Definitivamente, parece haver um problema com a Alemanha. Alegadamente, a política monetária europeia é condicionada pelos interesses estratégicos dos bancos alemães. Vítor Gaspar, e seus companheiros, tratam a política monetária com uma tal falta de profundidade que corei de vergonha pelo menos três vezes nas primeiras quinze páginas, e só o facto dos ciclos desenhados terem início nos anos 60 do século XX, chegaria para enviar directamente este livro para o caixote do lixo. Como é evidente, o meu gabarito intelectual não me permite entrar no tipo de argumentação cara a pessoas estúpidas e que consiste em dizer que os contratos são para cumprir, que devemos honrar as nossas dívidas, que os alemães são trabalhadores e nós gastadores, e outras tolices memoráveis, como já não registava auditivamente desde as lições de catequese, horrivelmente sofridas antes dos dez anos, numa garagem esconsa da periferia de um bairro pseudo-rural, e já de si periférico, onde a cultura do gado ovino se fazia sentir ainda com certa magnitude, não obstante a pouca distância que separava essa bela localidade da capital política da República. No entanto, também não podemos embarcar no tipo de conclusões em que os analfabetos, autores deste livro aqui referenciado, embarcam, isto é, achar que, perante a incerteza, a melhor forma de lidar com resultados imprevisíveis consiste em fingir a inexistência de complexidade, meter o rabinho entre as pernas, de forma a garantir que as nossas acções não têm efeitos moralmente qualificáveis. Ou, por outras palavras, fingir que a realidade é sempre, e tautologicamente falando, uma espécie de salvação da própria realidade, já que aquilo que é, não poderia deixar de ser. Na verdade, o problema de palhaços como Vítor Gaspar é acharem que nomeadamente em Portugal somos todos incrivelmente muito estúpidos e que só ele leu, pelo menos, dois livros e meio sobre política monetária. É triste saber que Vítor Gaspar talvez desconheça que as Stone Lectures são o tipo de coisa que as boas Universidades arranjam para atrair os parolos (que precisam de prestígio nos seus próprios países) em troca de um financiamento que permita publicar aquilo que realmente interessa, e passo a exemplificar:
Se compararmos os dados aduzidos, aqui em baixo, rapidamente consideraremos que deve haver razões que expliquem a nossa incapacidade de estabelecer preferências eficientes. Longe de mim afirmar que este é um problema simples. Como diria uma pessoa, eu gosto muito de ler.
Consideremos Claudia Schiffer, sabendo que:
Tendo em conta o que aprendemos, consideremos agora, por exemplo, o altíssimo registo de contacto visual entre os portugueses e a tomada de posse do Presidente da República
.
Não restam dúvidas, pois não?
Às pessoas que chegaram aqui através de pesquisas pela expressão Claudia Schiffer, os meus parabéns.




3 comentários:
Como não sou muito inteligente :)
não sei se comento no sitio certo :)
Uma vez vi a claudia schiffer na rua e a moçoila é imponente e segura. Se há algo que nos prejudica como povo é o complexo de inferioridade que acompanha a maioria...
Somos um grande povo governado desde sempre por mediocres :)A inércia da timidez associada a uma certa cobardia provocada pela insegurança é o que trama isto tudo. Fossemos mais confiantes e seria tudo diferente :)
sentido critico existe (destrutivo) o que não existe é um sentido critico analitico construtivo e estimulante.
Um bom professor pode mudar a vida de um aluno.
Há muito para fazer, ler pode ajudar mas o que ajudará mesmo é o exemplo de cada um de nós na vida do dia a dia :)
http://www.emersoncentral.com/selfreliance.htm
pela inferioridade que sente no seu intimo e esta transporta consigo a cobardia a insegurança de saber se valer por si e confiar nos outros:)
No dia em que o povo acreditar em si e não tiver medo de se aceitar como é tudo será diferente :)
Peço desculpa :)))
fiquei com a caixa aberta demasiado tempo :)))
e depois já não encontrava o resto do texto
eh eh eh eh !
sorry
eh eh eh !!!
quando vi a Claudia foi numa situação fabulosa ia eu a caminho do moma em NY e tive de atravessar a rua porque não me deixaram passar :) no outro lado da rua estava um grupo grande de pessoas parei para ver a que se devia :)
era uma produção com um modelo :) e só reparei que os homens diziam wow e as mulheres encolhiam os ombros ah ah ah ah de repente reparei no magico o copperfield de sobretudo de cabedal preto e zás a claudia atravessa a rua e passa por mim :) deu-me para reparar que é muito mais fantástica ao vivo e muito mais natural que nas fotos não admira o sucesso que teve :)
enquanto via dividia-me em duas se devia ir a correr ao hotel e chamar os outros para virem ver ou não(sim, sou generosa) fiz uma opção correcta, se tivesse ido teria perdido,não tinha nenhuma garantia que os outros chegassem a tempo... e aqui estou eu dez anos depois a narrar o episódio ... :)))
obrigada pelo aviso :)
nunca compraria um livro do gasparinho para estes casos leio em diagonal numa fnac perto de mim :))) as vantagens de ter que pensar antes de gastar :)
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