sábado, 21 de janeiro de 2012

Dostoievsky e o jogador (de futebol)

Na vida de um profissional de futebol, as lesões podem inverter um ciclo de sucesso ou catapultar um jogador medíocre para uma fulgurante carreira de massagista. Na medida em que as minha possibilidades internas voltam a proporcionar-me vontade de perder tempo, aqui estou, após tão dolorosa ausência (muito mais do que os shakespereanos 5o invernos) porque o país, manifestamente, se afundou entre gritos de pânico, muita histeria e a contratação de Ribas, uma desesperada tentativa para fazer esquecer que os clubes aristocráticos só sobrevivem na Inglaterra. Na primeira série, a nossa fasquia foi constituída por uma linkagem do maradona, o que foi alcançado num tempo record, mas não sem vários estiramentos da zona lombar e uma viagem malograda à zona de Cacilhas. Desta feita (uma das expressões mais esquecidas na obra de walter hugo mãe) temos objectivos bem claros: 1) enriquecer por meio da publicidade de uma personalidade vigorosa e excitante como a nossa; 2) tentar provocar tendências suicidas no José Manuel Fernandes e Mário Crespo; 3) iniciar uma prática de crítica insistente, prolongada e catalizadora de todas as pessoas que têm sucesso literário e pelas quais nutrimos uma profunda inveja motivada por falta de mama a partir dos 6 meses e uma pilinha muito, mas mesmo muito pequenininha.; 4) apresentar soluções (para transformar Portugal num foguetão) no sentido de tornar a vida de todos os portugueses um pouco mais desenvolvida e a caminho da internacionalização interplanetária. Parece que morreu um Teotónio Pereira o que é sempre de lamentar, lamentar, lamentar. Obrigado por terem esperado, vós, os que viram o que ninguém foi capaz de ver.

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