quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Jorge Jesus

As armas e os barões assinalados que do 31 da armada vieram aqui manifestar o seu desagrado pela minha espectacular personalidade têm agora uma nova oportunidade, que eu muito magnanimamente lhes proporciono, para voltarem entre perigos e guerras esforçados a indagarem sobre a minha extraordinária identidade. É que o filho da puta do Rodrigo de Moita Deus achou por bem referir que a atribuição de estatuetas de ouro aos maricas que realizaram dois manhosos filmes sobre o pós-colonialismo, um a cores e o outro a preto e branco, vão, alegadamente, custar uns milhões valentes aos contribuintes. A questão não é se o cinema português tem ou não qualidade, assunto em que não me assiste a competência necessária para proferir qualquer comentário, ao contrário do filho da puta do Rodrigo de Moita Deus, e muito menos vou entrar na casa de horrores que constitui o debate sobre o apoio do Estado à cultura, questão onde se cruzam horríveis arranjos para trompete de direita e um insuportável baixo contínuo de esquerda formado pela «importância folclórica das artes», e sublinho aqui um certo asco que me assiste quando refiro a palavra «artes». A questão essencial, querido Pacheco Pereira, é se o filho da puta do Rodrigo de Moita Deus fez as contas sobre os alegados milhões e confirmou a percentagem de meios de pagamento públicos recebida pelos agraciados, assim como importará saber se o filho da puta do Rodrigo de Moita Deus é ou não movido pela mais parca competência em matéria de finanças públicas ou desenvolvimento constitucional do sentido da pátria que o habilite a medir se os milhões gastos pelo estado no apoio à indústria do cinema são ou não mais lesivos do ponto de vista do custo de oportunidade do que o altíssimo preço pago, pelo mesmo Estado, no apoio negativo, por défice de tributação, às inócuas indústrias por onde labora o filho da puta do Rodrigo de Moita Deus, uma pessoa que.

1 comentário:

alma disse...

Gostei da entrada heróica do texto :)
Sei o que é um filho da puta,
e o suficiente para concordar com o seu post.