Em que dimensão espacio-temporal será possível conceber que esta divina pessoa esteja a consumir os melhores anos da sua inacreditavelmente eslava beleza, e a esgotar, na ventoinha das irrelevâncias emocionais, toda a sua (pouca) energia artística, arrastada pela companhia matrimonial de um imbecil borbulhento e descabelado do norte de Inglaterra, que em vez de escrever um filme (levitando sobre um inebriante perfume meridional, e folhas de louro que lhe coroassem a merda da cabeça, animando-o a sair do pântano onde se atolou algures na adolescência, uma vez que se diz realizador, um filme que fosse um cruzamento entre Sonho de Uma Noite de Verão, de Shakespeare e o Jardim dos Finzi-Contini, de Bassani) se desdobra, ao invés, diante de nós, dolorosamente, para nosso horror e sua desgraça, em chinesices sanguinárias e em porcarias mitológicas centro-europeias?

1 comentário:
Na dimensão cifrônica, tipo equipa que ganha, não se mexe... enquanto houver idiotas que pagam para ver e $$$$$$ para pagar sequelas....
A piquena também não é nehuma Ingrid Bergman...e fazer pé de meia em spandex não é de se rejeitar ....
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