quarta-feira, 17 de abril de 2013

Faço votos para que todas as pessoas de bem possam um dia ser Professores Visitantes nem que seja na Cova da Moura, um local onde dava jeito que comparecesse um brilhante académico; da minha parte, já dei o meu contributo na Pedreira dos Húngaros no inesquecível e longínquo ano de 1998.

O brilhante Professor Visitante Poiares Maduro publicou em articulante camaradagem com Bruce Ackerman (de quem conheço o razoável mas algo aleatoriamente construído, The Decline and Fall of American Republic) no jornal inglês, The guardian um resumo das suas propostas de construção constitucional para a Europa, dando o ridículo e quase embaraçoso exemplo do método de elaboração utilizado na África do Sul (?). Na África do Sul? Na África do Sul.

Escolho quase ao acaso dois ilustres comentadores populares do dito brilhante e ilustre artigo publicado na imprensa de um país onde os académicos são instrumentos de raciocínio colectivo e não touros cobridores da credibilidade política.

Primeiro comentador:
1. South Africa is one country, not a collection of countries
2. South Africa is completely fucked, economically, socially and politically, hardly a shining example.


Segundo comentador:
Any European constitution should be very short and entirely comprehensible to any intelligent twelve year old. It should spell out the rights of the people, clearly. It must be a constitution for the people and the land. Not for businesses and politicians.
It should not be several dozens of pages long and incomprehensible to anyone lacking a Masters in European contract tort law and containing all sorts of exotic clauses that benefit businesses and politicians at the expense of the people and the land.
And it must be put to a referendum in every country.
Then you might have some sort of constitution worth a damn.

É simples, é fácil, é bonito.

2 comentários:

Tolan disse...

mais valia recrutarem comentadores anónimos para o governo e usarem os poiares como chamariz e engodo para os encontrar.

Anónimo disse...

o pedro lomba, anunciado como secretário de estado logo de seguida, não é anónimo.

mas calma, qualquer dia estamos lá nós. já faltou mais.