segunda-feira, 24 de abril de 2017

Não quero ferir susceptibilidades, nem ser desagradável (estou muito cansado) mas este conjunto de frases teve a capacidade de suscitar algumas dúvidas sobre o mundo em que vivemos


Mas se não fosse duro, como diz o Professor Rui Vitória, era para os outros. Por isso mesmo, a edição crítico-genética, os elogios da senhora professora doutora e benfiquista Maria Alzira Seixo, a celebração póstuma, a erecção perene, a ilusória intemporalidade, com sua posteridade condicional, a inscrição no programa de controlo das línguas juvenis através das senhoras coercivas professoras ideológicas de Estado, as estátuas à mercê dos pombos e das adolescentes armadas com as suas máquinas fotográficas, as obras completas condenadas às caves das bibliotecas, as citações por respeitáveis parlamentares corruptos e sábios de toga e pixa mole, tudo isso a que se chama a literatura, meus caríssimos leitores, não é para quem quer, é para quem pode.


3 comentários:

Anónimo disse...

Como este blog é frequentado por gente com cabeças muito redondas, capazes de pensar cenas muito à frente, imagino que alguém seja capaz de responder a uma coisa que há muito me faz espécie: porque é que o Rui Vitória passa a vida a reproduzir o sketche Silly Walks dos Monty Python?

gervásio disse...

nada disso, ele não tem essa sofisticação intelectual, anda assim porque é mesmo coxo

Anónimo disse...

Ok, o Iggy Pop também é coxo e não faz aquelas figuras. Mas isso deve ser porque o Iggy Pop percebe um bocado mais de bola. Já dizia a minha Tia Gertrudes - que Deus tenha e que era do Benfica - tiraram o homem de Alverca mas não tiraram Alverca do homem.