Continuo a acompanhar com preocupação todo o desenvolvimento psico-motor das pessoas que acreditam existir alguma coisa de significativo em discussão na ES.COL.A da Fontinha. Claro que me preocupo profundamente com toda e qualquer tentativa de rever os fundamentos essenciais da nossa cultura, os pilares da civilização, a órbita dos planetas e de todos os astros em geral, e apoiarei todos os projectos que pretendam dotar a humanidade de um sentido escatológico da existência. Só ainda não percebi como utilizar esse espectacular conceito, a «espontaneidade social», forjado pelo Bispo do Porto, enquanto batia um pívia e desenhava o próximo programa pastoral de mega-auto-ilusão aos pobres coitados que ainda não se libertaram do raciocínio desconchavado do cristianismo. É louvável que as pessoas se queiram auto-organizar e a julgar pela informação disponibilizada (http://escoladafontinha.blogspot.pt/) estão a fazer um esforço heróico. Só ainda não percebi é que diferença há entre a Es.col.a da Fontinha e o tipo de programa de variedades lúdico-saloias tão caro às nossas autarquias. Deve ser por isso que as duas instituições se envolveram em confrontos. «São muito complexas e inesperadas as restrições e relações entre seres orgânicos que têm de lutar juntos na mesma região», escreveu Charles Darwin em 1859. Quando o espaço escasseia, temos um problema de reprodução.
Claudia Schiffer
Pessoa que apoia a Es.Col.a da Fontinha


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