segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Cláudio

A puta da Fátima Bonifácio deu uma entrevista esta semana em que afirma que era uma das melhores, senão a melhor, alunas do colégio alemão, no tempo em que o colégio alemão devia ter 10 alunos, e demonstra, com prodigiosa eloquência, porque razão Portugal, apesar da banalidade do aforismo, é, com efeito, um país de merda. Ressentida com uma mãe que tinha uma vassoura espetada no cu, que a fez lamber as lágrimas da solidão e do abandono, tem andado pela vida a conservar posições e diz que substituiu a política pela história, porque não há história sem fundamentos filosóficos, o que implica uma tomada de posição política. Isto é tão sabujamente jornalístico que não merece comentário mas gostaria de deixar claro que enquanto as nossas personalidades da «cultura» apresentarem esta indigência intelectual (biografias que nem os académicos valorizam, em torno de políticos do século XIX, e a primeira classificação do colégio alemão) os padrões de exigência, que tão valentemente são apresentados aos alunos medíocres, continuarão humilhantemente baixos, e como tal, também as crianças olharão para pessoas como a Fátima Bonifácio e pensarão: isto é que é um intelectual? E sorrindo continuarão a jogar pacman, o melhor exercício mental desde a descoberta do xadrez, e que muita falta tem feito a pessoas que gostam de «humanidades» porque mistura um conceito de percurso lógico (obstáculos e movimento) com uma insaciável vontade de comer a realidade e seguir em frente.

2 comentários:

alma disse...

Grande poda !!

Anónimo disse...

sempre grato pela erudição agrícola