quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Continuo a sentir-me um imbecil asqueroso e totalmente dispensável desta nossa República

 
Raquel Varela, uma pessoa infinitamente espectacular
 
 
Toda a gente sabe que a Bertrand editora e as Livrarias Bertrand constituem uma corajosa e solitária organização contra-hegemónica que tem procurado sinalizar as grandes injustiças sociais, os erros ideológicos do mercado livreiro, a fome das criancinhas em África, os profundos impactos políticos das maluquinhas que se despem em frente ao Parlamento, e mesmo as trajectórias cósmicas de planetas eventualmente desorientados e incorrectamente envolvidos na sua politica e moralmente errada órbita celeste, sendo que o singelo facto de a Bertrand editora possuir inúmeras e extensas unidades de venda, nos locais comercialmente mais caros e luxuosos do país (sejam os centros históricos remodelados de Lisboa ou Porto ou as incrívelmente capitalistas galerias da Sonae) e não caves sombrias, masmorras húmidas e águas-furtadas obscuras onde cientistas revolucionários pugnam gloriosamente, contra os seus próprios instintos, a favor da verdade, é apenas uma mera coincidência que não deve perturbar um espírito comprometido com o desvelar da complexa realidade.
 
Segundo a sempre espectacular e nunca devidamente elogiada Raquel Varela, o livro contra-hegemónico que ostenta já na sua bronzea couraça a gloriosa insígnia constituída por milhares de likes, continuará a ser contra-hegemonicamente apresentado e contra-enfaticamente-discutido em mais de uma dezena de contra-universidades em Portugal, Espanha, Inglaterra, Brasil, não deixando margem de manobra aos discursos hegemónicos que terão, desta forma, que buscar refúgio num qualquer beco sórdido (ofereço desde já a minha despensa) perante a onda contra-hegemónica que ameaça desfazer a hegemonia reinante do capitalismo selvagem por meio da mega-contra-discussão que vem já em formação no Atlântico Sul, com o intuito de invadir toda a Ásia, obrigando mesmo a China a contra-perturbar-se a si própria, persuadindo os seus próprios contra-dirigentes e contra-comunistas a abandonarem o contra-comunismo e a construirem um contra-Estado Social, segundo o livro contra-hegemónico.

As centenas de dezenas de milhares de pessoas que têm vontade de se atirar da ponte 25 de Abril, sempre, que me acompanhem nesta hora de provação, pois estou no limite máximo das minhas forças perante a estupidez reinante que ameaça mesmo contra-desfazer-me num caldo de irrelevâncias publicadas, temperado por uma olímpica ignorância das coisas em geral.

2 comentários:

alma disse...

Só compreendo que sinta isso pela angústia e ansiedade própria de um artista.
Porém, não compreendo com tudo o que já leu não tenha retirado só para si o prazer de saber o que vale :)

Raqueis há muitas :)
ai likes no facebook (heheheh)são aos milhões e valor disso tudo é ZERO.

mantenha-se calmo e continue... :)

O sucesso a sério não vem no facebook :)




AM disse...

eh eh
já para não falar no fakebook, esse glorioso instrumento de libertação das maçças (e das moçças) e da exploração do leitor pela coisa publicada :)))
às tantas, em vez de hegemónicos que terão li hegemónicos de teerão LOL :)))))
esta posta deu-me a volta à geo-política toda eh eh eh

o numero (perfeito!) :) no "prove que não se trata de um robô" :))) é o da minha idade :)))