quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Snob, pseudo-intelectual, pessoa de bem, traste, indivíduo em geral supreendido pela sua própria capacidade de gerar a confusão espiritual, perplexidades e desgostos amorosos, são títulos que não renego nesta atribulada vida que há-de ser coroada por uma morte trágica e uma obra ignorada: mas está tudo bem comigo.

7 comentários:

silvia disse...

:)))
obrigada pelo link
passei por aqui só para fazer um copypaste de uma frase tua :)

silvia disse...

já está

Izzy disse...

- I'm a writer. Unpublished.
- Unpublished writer? That's called a blog, bitch!

alma disse...

Um bem haja :)

Faltam mais alguns adjectivos que fariam as delicias de quem o lê :)

Ex-Vincent Poursan disse...

Vou entrar nesta caixa com a mesma ingenuidade que levaria o cavaco a voltar à António Arroio. Parece que não vou ter de reproduzir umas torturantes letras mal esgalhadas nem ouvir um arrepiante e gutural estertor dum ébrio mal morto.

“Live fast, die young and leave a good-looking corpse”, já não me vai acontecer, pelo menos dois destes idiotas desideratos já os ultrapassei. De “Uma morte trágica e uma obra ignorada”, só me preocupa a primeira, a segunda não me tira o sono… portanto até aqui tudo bem. Contrariamente a opiniões mais autorizadas, não desdenho da vidinha, sei muito bem que “há mar e mar há ir e voltar” mas até aqui a volta não está a correr mal.

Leitor atento da tua obra que não ignoro, o que te liberta pra te concentrares só na morte trágica para o que até tenho aqui umas sugestões basto, ou mesmo bué, trágicas:

- Palachizares-te escarranchado num dos leões de S. Bento no dia da aprovação do OE pra 2013;
- Reduzires todo o teu património a patacos e comprar sandes de chouriço, embalagens tetrapack de tinto da eira, cobertores e uns charros. Após o que iniciarás um périplo pela cidade a distribui-los aos sem abrigo até morreres de exaustão e fome no largo de Sa. Apolónia. Apoteose em contre plongé da turba a roubar o “shakespeare the thinker” e a arrancar as folhas pra limpar a gordura do chouriço e o tinto manhoso das barbas hirsutas;
- Continuares a escrever posts longos com análises socioeconomicoliteralofilosoficócoisas, com a exuberância que gostas de adornar a tua escrita, até um dia destes um leitor alienado te naifar à queima-roupa à saída do pingo doce e desembestar rua fora a gritar: calei-o… calei-o!!!... entre estridentes palmas das testemunhas comovidas e sonoros… muito bem… muito bem… apoiado… apoiado!!!
- Se estás com pressa, vais ali a uma ilha culé suburbana, metes um sapo gordo no bolso do patriarca e apalpas as mamas duma ciganita pneumática prái duns 15 anos… é tiro e queda.
Vives uma época ideal pra mortes trágicas… sortudo do camandro.

Dizia eu Leitor atento da tua obra, mas até aqui, espero eu, impedido de chegar à distância mínima pra pedir um autógrafo, tenho aqui três ou quatro desabafos em geral e até em particular quanto aos teus últimos posts.

O tal de ensaio sobre o problema da esquerda, assim a quente -isto de ler este post depois do almoço é indigesto comó caralho- e sem querer entrar em polémica porque eu é mais pilhéria e exercícios de estilo ocioso (vantagens de ser só comentador), pareceu-me uma rábula de robertos entre Tocquevile e Marx transposta para a actualidade, escrita por um imaginativo, porém distanciado, observador à universidade de verão do PS deste ano ali pra Évora.
Mas isto digo eu porque me deu práqui, aliás faço-te a justiça de considerar que é óbvio o sentido de humor que pões na coisa evidente no último parágrafo. Quanto às mamas da mónica... nota 10 (escala 10), gajo que entende de mamas posta mamas destas.

Os outros posts se queres que te diga já nem me lembro bem, acho que trocavas umas ideias sobre o JRS, avançavas com uma teoria para a origem da linguagem – que tenho pra mim teve origem, não no “perturbador sentido de impotência, perante a beleza de um mundo” mas sim na necessidade fundamental e catártica de mandar os outros pró caralho- e emocionaste-te ao observar um preto com um livro debaixo do braço. Isto eu entendo, vou reagir também assim quando observar uma escrevedeira-aureolada (não confundir com escrevedor-laureado).

Ex-Vincent Poursan (cont.) disse...

Oh Alf… olha que eu até gosto de te ler pá, se bem que me canse, mas tens de conter a exuberância e o conhecimento académico, isto de ler os teus posts requer pelo menos meia dúzia de canudos nas mais diversas áreas do conhecimento e um fôlego de escafandrista.

Fodaçe pá… és tu e o salgari, que cada vez que o sandokan enrola os cabelos num ramo de embondeiro quando espreita um indígena, produz 5 páginas com informação sobre o embondeiro e mais 7 com um tratado etnográfico sobre o indígena… sem contar com as notas de rodapé explicativas sobre a fauna, flora e geografia do lugar onde o mesmo sandikan decide arrear o calhau.

Este coment é grande… imenso caralho… não há pachorra pra ler isto tudo!!!
No entanto até pode ter a sua piada… não sei se estás a ver a coisa???!!!

Fodaçe… já são quase 4 da tarde e eu aqui!!!

AM disse...

este comentário era para a posta do preto do livro a pilha (ou lá que era) mas como lá corria o risco de ser ainda menos lido que aqui, transmigrou-se
" o caralho é um pilar da civilização
a literatura nem sempre"
os gajos da idade da pedra perceberam isto tudo primeiro, e antes, de todos os outros
era só isto, obrigado