segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A esquerda tão revolucionária que ocupa as cátedras das Universidades, instituição revolucionária apenas batida em revolução pela Santa Madre Igreja

Ameaço neste preciso momento com o fim destas linhas porque o ano de 2010 conheceu um novo blogue e nós já não estamos aqui a fazer nada. Meus caros amigos, cuidado! Vem aí o Córtex Cerebral. O nome sugere desde logo coisas inteligentes. Nós, que estamos derrotados desde a primeira hora, aplaudimos com emoção a hora dourada de cada novo começo. Este recentíssimo blogue pareceu aos autores «uma forma útil de assinalar um entendimento conjunto da necessidade de descobrir novos caminhos e encetar novas soluções». Ninguém duvida da capacidade de Medeiros Ferreira em encetar novas soluções, cheias de vitalidade e inovação vocabular, e dos prodigiosos dons de Joana Amaral Dias na hora de procurar entendimentos conjuntos das necessidades. Eles não se apresentam «com um programa comum» o que leva o leitor a pensar como, três segundos e quatro palavras depois, os entendimentos conjuntos apresentam já as primeiras dificuldades. Porém, o facto é que têm «uma atitude de insubmissão pessoal aos poderes estabelecidos e de audácia perante as questões, assim como uma vontade crítica de contribuir para por em causa as cómodas ideias feitas». Saltamos Medeiros Ferreira para não nos enredarmos em teias de aranha. Quanto a Joana Amaral Dias, será com certeza uma total insubmissão, tão furiosamente insubmissa como a sua desconcertante carreira pública, da irreverente cátedra universitária, ao completamente desalinhado mandato de deputada na Assembleia da República, passando por uma chocante ruptura profissional exemplificada pela colaboração na clínica do também revolucionário catedrático da Universidade de Coimbra, Carlos Amaral Dias, que, por acaso, é também revolucionariamente progenitor da revolucionária Joana Amaral Dias. Só nos falta um blogue insubmisso da autoria de Ferreira do Amaral e Pedro Passos Coelho para os portões do futuro se abrirem com o estrondo das horas verdadeiramente revolucionárias.

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