Que um velho que à rua saia
Pensa, ao ver a minissaia:
Este mundo está perdido?!
Mas se voltasse
Agora a ser rapazote
Acharia que saiote
É muitíssimo comprido?
É OU NÃO É - Amália Rodrigues (letra e vídeo)
No tempo em que eu comentava a realidade fazendo uso da inteligência, seria próprio desenhar aqui algumas indignações sobre os efeitos contraproducentes de uma greve, geral ou particular, com ou sem Carvalho da Silva, e mesmo sabendo de antemão que o índice de miúdas numa greve geral é de 0,4 % por cada analfabeto alcoolizado munido de um bigode de onde se desprendem pedaços de couve oleada por caldo verde. Cá estarei para televisionar o telejornal e apresentar penitência pública se a realidade me desmentir em toda a sua eloquência. Em todo o caso, agora, depois de iniciada a primeira idade do malho, isto numa perspectiva de responsável utilização do espaço público (estou eternamente agradecido ao pioneiro do malho, Jorge Coelho, resta apenas a sensação do cão que fazendo asneira no meio da sala, é agarrado na pele do cachaço pelo dono e sente o focinho esfregado na porcaria que acaba de fazer, contudo, recusando-se a reconhecer quer o dono, quer a autoria da porcaria, mas nem por isso conseguindo libertar-se dessa situação desesperante, isto para utilizar uma bela imagem desse grande economista russo, o conde Lev Tolstoi. Apesar de todas produções analíticas da realidade a que temos assistido nos últimos dias, Amália Rordrigues continua a ser a autora de dois dos melhores comentário aos efeitos decrescentes do rendimento social inerentes tanto a qualquer greve como ao comportamento dos mercados. O primeiro começa pela expresão, «São os caracóis, são os caracolitos», e o segundo pode ser sintetizado pela estrofe acima apresentada. Segundo Sarsefield, Salserfield, Saresfield, Sarsfield Cabral, enfim, aquele director da rádio renascença que participa nos Simpsons como Mr. Burns, os mercados, ah, os mercados, agem como qualquer pessoa de bom senso perante o gravíssimo crescimento da Despesa Pública e a greve geral é a greve geral, que em nada pode resolver o problema, nada comparado com uma boa avé-maria todos os dias ao deitar, o que já teria solucionado estas impertiências plenas de razoabiliade a cargo do mercado primário, secundário e terciário. Contudo, não pode esquecer-se que o paleontologista, especializado na hitória natural do disparate, Mário Nogueira, figura entre as fileiras da massa que hoje cozerá em lume brando no panela da Greve Geral. Esperemos que haja pelo menos umas pitadas de molho de tomate.
1 comentário:
sao os caracois, sao os caracolitos partem-me a razão toda. chiça que este blog devia ser lido na sic noticias.
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