quinta-feira, 17 de novembro de 2016

A quem explicar a diferença entre o José Maria Varia Mendes e o Pedro Chagas Freitas, ficaremos eterna e penhoradamente agradecidos e ofereceremos um disco de Toy.

A Inês Fonseca Santos (aguilhão torturante das nossas manhãs, sacerdotisa do nosso ofício de viver, farol do nosso desgovernado desejo, pináculo de todos os nossos esforços catedralícios para sermos pessoas reconhecidamente pessoas) entrevistou mais um monumento de emoção, sensação, tentação, absorção, o grande, o único, o profundo, José Maria Vieira Mendes, autor das linhas que se vão seguir:

«Prefiro assim. Detesto perceber as pessoas. As pessoas que percebes não têm piada nenhuma. Normalmente são pessoas que não são pessoas. Quer dizer, são pessoas que são assim uma imagem de qualquer coisa que elas imaginam que é uma pessoa. Pessoas que se querem fazer perceber. Não consigo perceber. Não consigo perceber essa necessidade. E portanto também não percebo essas pessoas. Se calhar é como não te perceber a ti. Mas não é a mesma coisa. É diferente, é. Não sei explicar melhor do que isto.»


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