as soltar. São pesadas e caem. São o contrário dos pássaros, embora «pássaro» seja uma das minhas palavras. A minha vida passou para o dicionário que sou. A vida não me interessa. Alguém que me procure tem de começar - e de ficar - pelas palavras.
Através das várias relações de vizinhança, entre elas estabelecidas no poema, talvez venha a saber alguma coisa. Até não saber nada, como eu não sei."
Ruy Belo, "Não sei nada", Imagens Vindas dos Dias, in Homem de Palavra[s]
G & S
terça-feira, 16 de outubro de 2007
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Liderança. Ou como ser incompetente
Segundo o principio de Dilbert, as organizações tendem a promover os mais incompetentes para ocupar os cargos mais importantes de gestão. Desta forma e na ausência de alguém que o questione os incompetentes sobrepõem-se aos que realmente trabalham e produzem resultados. Será isto verdade poderão questionar os mais incrédulos. Eu acho que sim. Basta estar ATENTO às noticias, para encontrarmos n casos onde este principio se aplica. Normalmente a incompetência traz consigo a capacidade extraordinária da megalomania e do personagem todo poderoso, acima da lei, que tudo pode, tudo consegue. Surpreendentemente são estes que são aplaudidos e elogiados. Costumam também fumar charuto. Ou então passar "férias" no Brasil. Foi você que pediu uma nova constituição?
Parece que se anuncia uma nova constituição. Parece que passaram trinta e tal anos e esta já não serve. Parece que esta (a que já não serve) refere coisas como justiça social, habitação e outro palavreado bolorento, ao estilo 'camisa axadrezada e bigode' (toda a gente sabe que não se usa bigode - a não ser líderes sindicais, devidamente autorizados e só se maiores de cinquenta - para além dos frequentadores da cinemateca, mas esses por influência do cinema francês dos anos setenta. Parece que o país não se adequa à Constituição, porque como sabem o novo modelo económico e tal, um tipo de enriquecimento 'patine' em forma de sustentação competitiva. Que não se presta aos ventos do futuro. Que já não serve. Que não se adapta.
A este propósito talvez se justifique uma citação de Carlos Paião na voz, um pouco bolorenta e axadrezada de Lenita Gentil: "eles foram tão loge, eles foram tão longe e ficámos tão perto de sermos alguém".
domingo, 14 de outubro de 2007
Ermida - Espero que um pouco mais que sustentados.
A Ermida realiza daqui a pouco mais uma reunião. Ou seja, tentamos pôr de pé este núcleo crítico (quanto a crítica penso que estamos, para já, entendidos - e bem servidos) mesmo se o clima português é completamente adverso a estas estranhas formas biológicas que dão pelo nome de Associações.
Ossos do ofício! Quanto a propostas de pensamento semanal parece-me que todos teríamos a ganhar se cultivássemos o gosto por desenterrar do passado alguns pedaços da nossa vida pública.
Eu desenterrei uns pedaços curiosos.
Nuno Teotónio Pereira, ao Expresso em 1989
“O que distingue uma dada política é a forma como se coloca perante os agentes que transformam a gestão do território e a cidade”
“Os agentes, movimentando-se numa economia de mercado e transportando interesses particulares, fazem do território e da cidade uma vasta arena de conflitos”. Vamos repetir novamente UMA VASTA ARENA DE CONFLITOS.
“A administração dispõe de vários instrumentos (planos e programas de legislação fiscal, política de crédito, regulamentação da construção e do urbanismo, financiamento público)” para arbitrar estes conflitos segundo o bem comum, ou seja, o bem do maior número.
Se não fosse esta entrevista esclarecedora o que poderia ter acontecido a Portugal (de 89 para cá) quando a política do território se transformava gradualmente numa zona livre de vale-tudo-menos-cumprir-os-requisitos-legais-quanto-a-espaços-verdes-entre-prédios-urbanos? O vasto solo pátrio teria sido transformado numa zona de vale-tudo-menos-cumprir-os-requisitos-legais-quanto-a-espaços-verdes-entre-prédios-urbanos. Porque é que isto não ocorreu? Porque inteligentes e sustentadas políticas de urbanismo descobriram que desenvolvimento sustentado passava por construir torres de 10 andares que sustentadamente se erguiam e não caíam. Se não caíam é porque o desenvolvimento era sustentado. Se foi sustentado foi porque nós o sustentámos. E se nós o sustentámos é poque merecemos estar exactamente no ponto em que estamos. Sustentados.
Ossos do ofício! Quanto a propostas de pensamento semanal parece-me que todos teríamos a ganhar se cultivássemos o gosto por desenterrar do passado alguns pedaços da nossa vida pública.
Eu desenterrei uns pedaços curiosos.
Nuno Teotónio Pereira, ao Expresso em 1989
“O que distingue uma dada política é a forma como se coloca perante os agentes que transformam a gestão do território e a cidade”
“Os agentes, movimentando-se numa economia de mercado e transportando interesses particulares, fazem do território e da cidade uma vasta arena de conflitos”. Vamos repetir novamente UMA VASTA ARENA DE CONFLITOS.
“A administração dispõe de vários instrumentos (planos e programas de legislação fiscal, política de crédito, regulamentação da construção e do urbanismo, financiamento público)” para arbitrar estes conflitos segundo o bem comum, ou seja, o bem do maior número.
Se não fosse esta entrevista esclarecedora o que poderia ter acontecido a Portugal (de 89 para cá) quando a política do território se transformava gradualmente numa zona livre de vale-tudo-menos-cumprir-os-requisitos-legais-quanto-a-espaços-verdes-entre-prédios-urbanos? O vasto solo pátrio teria sido transformado numa zona de vale-tudo-menos-cumprir-os-requisitos-legais-quanto-a-espaços-verdes-entre-prédios-urbanos. Porque é que isto não ocorreu? Porque inteligentes e sustentadas políticas de urbanismo descobriram que desenvolvimento sustentado passava por construir torres de 10 andares que sustentadamente se erguiam e não caíam. Se não caíam é porque o desenvolvimento era sustentado. Se foi sustentado foi porque nós o sustentámos. E se nós o sustentámos é poque merecemos estar exactamente no ponto em que estamos. Sustentados.
sábado, 13 de outubro de 2007
Definições para um arranque
E assim começa a escrita activa no blog. Apesar de acompanhar há muito a blogoesfera, a minha participação era (quase) nula. Sempre assumi que este tempo seria perdido, pois há outras coisas mais importantes na vida. Então o que me faz mudar de ideias? Talvez a Ermida e seus desafios inovadores, talvez a vontade de escrever, talvez nada. Escrevi em jeito de brincadeira num site que fiz para mim, que o meu hobbie era salvar o mundo. Talvez seja mesmo. E assim começa a escrita.
Para já, e em resposta ao André deixo algumas definições que encontrei no Wikipédia* e que traduzi como as interpreto. Fiz isto porque como sendo do ramo cientifico não sou dado a Kant (embora acho que o devesse ser), preferindo as definições e os teoremas. Há que começar por algum lado.
A palavra Critica surge da palavra Grega κριτικός, kritikós - aquele que discerne, que por sua vez surge da palavra grega κριτής, krités, significando aquele que faz uma análise detalhada, um julgamento com valor, interpretação ou observação. Uma critica, em termos gerais significa um julgamento democrático sobre determinado assunto, em contrário ao autoritatismo que pretende uma absoluta realização da vontade da autoridade, não estando assim aberto ao debate.
Para já, e em resposta ao André deixo algumas definições que encontrei no Wikipédia* e que traduzi como as interpreto. Fiz isto porque como sendo do ramo cientifico não sou dado a Kant (embora acho que o devesse ser), preferindo as definições e os teoremas. Há que começar por algum lado.
A palavra Critica surge da palavra Grega κριτικός, kritikós - aquele que discerne, que por sua vez surge da palavra grega κριτής, krités, significando aquele que faz uma análise detalhada, um julgamento com valor, interpretação ou observação. Uma critica, em termos gerais significa um julgamento democrático sobre determinado assunto, em contrário ao autoritatismo que pretende uma absoluta realização da vontade da autoridade, não estando assim aberto ao debate.
A Cidadania é a adesão numa comunidade e que transmite direitos a uma participação civil e politica activa. À pessoa que assume estes direitos, chama-se um Cidadão.
Um Cidadão tem deveres morais e éticos imediatos:
- Criticar construtivamente as condições da sua vida civil e politica que o rodeia.
- Participar activamente na sociedade para melhorar as suas condições de vida
- Respeitar os direitos dos outros
- Defender os seus direitos e os dos outros, daqueles que abusam dos direitos que exercitam ou disponibilizam
Um Cidadão tem deveres morais e éticos imediatos:
- Criticar construtivamente as condições da sua vida civil e politica que o rodeia.
- Participar activamente na sociedade para melhorar as suas condições de vida
- Respeitar os direitos dos outros
- Defender os seus direitos e os dos outros, daqueles que abusam dos direitos que exercitam ou disponibilizam
*Fonte de conhecimento questionável e que pode estar distorcida ou não; apenas depende de nós pôr em causa o que se lê. Assim como tudo na vida. Há que ter jogo de cintura e ficar à tona da água, assumindo à partida que se vai ter que beber uns pirolitos. Porque o raio da vida é complicada.
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
O significado da Ermida
Ermida – Associação Cultural
A Ermida – Associação Cultural, recém fundada, irá desenvolver em 2007-2008 quatro áreas de trabalho, procurando despertar a vivência das comunidades do Concelho de Oeiras para uma ‘vida pública’ vinculada ao centro histórico de Paço de Arcos, articulando as suas actividades em torno de três temas fundamentais: a arte, a ciência e a cidadania.
O Coro da Ermida
O Coro da Ermida surgiu em Fevereiro de 2007 com o intuito de desenvolver actividades culturais no centro histórico de Paço de Arcos. Actualmente é constituído por cerca de vinte cinco jovens com idades compreendidas entre os oito e os trinta e cinco anos, todos com experiência coral anterior. O Coro pretende interpretar repertório sacro, não excluindo outros géneros musicais, mas conferindo à tradição cristã um papel destacado. A realização de concertos regulares na Capela do Senhor Jesus dos Navegantes e a formação musical dos jovens que constituem o Coro são os objectivos fundamentais do grupo. É dirigido pela Maestrina Margarida Simas.
T.U. na ERMIDA (Tempo Útil na Ermida)
A actividade T.U. na Ermida pretende apoiar os jovens alunos fornecendo-lhes práticas e métodos de estudo. Neste sentido, a Ermida assume como uma tarefa global da comunidade a educação e pretende envolver-se, dentro da sua vocação de parceiro cultural, na construção de melhores práticas de estudo, na divulgação de que o cuidado do saber é a mais importante tarefa da ‘cidade’.
A Arte da Ciência e a Ciência da Arte
Como Álvaro de Campos escreveu um dia, “O Binômio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo. O que há é pouca gente para dar por isso.” O ciclo de debates ‘A Arte da Ciência e a Ciência da Arte‘ procura envolver os participantes no gosto pelo saber. Reunidos em torno do conhecimento convidamos todos a experimentar o mistério de o poder partilhar e interrogar. As datas serão anunciadas em breve.
Caminhadas Filosóficas
As Caminhadas Filosóficas são percursos pedestres que pretendem sensibilizar um público diverso para dois planos essenciais da relação entre os cidadãos e o território: o interesse pela paisagem e o gosto pela interrogação e pelo debate, entendidos como base da participação na vida da ‘cidade’. Numa fase inicial, e experimental, os percursos realizam-se em Lisboa, Sintra, Sesimbra. Pretende-se depois manter o mesmo espírito das caminhadas filosóficas em espaços do Concelho de Oeiras. Cada caminhada contará com a presença de um convidado responsável pela apresentação do tema. As datas serão anunciadas em breve.
A Ermida – Associação Cultural, recém fundada, irá desenvolver em 2007-2008 quatro áreas de trabalho, procurando despertar a vivência das comunidades do Concelho de Oeiras para uma ‘vida pública’ vinculada ao centro histórico de Paço de Arcos, articulando as suas actividades em torno de três temas fundamentais: a arte, a ciência e a cidadania.
O Coro da Ermida
O Coro da Ermida surgiu em Fevereiro de 2007 com o intuito de desenvolver actividades culturais no centro histórico de Paço de Arcos. Actualmente é constituído por cerca de vinte cinco jovens com idades compreendidas entre os oito e os trinta e cinco anos, todos com experiência coral anterior. O Coro pretende interpretar repertório sacro, não excluindo outros géneros musicais, mas conferindo à tradição cristã um papel destacado. A realização de concertos regulares na Capela do Senhor Jesus dos Navegantes e a formação musical dos jovens que constituem o Coro são os objectivos fundamentais do grupo. É dirigido pela Maestrina Margarida Simas.
T.U. na ERMIDA (Tempo Útil na Ermida)
A actividade T.U. na Ermida pretende apoiar os jovens alunos fornecendo-lhes práticas e métodos de estudo. Neste sentido, a Ermida assume como uma tarefa global da comunidade a educação e pretende envolver-se, dentro da sua vocação de parceiro cultural, na construção de melhores práticas de estudo, na divulgação de que o cuidado do saber é a mais importante tarefa da ‘cidade’.
A Arte da Ciência e a Ciência da Arte
Como Álvaro de Campos escreveu um dia, “O Binômio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo. O que há é pouca gente para dar por isso.” O ciclo de debates ‘A Arte da Ciência e a Ciência da Arte‘ procura envolver os participantes no gosto pelo saber. Reunidos em torno do conhecimento convidamos todos a experimentar o mistério de o poder partilhar e interrogar. As datas serão anunciadas em breve.
Caminhadas Filosóficas
As Caminhadas Filosóficas são percursos pedestres que pretendem sensibilizar um público diverso para dois planos essenciais da relação entre os cidadãos e o território: o interesse pela paisagem e o gosto pela interrogação e pelo debate, entendidos como base da participação na vida da ‘cidade’. Numa fase inicial, e experimental, os percursos realizam-se em Lisboa, Sintra, Sesimbra. Pretende-se depois manter o mesmo espírito das caminhadas filosóficas em espaços do Concelho de Oeiras. Cada caminhada contará com a presença de um convidado responsável pela apresentação do tema. As datas serão anunciadas em breve.
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
ermida - arte, ciência e cidadania
Em conversa na Câmara Municipal de Oeiras, como combinado, o Projecto começa a ganhar contornos mais institucionais. Três linhas de desenvolvimento foram apresentadas - Arte, Ciência e Cidadania. Porque julgo que todas as nossas valências se enquadram neste eixo e porque penso que é em torno deste eixo que se joga a transformação da realidade, Por outro lado, é também aqui que mais se confundem as ideias e se embaraçam discursos pouco claros.
Por isso cabe-nos intervir na cidade e exercer a crítica, se entendida no sentido iluminista (sem dúvida a passar de moda) e Kantiano: a crítica é a configuração dos contornos, a definição dos limites. Mas limites de quê ou de quem?
Os limites da produção da verdade, produção que, em todas as épocas, possui instrumentos precisos que é preciso limitar, configurar, fazer aparecer para melhor se perceberem as relações de força em tudo presentes.
É preciso uma vez mais retomar o combate face à menoridade em que os homens se mantêm (como Kant definiu - menoridade caracterizada pela incapacidade de o Homem se servir do seu próprio entendimento, sem estar sujeito à direcção de um outro). Kant definia em 1784 três áreas fundamentais onde homem devia sacudir essa sujeição: a religião, o direito e o conhecimento. Ninguém duvidará que elas são, ainda hoje, os grandes discursos da verdade sob os quais o homem baixa a cabeça.
Não implica a crítica, como ficou dito, uma negação da religião, do direito e do conhecimento, mas precisamente o estabelecimento dos seus limites.
Aqui eu julgo que a Ermida deve usar a crítica como instrumento da sua participação (daí as três áreas com as quais a crítica pode ser exercida). Daqui a prática da arte (pelo canto em coro e pela teoria da música), a prática da ciência (pelo pensamento crítico, sujeito à revisão e à contestação presente nos debates - reparem como a ciência se transforma gradualmente, pelo menos no discurso corrente, no seu contrário: é usada como certeza inabalável, como arma para a ausência de discussão, como verdade divina a ser respeitada de imediato), a prática da política, como vida na cidade (pela relação com a educação, pela relação com a vida do Concelho de Oeiras).
À religião oporemos a ciência; ao direito a arte; e ao conhecimento a cidadania.
P.S. não se assustem que este texto só me vincula a mim. O que quero é justamente motivar o debate em torno destas questões para, à maneira socrática, cuidarmos de nós, reflectindo sobre o que é justo fazermos.
Por isso cabe-nos intervir na cidade e exercer a crítica, se entendida no sentido iluminista (sem dúvida a passar de moda) e Kantiano: a crítica é a configuração dos contornos, a definição dos limites. Mas limites de quê ou de quem?
Os limites da produção da verdade, produção que, em todas as épocas, possui instrumentos precisos que é preciso limitar, configurar, fazer aparecer para melhor se perceberem as relações de força em tudo presentes.
É preciso uma vez mais retomar o combate face à menoridade em que os homens se mantêm (como Kant definiu - menoridade caracterizada pela incapacidade de o Homem se servir do seu próprio entendimento, sem estar sujeito à direcção de um outro). Kant definia em 1784 três áreas fundamentais onde homem devia sacudir essa sujeição: a religião, o direito e o conhecimento. Ninguém duvidará que elas são, ainda hoje, os grandes discursos da verdade sob os quais o homem baixa a cabeça.
Não implica a crítica, como ficou dito, uma negação da religião, do direito e do conhecimento, mas precisamente o estabelecimento dos seus limites.
Aqui eu julgo que a Ermida deve usar a crítica como instrumento da sua participação (daí as três áreas com as quais a crítica pode ser exercida). Daqui a prática da arte (pelo canto em coro e pela teoria da música), a prática da ciência (pelo pensamento crítico, sujeito à revisão e à contestação presente nos debates - reparem como a ciência se transforma gradualmente, pelo menos no discurso corrente, no seu contrário: é usada como certeza inabalável, como arma para a ausência de discussão, como verdade divina a ser respeitada de imediato), a prática da política, como vida na cidade (pela relação com a educação, pela relação com a vida do Concelho de Oeiras).
À religião oporemos a ciência; ao direito a arte; e ao conhecimento a cidadania.
P.S. não se assustem que este texto só me vincula a mim. O que quero é justamente motivar o debate em torno destas questões para, à maneira socrática, cuidarmos de nós, reflectindo sobre o que é justo fazermos.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Orgulho...
Nunca escrevi num blog...
nem sei muito bem qual é o "esquema" desta coisa, por isso quero apenas partilhar o imenso orgulho que senti ao ver o blog com o NOSSO logotipo.
A Ermida está mesmo a dar os seus primeiros passos e o sentimento é de grande realização:)
Vemo-nos em breve, espero! Há tantas coisas para fazer...
Sara
nem sei muito bem qual é o "esquema" desta coisa, por isso quero apenas partilhar o imenso orgulho que senti ao ver o blog com o NOSSO logotipo.
A Ermida está mesmo a dar os seus primeiros passos e o sentimento é de grande realização:)
Vemo-nos em breve, espero! Há tantas coisas para fazer...
Sara
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
O nosso logótipo: a nossa identidade
Olá novamente. Após algum periodo de férias e de concepção de projectos para a associação estamos de volta. Já com ideias delineadas. Já postas em movimento. Em breve o programa completo de todas as actividades.
Por agora, fica o logótipo da Ermida. Uma forma que envolve o mundo. Um diferente espaço de relação-interacção. Uma nova dimensão para a realidade, resultante de novas formas de diálogo.
Por agora, fica o logótipo da Ermida. Uma forma que envolve o mundo. Um diferente espaço de relação-interacção. Uma nova dimensão para a realidade, resultante de novas formas de diálogo.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Dia D
Hoje é o Dia D. O dia em que nos tornamos Associação Cultural para o Estado. A ver se não nos prega uma partida com a famosa burocracia no jogo do costume. Eu prefiro ganhar.
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Ermida Associação Cultural
O 1 post da Ermida Associação Cultural. Em breve os nossos projectos e ideias. Assim como apresentações dos membros.
Até já
G.
Até já
G.
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