terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Busquets: um problema democrático

Já várias vezes evidenciei aqui, entre outras coisas, que Maradona se transformou num mito democrático capaz de envergonhar Sólon ou Licurgo, pois nele reside toda a esperança dos que acreditam ser possível olhar para Manuel Cajuda e descortinar nele (isto é, afastar a cortina aristocrática das limitações humanas para observar apenas) um grande algarvio com sentido de humor a quem a sorte não sorriu da mesma maneira que ao Mourinho da Amadora com nome de Judeu. O post sobre Busquets, embora totalmente errado no conteúdo, tem a recorrente virtude de motivar raciocínios, uma coisa que dificilmente João Gonçalves ou Henrique Raposo, ou mesmo um João Galamba, não obstante toda a maquinaria que sustenta as suas vozes ensurdecedoras, raramente conseguem. Veja-se um exemplo:





No que diz respeito a Busquets, com efeito, e sem ele, devo dizer que não apresenta, de facto, nem dotes técnicos extraordinários, nem ordinários, e as operações elemantares que são aduzidas em vídeo, apenas confirmam que o mito do contexto não é um mito, pois só uma mega-instituição de propaganda política como o Barcelona poderia suscitar a confusão entre cabriolas inconsequentes e passos em linha recta, que vi fazer a Paulinho Santos, Beto, ou mesmo a Bynia, contra o mesmo Manchester United (a equipa poderosa mais fraca de toda a galeria de gigantes futebolísticos europeus) e a existência de dotes técnicos extraordinários num jogador totalmente desilegante e mariquinhas como Busquets. Vicente del Bosque chega a dizer que, se fosse futebolista, gostaria de ser como Busquets, mas é evidente que qualquer um de nós, se fosse del Bosque, preferiria ser dono de uma oficina ou mesmo de uma charcutaria gourmet.

1 comentário:

Anónimo disse...

Tu és uma besta.