terça-feira, 18 de setembro de 2012

Amanhã explicarei porque não temos um Parlamento. Bons sonhos a todas as pessoas que gostam de ler.

Por amável sugestão, deixada na caixa de comentários do post anterior, assistimos a um grande momento de animação televisiva que queremos partilhar com os excelentíssimos senhores cidadãos da República (risos). Claro que seria necessário explicar ao Paulo Morais que a razão pela qual «ninguém» faz nada em relação à corrupção, e que explica eloquentemente porque é que metade das pessoas não estão presas - como o próprio sugere, supreendentemente - se deve ao facto da outra metade das pessoas existentes neste nosso ditoso e amado território - conjunto de pessoas que o Paulo Morais não refere diretamente como responsáveis pelo problema -, ou é familiar dos ladrões, ou é empregada dos bandidos, ou prima dos gatunos, ou sócia dos delinquentes, ou cliente dos mafiosos, ou beneficia de alguma forma desta moscambilha política chamada terceira, ou quarta, ou quinta, já não me lembro, República Constitucional - quanto mais não seja pelo seu próprio olímpico desinteresse. Eu já sugeri chamarmos como chefe de uma missão externa, Sua Magestade, a Guilhotina, a fim de corrigirmos rapidamente o défice de responsabilidade social que tem sido manifestado pelo conjunto das pessoas que abraça a carreira política. Mais não posso fazer. Ou melhor, poder posso, mas tal como a vocês, não me apetece. Para fazer bem uma revolução, o revolucionário deve preocupar-se mesmo com a revolução, razão pela qual as pessoas em Portugal fazem revoluções mas só até se ouvir o primeiro tiro, altura em que todos apelam à calma e se chama um General qualquer para conduzir ordeiramente a confusão criada.

 
É que o problema reside no facto de a Democracia ser um sistema tão perfeitamente perfeito que não permite às pessoas sofrerem a casualidade da regeneração participativa sem elas próprias levantarem o cu da sala e correrem o risco sempre implícito em qualquer confronto político. Sem cidadãos não há Democracia, nem com 30 000 Paulos Morais a policiarem cada beco do bairro. Em que hipermercado poderemos nós comprar um carregamento de cidadãos? Aposto que a esta, o Paulo Morais não sabe responder, mas eu sei. Na escola , que já era congenitamente má e que agora estamos a foder a torto e a direito. Nas públicas, reina o Mário Nogueira e nas privadas, Nossa Senhora de Fátima: entre um e outro, venha o diabo e escolha, que eu não gosto nem de pessoas que falam muito alto, nem de pessoas que levitam sobre as árvores.

Se me perguntam se eu guilhotinava o Dr. Paulo Portas por causa daquela situação estranha dos Submarinos e dos sobreiros em Benavente? Sim, guilhotinava. Se me perguntam se eu guilhotinava o Dr. José Pacheco Pereira pelas suas inventivas contra a biliosa inveja e violenta boçalidade das pessoas que vão para as redes sociais - impunemente, olé - verter insultos e ameaças aos políticos? Não, não guilhotinava, porque faz sempre falta um intelectual maricas para dialogar com os radicais de esquerda quando isto aquecer.  Mas eu não sou uma pessoa violenta, e por isso vou ler um livro.
 
 
 

3 comentários:

alma disse...

eh eh eh
uma guilhotina deve custar uma fortuna aos preços actuais:)
proponho encostar uns tantos à parede e pregar-lhes um susto (depois marcham para um campo de trabalho ou para a exploração de gás natural ou algo assim.)

bons sonhos
vou continuar a ler :)

Maria D Roque disse...

Pior do que guilhotiná-los não seria mandá-los a trabalhar para as obras ???

outra pessoa que gosta de ler disse...

Maria D Roque

Trabalhar nas obras é só para quem sabe.